Marcelo Rissma

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O caminho cristão não é uma subida para a glória pessoal, mas uma jornada ao pé da cruz.

Alguns cristãos desejam fazer missões no outro lado do mundo, esquecendo-se de agir no outro lado da rua.

A frase bíblica e ortodoxa é: Tentar discipular alguém que não crê e resiste à graça de Cristo é como tentar ensinar um peixe a voar. A frase original apresenta um erro teológico sutil calvinista: coloca a regeneração antes da fé.

Tentar discipular alguém que não crê e resiste à Graça de Cristo é como tentar ensinar um peixe a voar.

Às vezes, damos voz demais a quem nos fere e, normalmente, silenciamos quem nos ajudou no processo da cura. Oremos por aqueles que iluminam nossas vidas em nossos dias mais cinzentos.

A mercantilização da Palavra nas igrejas atuais é uma negação do verdadeiro Evangelho. Essa apostasia moderna é tão letal para a alma que supera, em termos de dano espiritual, os maiores horrores históricos já registrados.

Na soteriologia Wesleyana, a salvação é um percurso iniciado pela graça preveniente, que se desenvolve na justificação e santificação até culminar na glória.

Nas mãos de um grande Deus, a humildade de poucos vale mais que a grandeza de muitos.

A proximidade com as Escrituras promove o distanciamento do pecado.

A Lei de Deus é um reflexo de Seu cuidado: os primeiros cinco mandamentos zelam pela honra devida ao Criador, enquanto os cinco últimos estabelecem as bases da dignidade humana. Neles, Deus protege a vida (não matarás), a integridade da família (não adulterarás), o direito ao fruto do trabalho (não furtarás) e a honra pública (não mentirás). Por fim, o preceito contra a cobiça atua como um guarda no coração, ensinando que a verdadeira obediência começa onde ninguém vê: em nossas intenções.

Pode-se comparar o calvinismo a uma forma de marxismo religioso, dado que sua fundamentação frequentemente recorre à reengenharia teológica e ao revisionismo histórico para reinterpretar os significados bíblicos e ortodoxo da fé.

O favor de Deus é maior que nossos pecados, mais profundo que nossas falhas, mais abrangente que nossas incertezas e vai além da própria eternidade.

Poupe os outros de seus elogios, pois soarão falsos; e de suas autocríticas, pois darão armas a quem te julga.

Da angústia de Davi ao desejo de partida de Elias, passando pelo pranto de Jeremias, as Escrituras jamais ignoraram o sofrimento. Elas revelam que, mesmo na profundeza do abismo, a presença divina se faz constante junto aos que sofrem.

O que parece sorte, na verdade, é o reflexo da oração de alguém por você que você desconhece.

A diferença entre uma pessoa com mentalidade pobre e uma pessoa com mentalidade rica é que a pessoa com mentalidade pobre faz apenas o que gosta, enquanto a pessoa com mentalidade rica faz o que precisa ser feito, mesmo que não goste.

A mesma luz que cega o perverso ilumina o caminho do justo; a mesma dor que consome um, constrói o outro.

Certa vez, me perguntaram qual é o pecado mais destrutivo para a igreja. Sem hesitar, respondi: 'Aquele que sobe ao púlpito para ensinar heresias ao rebanho.'

Exigir que alguém "não peque" para provar o
livre-arbítrio é o mesmo que dizer que um motorista só tem a liberdade de dirigir se ele nunca errar o caminho. O erro (ou o pecado) é o que confirma a ausência de uma predeterminação rígida.

A tal livre-agência calvinista não passa de um truque semântico. A livre-agência calvinista cria uma distinção artificial onde "livre-arbítrio" é caricaturado como independência absoluta de Deus; mas teologicamente e filosoficamente, agir por livre arbítrio (liberum arbitrium) significa exatamente a capacidade de julgar e escolher sem coação, tornando a
"livre-agência" apenas um eufemismo para disfarçar o seu determinismo estrito.

O avivamento Metodista do século XVIII foi uma manifestação do antigo poder de Deus, semelhante àquele visto em Atos dos Apóstolos, que restaurou a vitalidade da Igreja na Inglaterra, em toda a Europa e se espalhou por todo o mundo.

Esta geração de cristãos ignora um fato essencial: o verdadeiro amor se manifesta na coragem de dizer verdades difíceis. Enquanto isso, a marca do falso profeta é justamente o hábito de dizer apenas o que agrada aos ouvidos.

A visão é um desperdício para quem mantém o entendimento fechado.

A incapacidade das realidades temporais em satisfazer o coração humano evidencia nossa procedência divina.

Transforme seus erros antigos em sabedoria, não em hábitos.