Marcelo Rissma
A verdadeira missão começa no cotidiano, mas muitos preferem o glamour de um chamado distante à obediência no local onde já estão.
Onde o pecado abunda, a graça transborda; onde caímos, ela nos alcança no fundo; onde hesitamos, ela nos envolve; e onde o tempo acaba, ela permanece.
No contexto bíblico e teológico, a diferença entre viver sob o domínio do pecado e ser liberto dele não é sobre "nunca mais errar", mas sobre quem detém a autoridade sobre a sua vida.
Semelhante ao marxismo, o calvinismo molda a realidade bíblica por meio de uma reengenharia teológica e de um revisionismo histórico profundos, agindo como uma cosmovisão ideológica.
A graça divina ultrapassa nossos limites: é mais alta que a culpa, mais profunda que a queda e mais vasta que o próprio tempo.
Às vezes, o desejo de mudar o mundo nos faz olhar tão longe que deixamos de agir onde nossos pés já pisam.
Uma pessoa que não passou pelo processo da regeneração, não tem força moral ou espiritual para resistir à sua própria natureza caída que é inclinada ao mal. Assim, o pecado é uma força que dita as regras na vida dessa pessoa.
O regenerado não é aquele que nunca mais vai errar ou pecar, mas aquele que o pecado não detém mais autoridade sobre a sua vida. O pecado agora é um acidente de percurso, não mais o destino ou o prazer deliberado.
O calvinismo é o marxismo da fé; uma construção baseada em revisionismo histórico e malabarismos teológicos que acabam por desfigurar o texto bíblico.
Usar o 'não toque no ungido' é o refúgio de quem carece de argumentos e de integridade para se justificar.
Ainda que você fique sem nada e perca todo o seu status, preserve o que é essencial: caminhar ao lado de Jesus.
Ninguém é salvo apenas por aderir a um sistema teológico específico. Somos salvos quando estamos em Cristo.
O não regenerado não consegue por si só se libertar dos desejos pecaminosos, ele sempre estará inclinado para hábitos, pensamentos e atitudes que o destroem e o separam de Deus. O pecado é o padrão habitual e a identidade de uma pessoa não regenerada.
Não podemos espalhar aquilo que não possuímos. A transformação do mundo começa obrigatoriamente dentro de nós.
Há excesso de sentimentalismo e ritos externos, mas carência de arrependimento profundo, abandono do pecado e compromisso com uma vida santa.
O cenário evangélico atual transborda entretenimento e música, mas carece de profundidade bíblica. Celebra-se muito, mas conhece-se pouco as Escrituras; sobram 'showman' no palco e faltam pregadores comprometidos com a Palavra.
Deus não precisa de homens grandes para mudar o mundo; Ele usa os que são humildes e estão prontos para servir.
Seja você músico, teólogo ou doutor, no culto todos são iguais: o foco é Deus e o propósito é a adoração.
