Marcelo Rissma
Existe algo de pavoroso quando se trata da doutrina calvinista. Obtêm-se respostas bizarras e mirabolantes a partir de exegeses heterodoxas dos textos sagrados para tentar provar o improvável. Os calvinistas estão constantemente errando, mas raramente são honestos para admitir.
O parâmetro da teologia reformada de linha calvinista, não é só não sobrenatural, mas também antisobrenatural. Na verdade eles são quase uma espécie de ateus cristãos.
A única fé genuína é a fé de expressão carismática. Somente a fé carismática é a fé genuinamente bíblica. Do ponto de vista bíblico não existe fé não carismática e anticarismática (cessacionismo). Toda fé não carismática e anticarismática não passa de incredulidade.
Lutero e os Dons do Espírito
São bastante conhecidas as seguintes palavras de Martinho Lutero, reformador alemão do século 16:
“No nome e na vocação de Deus, eu andarei sobre o leão e sobre a víbora e pisarei com meus pés no filhote de leão e no dragão. E isso que começou durante a minha vida se completará após a minha morte. São João Huss profetizou de mim... “Assarão um ganso agora (porque “Huss” significa ganso), mas em cem anos ouvirão um cisne cantar e terão que aguentá-lo”. E assim será se Deus quiser” (Luther's Works, vol. 34, p. 103).
Nestas palavras de Lutero, vemos aos menos dois dons do Espírito (carismas) atuando na história da Reforma:
Primeiro, o dom de profecia, na boca de João Huss (1369-1415), da Boêmia, que cem anos antes de Lutero profetizou a Reforma Protestante. Dizem alguns historiadores, inclusive, que esta profecia foi proferida ao ar livre, enquanto Huss era conduzido à fogueira na qual ele seria executado pela Igreja Católica Romana.
Segundo, o dom da fé que operava em Lutero, dando-lhe aquela certeza absoluta de que tanto a profecia de Huss dizia respeito a ele mesmo (se não fosse o dom da fé seria o “dom do atrevimento e da petulância”!), como também fé de que uma obra gigante e extraordinária se realizaria a partir dele. Aquela fé não era nem a fé salvífica, nem a fé do cotidiano, mas uma fé incomum, concedida pelo Espírito a alguém sempre que uma obra maravilhosa está para acontecer, afugentando toda dúvida e medo, e trazendo a mais absoluta certeza da operação divina! (1º Coríntios 12.9).
De fato, leões, víboras e dragões foram vencidos com os auxílios Divinos por Lutero! Afinal, o próprio Jesus já havia prometido: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10.19). Como dizia o próprio Lutero na letra original de seu famoso hino Castelo Forte, “O Espírito e os dons são nossos”. Aleluia!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Sonhos que não estão alinhados com o propósito de Deus tem um grande potencial para se tornarem pesadelos.
Nossa teologia tem muito de Platão, Aristóteles, Agostinho e Aquino, mas muito pouco de Abraão, Moises, os profetas e Cristo.
O mundo em que vivemos se tornou numa espécie de coliseu romano, onde eram trucidados todos que eram considerados inimigos da Pax Romana. Hoje, pessoas estão sendo lançadas para as bestas feras humanas da lacrosfera marxista; outras lançadas na fogueira do politicamente correto (mordaça da burguesia esquerdista) por qualquer palavra ou expressão fora do lugar. Vidas estão sendo canceladas, destruídas e massacradas sem dó e nem piedade pela turma que pede respeito, igualdade e tolerância. As pseudos agências checadoras são as antigas KGBs e GESTAPOs do pensamento, que estão de tocaia para cancelar, julgar e condenar qualquer um que não se alinhe nos dogmas coletivistas para uma "sociedade feliz e melhor".
Eclesiastes 3.1: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Tempos de prosperidade geram felicidade; Tempos difíceis geram maturidade; Tempos de transição geram evolução; Tempos de decepções geram sabedoria; E no tempo de Deus se estabelece o destino.
Falsos profetas promovem ministérios pessoais, gerando seguidores de homens e uma “igreja” semelhante à face deles. Lideres vocacionados promovem o Reino de Deus, gerando seguidores de Cristo e uma Igreja semelhante à Face de Cristo.
Eu não quero pular de alegria, eu quero me quebrantar pelos meus pecados. Eu não quero contar as bênçãos, eu quero testemunhar da Sua misericórdia. Eu não quero dar gargalhadas, eu quero chorar diante da Sua Santidade. Eu não quero decretar nada, eu quero sentir temor diante da Sua presença. Eu não quero festejar crescimento, eu quero me assombrar diante da cruz.
Corrigindo a frase: “Eu não estava no Éden e herdei a culpa do pecado, mas você também não estava no Calvário e herdou a Graça”!
Frase correta: “Eu não estava no Éden e herdei a NATUREZA PECAMINOSA DE ADÃO, mas você que não estava no Calvário HERDARÁ A GRAÇA SE CRÊ”!
Desmontem os palcos, desliguem as luzes, removam a maquiagem, fechem os camarins, parem com os shows, silencie os gritos, cessem os cachês, e voltemos à simplicidade do Evangelho da Graça.
No passado, aqueles que examinavam as escrituras para checar se o que estava sendo ensinado era verdade, eram chamados de nobres. Hoje eles são chamados de criadores de confusão.
Para infelicidade da religião e dos religiosos, o Evangelho da Graça não se adapta aos nossos desejos e costumes.
A igreja atual não suporta e nem precisa de uma teologia complexa. Precisamos da Palavra viva, da pregação genuína, destituída de “palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (1º Coríntios 2.4). A igreja atual está errando no básico!
Todo esforço da igreja será um fracasso total sem o fruto do Espírito manifesto em seus membros na sociedade.
O verdadeiro Evangelho não tem nada a ver com aquilo que você conquistou e acumulou na vida, mas com o que você fez com aquilo que você conquistou e acumulou em favor do próximo nessa vida. Será isso que vai refletir como você viveu o Evangelho na vida.
Não importa se você é Ph.D. nas Escrituras Sagradas; o que importa é se você coloca em prática as Escrituras Sagradas.
Quando você deixa a oração como última decisão, pode ser tarde demais. Portanto, a oração deve sempre ser a nossa primeira decisão.
