Maria Almeida
As roseiras que crescem espontaneamente, sem a ajuda de produtos, tendem a ser destroçadas pelo oídio.
Levo-te e tenho-te levado comigo para onde quer que vá. Uma equação. Uma ligação realmente estabelecida com uma única pessoa, em que a leitura dos pensamentos é o fato mais notório. Um sentimento que não termina e que simplesmente perdura no mundo real. O item incontestável do coração fixo em alguém. Como um ambiente confortável, seguro e familiar, onde não existe medo, insegurança ou dúvida. Isto é o quê? Às vezes penso. Penso se não se tivesse passado tudo exatamente como se passou, se seria assim. Só acontece uma vez. Como uma linha arquitetada por Deus que não pode ser desviada. Mil-flores. Muitos não conseguem sentir isto. Muitos não têm a sorte de encontrarem a pessoa e de atingirem a plenitude. Sou grata. E quando te sinto, quando estou contigo, é tão bom, o vazio de quando não estás não existe e nada mais importa.
A morte é sempre vida. A vida do outro lado o muro. O mundo do outro lado do caminho. A vida é inexplicável. Mas é sempre melhor viver. Viver o dia-a-dia. Viver a montanha-russa. Despertar. Viver de novo. Sentir o presente. Arreganhar os dentes. A morte é não evitável. Por isso não há nada a perder. É preciso viver. Viver sempre.
Fico feliz por te ver crescer. A tua alegria é a minha. Mesmo que tenhas escolhido viver longe de mim. Mesmo que, em certas horas, sinta que o dia não vai chegar e que não vai acontecer. Não sei. Sei lá. Não tenho a certeza. Apenas fé. Olho o céu e pergunto-me quando irás acordar. Como se eu me materializasse no sonho mágico que te irá proteger de ti próprio e do mundo inteiro. Mas não faz mal. Nada muda. Ter-te em mim e sentir-te por nós dois é o bastante para me inundar de gratidão e de ternura, sem que estejas aqui ou comigo. É tudo. E o suficiente para ser infinito e denso e querer muito mais para continuar a sonhar. Sem dor, agora, mas vivendo o espírito da paz calma - e tão e somente – a saudade, o carinho e muita felicidade. Passe o tempo que passar, seja a distância qual for, sempre comigo estarás, e serei única, em mim, com a suavidade que vivo para desejar, com meiguice, ver-te, assim, bem e feliz.
Coragem é um substantivo herdeiro do latim “coraticum”, derivado de “cor” que significa “coração”, como uma morada de sentimentos, e cujo sentido original era o de contar a história de quem somos com o coração.
Coragem é sermos quem somos apesar do que pensam sobre nós e a nosso respeito.
Coragem é continuarmos a sermos o que somos apesar de quererem que mudemos o que somos.
Coragem é pensar e sentir de forma diferente e optar pelo lado não habitualmente percorrido, mas que tudo tem a haver connosco.
Coragem é manter o objetivo apesar de todas as incertezas e saber que o retorno pode não existir nem acontecer.
Coragem é caminhar pelo trilho dos “nãos” e seguirmos pela rua que queremos quando o mundo nos empurra para a rua que ele quer.
Coragem é fecharmo-nos ao que nos distancia de nós, dos nossos sonhos e dos nossos propósitos.
Coragem é lutar pela própria liberdade quando tentam tirá-la de nós ou reivindicá-la para fora do exterior de nós.
Coragem é defender o que é correto quando sabemos que o é, o que é certo, aquilo em que acreditamos, que escudamos e que esperamos.
Coragem é ser-se bondoso e benevolente para aqueles que se esquecem de o ser connosco, afastando-nos da mesma linha de ação sombria.
Coragem é agir sobre o nosso medo e ir sempre mais além, sem pensar no pior, e alimentar a nossa massa positiva para se derrubarem as vivências umbrosas e caliginosas.
Coragem é hombridade, grandeza, constância, bravura, destemor e arrojo.
Às vezes sinto-me a juntar os inteiros perdidos de ti quando, profundamente perplexa, junto outros tantos dentro de mim que não imaginava sequer que existiam.
Desviemos o olhar da televisão, do telemóvel e do computador, e empenhemos-nos em viver o acolhimento, a união, a disponibilidade e o afeto, dando colo um ao outro.
Ninguém pode, em hipótese alguma, ser uma opção para alguém de entre tantas outras. Ou se é a única, una e inteira, ou não vale a pena ser-se absolutamente nada.
Um carinho no rosto da pessoa que se ama é expressar mudamente que ele é o nosso mais-que-tudo, é dar-lhe um beijinho e um abraço, é dizer-lhe que nos importamos e que é muito importante para nós.
O futuro é feito do presente e o presente deve ser vivido com prazer, fé e esperança, sem exageros ou volúpias.
Uma relação de sucesso fundamenta-se na real evidência de aceitarmos a pessoa que amamos tal como é e da mesma nos aceitar tal como somos, com virtudes e com defeitos, e de percebermos que nenhum dos dois é rei ou rainha para ser dominante na conexão germinada.
