Joseni Caminha
O sentido da vida que muitas vezes buscamos no nosso efêmero viver, não está onde pretendemos chegar, mas no caminho que percorremos até ele.
Quando tratam a educação como meio populista de um governo, não obtemos, dos atos de seus agentes, aprendizagem, e sim, respostas de estratégias que focam os esforços em produzir números satisfatórios.
Cada momento que vivemos, por mais amargo que seja, podemos amenizá-lo, se soubermos enxergar que o mesmo não é eterno e que temos a possibilidade de mudar, justamente por ele não ser o que queremos.
Felicidade não tem uma fórmula ou caminho que nos conduza até ela, pois o estar feliz é pessoal, você pode se sentir feliz com algo que para outros não signifique nada.
A educação que vislumbra a excelência como o foco de suas ações, não consegue mediar a construção de uma sociedades mais justa, igualitária e consciente. O máximo que essa excelência consegue...é construir uma massa de colaboradores dirigíveis e aptos ao sistema que a estruturou.
Não preciso! ...Necessito!
Não preciso dizer quem sou.
Não preciso divulgar o meu amor, muito menos, aonde vou.
Não preciso postar o que me amargou, nem tão pouco, a minha dor.
Mas...
Necessito viver o que sou.
Necessito compartilhar o amor.
Necessito enfrentar o que me incomodou e aprender com a dor.
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou, para poder conquistar o esplendor de me ver como realizador de um sonho que me renovou.
O Homem sensível é uma flor cujo os seus espinhos espetam, inevitavelmente, a quem se encanta com a sua beleza.
No verdadeiro amor, não há domínio, pois o que une os amados não deixa espaço no coração, que possa permitir que a Semente de outro sentimento se instale para brotar um conflito.
"Os atalhos que a vida nos direciona"
Posso viver uma verdade
que, no hoje, julgo ser inquestionável,
amanheço suscetível
à acreditar em um caminho
que me leva ao oposto do que eu defendía,
pois a vida tem os seus atalhos
que nos conduz
para a fortaleza de nosso ser,
o qual se constroi a cada amanhecer.
O grande mal do neoliberalismo
é criar no homem
a falsa ideia de excelência,
pois a sua busca
o conduz ao ridículo da hipocrisia.
A felicidade não é algo que se possa adquirir,
ou de buscar para encontrá-la,
porque ela não é um objeto de posse.
A mesma é um sentimento momentâneo,
porque somos inconstantes e estamos
sempre sendo influenciado por ações
que são externas ao nosso ser.
O que nos transforma não é a conquista, mas o que podemos aprender durante a trajetória que percorremos para chegar até ela.
Aquele que não tem um sonho,
apenas sobrevive, caminha com o único objetivo de seguir fazendo o que sempre fez.
Estar feliz é ter suas necessidades básicas satisfeitas e sentir o prazer da conquista de algo que almejou.
Não uma fórmula ou conjunto de procedimentos padronizadas que possa nos conduzir a uma vida feliz, pois o estar feliz é relativo e efêmero como o próprio ser da felicidade.
A depressão é o resultado de um medo que, na maioria dos casos, o próprio depressivo não sabe o que ele teme.
Quando a escola incorporou a ideologia neoliberal, que transformou as instituições da sociedade em empresa, ela passou a agir com tal, logo o desenvolvimento pleno do aluno deixou de ser seu objetivo, passando a focar na obtenção de resultados positivos em avaliações externas, como parâmetro de eficiência da sua ação.
Não há aprendizado sem prazer, o máximo que se consegue é memorização de conceitos, que não representa desenvolvimento cognitivo significativo.
A racionalidade humana é negada pela ação irresponsável do próprio humano que ignora as consequências que ele sofre pelos seus atos contra a natureza.
Quanto mais o homem evolui em tecnologias, mais ele se aproxima do seu fim, contrariando o sentido da busca por evolução.
