Leônia Teixeira
Não há motivos para guardar tristezas
Não há espaço.
Sacude o que falta para plantar sorrisos,
Esconde o que não contribui,
Apaga a falta de brilho, deleta traços cansados.
A vida é pra dançar agarradinho
Mergulhar nas incertezas,
Cair de cabeça
Nas paixões,
Naufragar
O bom,
O que seduz
São as incertezas
Pra onde vamos,
Onde chegar !
Olho o rio, olho o mar
As rosas
Passam de lá pra cá
Agarro o vento
Sinto a brisa,
Olho o sol a cantar,
chega em mim
Um cheiro,
Tua respiração
Vem em asas da canção
Viajo,
Tua voz é a estrada
Me leva,
Me carrega...
Se você quiser vai ser assim
Nós dois,
Entre flores e jardins !
Sai caro se apaixonar
É um preço muito alto
Porém gostoso,
Pago.
Dobro a oferta
Triplico o valor
Não peço troco,
Nem desconto.
A paixão é leviana
Louca,
Te faz moleca
Pago,
Se acha pouco
Quatriplico
Viver não tem preço
Senti,
Emoções
Sentimentos
Sorri com as flores
Com o vento
Não tem preço
Pago !
Entre uma pausa e outra, pensar no próximo passo.
Escolher o ritmo e conhecer as notas que se tocam são caminhos para não se perder na dança !
Te carregarei em qualquer praia
em qualquer mar
Será constante em meus sonhos
em mim viverás sempre
Não importa,
Saudade a cada segundo
Sentirá meu peito
Sofrerá em dobro sem o teu riso
Porém
Acatarei tuas vontades
tu por inteiro em meus pedaços.
Perturba
Meus sentidos
Teu olhar magoado
Doído
Silêncio,
É complicado aceitar
Estranho,
Sinto que suas palavras
Não vem da alma
Peito
Dói mais,
Coração chora
Sangra
Resta-nos
Dar ao tempo
Tempo,
Pra esquecer de nós.
Amigos são caminhos
Floridos
Sorrisos em excursões
São flores, piscinas
Crianças
A sorrir, cantar
Adolescência
Inocência
Amigos são risos
Vozes,
Silêncio
Amigos são festas
Prosas a contar
São músicas em fim de tarde
Encontros em barzinhos
Domingos de sol, praia e mar.
São braçadas em águas doces
Amigos são abraços fortes,
Cumprimentos apertados
São rosas ao vento
Perfumes a embriagar
Vinhos, champagne
Amigos são versos, violão
Festa e canção.
Amigos são irmãos de trabalho
São irmãos de sangue
São amores,
São palhaços que nos ensinam
Sorrir, senti, viver...amar !
Amigos são poetas e poesias,
São versos e cantoria
São pipocas e algodão doce
São malabaristas de circos
São rodas gigantes a rodar
Amigos, são amigos...
Não importa o lugar
A situação,
Onde se está.
Amigos são amigos
Rezando,
Orando
São piadas,
Fofocas
Gargalhadas aflorar
Amigos,
Para sempre amigos
Brindando,
Os sonhos
A vida
O sol, a chuva
A lua e o mar.
Amigos natal
Ano novo,
Novo ano
Brindemos
Saúde,
Paz
Felicidades
Alegrias
Amigos a brindar !
Tim, tim, tim...
O certo é que errei demais em contar-te meus sonhos, em dividir meus segredos, desejos e vontades. Errei sem limites por um amor desmidido, um amor sem juízo...incapaz de prevê o mal que te fez.
Pagarei presa as lembranças, algemada a saudade, nas grades da loucura da minha insensatez.
Que o sol aqueça minha alma e queime a saudade que ficou de ti, que faça cinzas todo amor que cantei aos ouvidos teus e jogue-as ao vento.
Quem sabe
O destino tenha dó de nós
Quem sabe ?
Nossos olhos
Se reencontrem
Algum dia
Talvez...
Eu vindo, você indo
Quem sabe ?
Em uma rua
Em uma estrada
Se cruzem
Caminhos,
Quem sabe ?
Teu silêncio ou tuas palavras ?
Não sei,
O que corta mais !
Dúvidas
Atormentam a mente
Vazio,
Faz morada no peito.
Dance, cante, rodopie...fale com as folhas, dance com os rios, cante as flores.
Se vista de sonhos, se cubra de fantasias...convide os pássaros a cair na dança, chame o vento, diga a lua o quanto é bela, namore a chuva paquere o mar. Se quiser grite, se precisar chore...Sorria de você mesma, escancare o sorriso, caia na gargalhada, sambe com a vida. Viver é mágico, presente divino.
Agradeça em orações, reverencie a natureza.
Viva vivendo !
Ser feliz é agora
Viver é agora
Agora é a hora
Amanhã é quem sabe
Pode ser
Nesse instante
Segundos,
O amanhã é hoje
Tudo é hoje
Amanhã é talvez !
Talvez um dia, quem sabe...quando teus olhos não disserem mais nada aos meus, quando teu silêncio não calar minha voz, quando não arrepiar a pele, quem sabe talvez. Quem sabe quando teus passos não mexerem com a minha mente, quando tua voz não consumir meus sentidos, quando teu corpo não for meu desejo... quando eu não me perder em sonhos, em loucuras...quando não for mais...quem sabe a gente volte outra vez.
Outra vez amigos, quem sabe !
Nos olhos rios de águas
Na boca sorrisos engasgados, amarrotados...
No peito a dor do desprezo, da ironia
Sentimentos que guardo
Amor que disfarço, paixão que escondo.
Todos os sonhos serão guardados
Eu, apenas eu saberei de mim.
Daqui para frente também não terei mais tempo nem saco para ficar perto de quem me quer distante, que se dane !
Que se engasgue com seu mundinho sem cor, que se sufoque em seu isolamento.
Esgotada, cansada de mendigar bem querer.
O ser humano é hipócrita, falsário. Se convites fossem feitos por prefeitos, deputados...se a festa fosse patrocinada por colarinhos branco estariam todos na primeira fila.
Me deste o abandono. Silenciaste minhas palavras , roubaste de mim as ilusões, fantasias...mas seguirei sempre em busca dos meus sonhos, dobrarei a procura.
Não beberei mas do teu vinho
Não arrancarei mas tua roupa
Nem sonharei mas com tua cama
Quebrando xícaras
Jogando pratos
Arremessando taças
Jogando garfos
Não brindarei mas com o teu sorriso
Nem farei festa com o teu olhar
Estraçalhando lembranças
Pisando saudades
Rasgando sonhos, jogando fora.
De teus olhos
Emanam suaves canções
Ondas calmas é tua voz
Que banham almas e corações
Palavras que sufoca em teu silêncio
São gritos abafados
Guardados,
Gritos que cala
Se guardou
Se escondeu do mundo
Mundo de amor.
Só trabalha e agrada os outros
Faz coisas que não quer
Vive o dia a dia sabe lá de quem
Perdido,
Já nem sabe mais o que quer
Doce menino de olhar carente
Mendiga colo, cafuné.
Brinco com as palavras de frente pra trás de trás pra frente, faço das palavras meu jogo, minha diversão.
Saudade é coisa que machuca
É coisa que dá um nó,
Nó na garganta
Saudade é dor doída
Que faz tremer boca e coração
Dos olhos escorrem águas
Se escuta uma canção
Saudade é nó que não desata
Chora a alma
Alma chora
É desatino
Solidão.
