Leônia Teixeira
Te carrego nos dedos
Te acaricio,
Te toco
Segredos,
Não divido
Não comento
Escondo,
Sorrio
Disfarço.
Foi assim como música
Tocou meu corpo
Arrepiou minha pele
Me fez viajar
Na fantasia,
Mergulhei na dança,
Dei passos errados
Errei, tantas vezes
Mas uma,
Quem sabe...
Um dia acerto,
No teu olhar.
E ai, se entende
Que tudo não se pode
Resta aprender
Conviver,
Chorar
saudades,
Sem esquecer,
De sorrir,
Sempre.
Distribuo em sorrisos
Flores,
Sente o cheiro
É cheiro de felicidade
De paixão a vida
Respira,
Espinhos, tem...
Mas as flores,
São mais !
Doí, as espetadas
Mas a dor
Se ameniza
Com sorrisos,
E flores.
Não se assustem com o meu riso, escancaro mesmo. Gargalhar é meu prato predileto, gosto de sentir pulsar a vida, de me fazer criança, ousar... ir além do permitido.
Lá vem tu na madrugada me trazendo lembranças...na mochila um bocado de momentos não vividos...trás o cheiro da saudade.
Quanto mais tento entender, mais me perco em labirintos. Perguntas sem respostas, palavras sem nexo. Entender de você é como viajar de carona em rodas gigantes, é buscar desvendar onde nasce o sol, onde finda o mar.
Que me trazes nessa flor, beija
Será o beijo que tanto almejo
Será o abraço que espero,
Ou trás no bico
Somente a saudade,
Diz-me flor que beija
Beija- flor,
O que me mandaram ?
Lembranças,
Ou não mandaram nada.
Diz para mim beija
Se quem eu amo,
De mim não lembra ?
Lá vem você, galopando nos meus pensamentos
Derretendo o frio da saudade...da tristeza,
Lá vem você no galope do desejo
Apagando as chamas do meu corpo
Possuindo a minha mente,
A galope, rouba-me um cheiro.
Me leva na garupa em galopes,
Lá vem você, de mansinho...
Perturbando as minhas ideias
Queimando as minhas entranhas.
Como quem não quer nada adentrou no meu corpo, se deitou no meu peito...adormeceu nos meus braços, acordou nos meus sonhos...Sem querer, fez morada em mim.
Disseram-me que a felicidade não me pertence, sorri...ser feliz é direito meu.
Busco o que me é de direito, a felicidade tá bem ali, vou buscá-la.
Se afasta como se eu fosse perigo, abismo...se vai, sem olhar de lado, para trás.
Só há uma explicação: ou te toco muito ou não conto nada !
Estou cansada de contar meus lamentos, minhas lamurias a um coração de pedra. De chorar minhas dores...falar das minhas tristezas e angustias a quem de amor não sabe nada.
Como são teus dias quando não viajo no teu corpo, quando não te faço versos, poesias...Como são teus dias, sem o meu chamego, sem apertos, cheiros....como são teus dias, sem meus abraços imaginário, sem minhas palavras loucas ? Como são teus dias, sem meu beijo que te marca, sem mordidas na orelha, sem meus segredos...como são teus dias quando não te faço loucuras, quando não te canto poemas, não te conto canções...quando não me dou de bandeja, não te falo de desejos, da minha loucura por ti ? Como são teus dias, sem a quentura dos meus beijos, sem meu riso desequilibrado, sem músicas que te mando em flores, abraços que te envio em cartas...sem digitais, sem você em mim ?
Há um olhar em mim que me persegue, segue meus passos, não me deixa parar na cama, me faz rolar em devaneios...há um olhar em mim, que não dá sossego, que toca meus anseios, aperta meus braços, consome meus desejos, atormenta meus medos. Há um olhar em mim, que arrepia a pele, que não toca meu corpo mas me queima, me deixa em chamas..não me quer, mas me comanda, manda e me carrega em viagens loucas. Há um olhar em mim, que me faz conhecer o pecado, o perigo...me banha no paraíso, me joga no abismo, me fere e me marca de amor.
Sou mar, sou o que sonho. Me faço de mim o que penso: me desenho, me recrio...sou quantas pensar, sou tudo que quiser...os sonhos, me permitem !
Faço das minhas vestes o que sonho, meus pensamentos perfumo com o cheiro do mar...Pinto minha alma de verde esperança, me visto de várias cores...só rosas, em jardins de flor.
