Maria Almeida
Acredito no amor. Acredito no bem. Acredito em pessoas de verdade.
Acredito que cada um de nós possa estender a sua bondade sem perder a identidade.
Nunca teças imagens sobre a verticalidade do meu querer sentir e do meu amar viver, pois nem imaginas como pode ser selvaticamente horizontal a profundidade intensa do meu ser.
Centre as suas energias na positividade dos seus objetivos e tire partido de todas as adversidades negativas em que mergulham os seus sentidos.
Não sou a pessoa certa para ninguém – sou ironicamente errada até para mim – e o voo que aprendi a voar leva-me muito mais além, onde mão alguma me conseguirá alcançar.
Que o marinheiro não subestime nunca o mar sereno. As suas águas profundas podem guardar as ondas incertas de uma tormenta surpreendente.
Tu plantas. Tu regas. Tu retiras cuidadosamente todas as ervas daninhas. Tu brilhas quando vês brotar. Tu cuidas e colocas em cada gesto teu o amor que te faz a ti. E um dia qualquer, num qualquer minuto, a tempestade vem e arrasa o teu jardim.
Por um segundo apenas, por uma confusão mínima de mim no tempo, quero livremente chorar, tornando-me igual a toda a gente e nela me misturar.
Quando te sentires só, diz-me, que eu irei para te fazer rir.
Quando tiveres vontade de chorar, diz-me, que eu irei para impedir as tuas lágrimas.
Mas quando finalmente te libertares, chama-me, que eu irei para voar contigo também
A única pessoa que poderia dar-te amor por toda uma vida, foi por ti afastada. Na verdade, nunca me pediste para ficar. E eu ficaria. Mesmo sabendo de ti na totalidade, porque os teus defeitos são para mim doces espinhos e o que mais amo na realidade.
Eu escuto a poesia e logo a vida se transforma no dedilhar das letras desenhadas numa folha datilografada do livro do tempo.
