Leônia Teixeira
Viver não significa acordar todos os dias, viver é sentir a vida pulsar dentro de si em cada amanhecer, viver as emoções. Ser feliz e sorrir com a felicidade dos outros, chorar as tristezas, abraçar cada momento vivido, sonhar com um mundo diferente e fazer essa diferença.. viver é estender as mãos a um amigo quando ele procura as suas, é saber que não somos melhor, nem pior que ninguém.
Viver, é pisar em espinhos sentindo as flores, é cantar para esconder as lágrimas, enganar a saudade, vivendo e revivendo tudo de novo. Viver é aproveitar cada segundo agradecendo a Deus. Aprenda a viver, a vida ensina.
Encontro sempre o meu melhor quando cruzo com a felicidade, quando abraço os meus sonhos...quando vivo !
Não deixe nunca seus sonhos pelo caminho, retorne quantas vezes se fizer necessário para os tornar real.
Não se desvia de caminhos traçados, o destino é um livro que foi escrito bem antes de nós. Se a vida escreveu capítulos meu e seu, viveremos essa história em algum tempo, em algum lugar...não importa as barreiras, os tropeços, os desvios...um dia, seremos eu e você. Se foi escrito, quem viver verá.
Sorrio de mim mesma, sacaneio...sou assim: um tanto, sei lá...sei que sou sorrisos, mesmo quando lágrimas me perseguem.
Entre eu e você existe um abismo intransponível, somos como rio e mar...mares sonhando desaguar em rios. Somos sol de mãos dadas com a lua, somos cores de arco-íris em meio a tempestades. Entre eu e você, não há como vencer a batalha: assim somos nós: sonhos em vão !
Tu me persegue em pensamentos vinte e quatro horas e mais alguns segundos...tentar dormir, não dá ouvidos aos desejos meus !
Fazer o que ?
Quando o corpo se revolta,
Quando os poros se rebelam
Quando cada pedaço de você,
Não atende o seu comando,
As suas ordens...
E ai, quando aos quarenta e nove
Tudo em você é adolescente,
Aprendiz...
Quando o amor
Dita as regras
Fala alto,
Fazer o que ?
Quando o coração dispara
Quando um garoto menino
Te leva no olhar,
Te rouba os sentidos,
Te faz delirar...
Fazer o que ?
Quando tão homem
Se veste de preto
Feito Zorro,
Te enlouquece
Te tortura
Embriaga,
Fazer o que ?
Quando a paixão
Te segue,
Persegue,
Alucina...
Teu sotaque é meio diferente, mas falando bem ao pé do meu ouvido, vai vê eu consiga traduzir tua língua, é que é complicado decifrar o silêncio.
Entre um olhar e e outro, quem sabe, não dividimos segredos ?
Palavras em silêncio, quem sabe ?
Quem sabe a gente não se afina...
Uma boa tarde e deixa rolar...pode ser o caminho !
Não me deixo levar por pessoas maquiadas, tenho um defeito enorme, rarissímas vezes a aparência me engana.
A noite nem sempre é uma criança
As vezes até pode ser,
Mas não, inocente.
Por vezes,
É pesadelo,
Solidão
Fim de tarde
Sorrisos que se vão
Resta a espera
De um novo dia
Pra de novo
Sentir a música
Viver os sonhos,
Navegar, na ilusão.
Esperar a hora
De ouvir passos,
Disfarçadamente
Olhar nos olhos
Saciar a saudade
Alimentar, a paixão.
Não preciso de muito para ser feliz: a chuva que caia no sertão, as flores que nascem nos jardins, os pássaros que cantam, a lua que clareia, o sol que ilumina, o cheiro de rosas, o verde da esperança, areia do mar...olhar de criança, água de rio, campinas e luar...para ser feliz, a mim basta amar, amar, amar.
Em mim nasce a poesia como ramos, brota como flor...surge do nada.
Sou poeta, poesia..me deixo ser carregada pelas ondas, me deito em alto mar...viajo pelas estrelas, vou a qualquer lugar, chego onde chegar...
Quando quero me faço rosa, quando penso sou beija-flor... posso também ser borboleta, um cofrinho de amor...sou o que desejo, o que vivo e penso.
Posso ser peixe, posso ser mar...posso me fazer estrelas ou luar..
Também posso ser pássaro, voar, voar...se quiser me faço rio ou sereia a dançar...
Danço com o vento, com a chuva saio a bailar...rodopio, me invento !
Se quiser, vez em quando sou saudade, solidão...sou silêncio, sou palavras...claro ou escuridão, quando quero abraço cascatas, beijo água...tomo banho de vinho, me enxugo com a paixão. Sou festa, alegria...felicidade é minha casa, sorrisos minha mansão...sou castelo e magia, sou verso, sou canção.
A música é minha praia, você meu violão...te toco quando quero, te faço canção.
Há um sorriso em mim que é disfarce para driblar as tristezas, vez em quando, mascaro minha face e escondo no riso a dor.
Não me pergunte onde vai dá tanta loucura, onde vou chegar com esse amor insano, não me pergunte...não há respostas, para amores loucos.
Meio flor, meio borboleta...sou assim, viajando por rios, mares.
Sou vento que traduz o tempo, que fala a linguagem da alma,
Meio pássaro, meio mar...navego, e vou de sul a leste,
Passando pela imensidão...beijo o sol, abraço a lua
Sou assim um pouco do tudo e do nada,
Do nada me faço tudo...e vou, sem saber pra onde
Chegar é o que importa, o mais são mínimos detalhes
São apenas setas te mostrando o caminho a seguir.
Sigo, vou em frente sem deixar o passado,
Sem esquecer as lembranças, vivendo, revivendo
O que se viveu não pode ser apagado, foi escrito
Vivido, a cada dia que passou.
Minha história tem teu nome, não são rabiscos
Tem todas as letras em cores, cantadas.
Digito, já que não ficou tuas digitais em mim,
Mas ainda há tempo, depende de nós reescrever
Escrever nossos capítulos...
Amor como o meu e o teu,
Não há tempo,
Se vive...e só.
