Luiz Roberto Bodstein

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Não importa qual dos extremos você acabe defendendo nem a falta de opção que use para justifica-lo, que sempre será lembrado não apenas como “um deles”, mas tendo ainda o agravante de que o lado escolhido pelo menos tinha vontade e ideias próprias, e você, indigna e covardemente, abriu mão das suas.

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Minhas posições sobre assunto público serão sempre públicas. Envia-las em mensagem privada sugere recado de destino certo e intenção incerta. Tenho a escolha alheia como sagrada, por mais insana que se mostre, onde toda tentativa de subvertê-la vai além de ilegítima: é desonesta - porque manipuladora - e deplorável como ingerência indevida, a menos que o peçam.

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Contra a ingenuidade de alguns jovens para acreditar cegamente na integridade de alguns de seus heróis pesa a inexperiência em relação à alma humana. Dias virão, porém, que os mais inteligentes se lembrarão dos que os alertaram, envolvidos em um sentimento de respeito mesclado a arrependimento, mas terão consciência de que não havia como impedir o processo. Sua forma de redenção, então, será buscando repeti-lo com os que chegaram depois deles próprios.

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Procuras por paz? Reflete!
Buscas mais tempo? Racionaliza!
Queres alegria? Apenas pensa!
Tudo o que precisas não está do lado de fora do teu cérebro.

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A ira divina maior deveria recair sobre todos aqueles que criam, alimentam, e depois silenciam diante de seus monstros, porque é bem mais confortável fingir que eles não existem e deixar que sigam semeando a discórdia, espalhando a violência, e difundindo a ignomínia por onde quer que passem.

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Rasgar a própria carne é um processo doloroso demais, que deixa cicatrizes que jamais se apagam do corpo e da mente. Mas não há outra forma de combater a metástase transmitida de órgão a órgão - que fatalmente irá culminar na destruição do organismo inteiro - a menos que lhe expomos as vísceras para extirpar de vez o câncer escondido pela pele que se insiste em enxergar rosada e falsamente saudável.

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A vida é uma professora rígida e impiedosa, porém honesta. Ela nos ensina que os que não se calam e não aceitam a infâmia sob o manto da falsa harmonia são os que acabam alijados como incômodos, pois que não compactuam com as mentiras que todos preferem ostentar para não terem maculado seu histórico de pessoas “bem resolvidas”.

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Não se engane: os culpados de todos os conflitos humanos acabarão sendo sempre as vítimas – porque não se calaram – e os que lhes tomaram a defesa, porque se indignaram.

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Como há séculos nos dá testemunho a sabedoria popular, a corda sempre irá rebentar pelo lado mais fraco... Principalmente quando o lado mais fraco não é aquele onde se encontram nossos filhos e filhas!

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É difícil discernir de que lado se encontra a violência maior: se no desequilíbrio
do agressor contumaz que se abate sobre as vítimas, ou se na ação covarde dos interessados no status quo, que insistem em afirmar "não ter acontecido nada
de mais grave" apenas porque o resultado não atingiu ainda seu ponto irreversível e todos podem continuar "felizes para sempre".

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Reúno incontáveis defeitos e ainda cometo muitos erros, mas falta de caráter e de humildade para reconhecê-los não é um deles.

Equivocam-se os que defendem o perdão incondicional, pois que não se presta a semear a consciência do erro e tão somente confirma a crença de que o mal compensa. Se devesse ser concedido a todos sem distinção, o divino Crucificado não usaria o chicote para expulsar os mercadores do Templo, nem teria direcionado o perdão aos que "não sabem o que fazem" em seu momento mais supremo. Daí nunca haver pregado sua concessão indiscriminada aos conscientes e contumazes, e muito menos àqueles que escolheram não considerar qualquer correção de rota.

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Não tenho qualquer pretensão de ser perfeito, e quero continuar humano o bastante para cometer erros, apenas trazendo a certeza de os haver cometido com as pessoas certas.

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Só não se engana quem não ama.
Só não erra quem não se importa.
Só não cai quem não se levanta.
Só não aprende quem nunca acorda!

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Não subestime a capacidade criativa de gente não confiável: elas conseguirão surpreendê-lo nas coisas mais inusitadas e improváveis!

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É direito de todo indivíduo levantar a bandeira que quiser, como também é direito de outros recusarem-se a compartilhar trincheiras pelo simples fato de, pelo menos em tese, possuírem interesses comuns. Ninguém pode ser forçado a ocupar lugar na trincheira de outrem por ter voz como pessoa pública, possuir representatividade, ou ser formador de opinião apenas porque alguém quer reforçar a própria trincheira valendo-se de tal notoriedade, e acha que seu direito de cobrar posicionamentos é maior que o do outro de fazer suas próprias escolhas. Militância é uma decisão pessoal, e dar-lhe tratamento de obrigação é totalmente equivocado, pois que contraria o princípio da igualdade de direitos.

Existe um tipo de silêncio que, de tão eloquente, repercute vozes mais altas que qualquer brado dentre os mais retumbantes!

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Estudiosos da mente atribuem depressão na velhice a uma doença típica da população idosa, como se a alegria da juventude fosse seu contraponto para o estado de normalidade. Estou convencido, no entanto, de que são mitos criados para explicar um fato que não tem nada a ver com saúde mental nas diferentes fases da vida: a juventude apenas permanece feliz por conta da ignorância, e na velhice já existe histórico e consciência o bastante para entender o mundo como realmente é. A aparente diferença de percepção, portanto, não passa de uma reação natural compatível com o conhecimento que detêm em seus respectivos momentos. O que difere disso não vai além de exceções, como a depressão juvenil sem causa e a alegria na velhice que remete a transcendência dos mais fortes e resilientes.

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Aquilo que você deseja que o outro faça por você é justamente o que deveria estar fazendo por si mesmo. Aja, portanto, em seu próprio benefício, em vez de ficar esperando pelas benesses alheias ou cobrando-as como se fosse obrigação do outro lhe dar o que você espera dele. Ninguém é dono nem depende de outrem para viver, pois que trazemos todo o necessário para nosso próprio suprimento.

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O universo é tão infinito em sua diversidade que se mostra extremamente simplório limitá-lo aos referenciais conhecidos, ou restringi-lo ao palpável e visível como se tudo o que se afasta disso fosse irreal. Diante do muito que não se sabe, o inexplorado pode ser no máximo improvável, ou seja: do que ainda não se tem as provas, o que não é o mesmo que “inexistente”. Em se tratando do incerto e do inusitado a dúvida será sempre a única opção inteligente. Reduzir-se toda a existência à microscópica dimensão cognitiva de nossa ciência não revela apenas excesso de pretensão: passa atestado de ignorância travestida de sapiência.

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Sentir raiva é natural e tão benéfico quanto o medo. Ainda que os vejamos como sentimentos ruins, eles nos protegem de riscos reais como o de sermos manobrados por outrem ou de ficarmos indefesos diante das ameaças. Ambos são molas propulsoras para recomeços de modo a que a energia dispendida possa ser usada para corrigir rumos e atingir o ponto de equilíbrio que precisávamos. As coisas são como são, e a raiva nos ajuda a enxergá-las, prevenindo novos sofrimentos e revelando-se uma grande aliada nas lições que não aprendêramos até então. E a consciência de todo esse ganho culmina por dissipá-la, devolvendo a alegria – agora real e sem disfarces – ao coração.

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Só os mais sensíveis conseguem distinguir as pessoas essencialmente más daquelas que adotaram o mal como forma de se defender de um mundo que nunca as tratou bem. As primeiras, para nossa sorte, não são a maioria, e as outras dependem das sensíveis e generosas para perceber isso, pois que precisam apenas receber amor e respeito para reaprender a oferecê-los.

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Com tantas atrocidades cometidas por muitos que trazem o mal de índole, além de outros tantos que levam o caos à vida humana por conta de sua inconsciência, um número grande dos conscientes e responsáveis são impedidos de tocar a sua às vezes por uma mera dificuldade funcional num exame de trânsito. A forma de reduzir o desequilíbrio é focar em sermos melhores a cada dia, de modo a tornar o mundo menos pesado pelo menos para aqueles que nos rodeiam.

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Tem algumas pessoas que fazem com que a gente se sinta abrindo a janela todas as manhãs para receber a luz que emitem, e acha a coisa mais natural do mundo que isso se repita eternamente, de forma obrigatória e quase imperceptível. Até um dia em que as cortinas abertas não repetem o brilho e o calor dos anteriores e a sensação enorme de frio – seguida da percepção do escuro – adentra os ossos, nos dando conta do quanto nos eram essenciais!

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O ateu enxerga a si próprio como o estágio máximo da evolução universal; o crente se coloca na posição de escolhido de Deus; e o buscador se rende à constatação de coisas muito além de seu conhecimento para pôr abaixo qualquer barreira que impeça a verdade de chegar até ele.

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