Joni Baltar

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O maior segredo da Vida é: viver muitas vidas dentro de uma só Vida.

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A desintoxicação da alma diminui a obesidade da escuridão.

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Há lugares que fazem respirar o meu coração e suspirar a minha alma.

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Quando mergulhar no Universo espero conseguir vir frequentemente à superfície.

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A maior parte da humanidade vive, constantemente, com o coração fora de serviço.

Inserida por JoniBaltar

Ser simplesmente feliz é: aumentar o volume ao Amor e embrenhar-se na Natureza.

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Porosidade

Fervilham as artérias da nossa cama
desvendam, morosamente, os nossos beijos,
inesperadamente, surge o hálito da manhã
e ouve-se o dia a salivar.

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Em mim mando eu, na minha alma manda o destino.

Inserida por JoniBaltar

Ouve o meu silêncio: é o barulho intenso do Amor.

Inserida por JoniBaltar

De caos em caos
vou até onde
a loucura me alcançar.
E aí construo um amor
à prova de lucidez.

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Há poemas, infinitamente, vivos, enquanto outros poemas são mortalmente publicados.

Inserida por JoniBaltar

A conversa mais intensa do mundo é: o abraço.

Inserida por JoniBaltar

Por vezes, é importante escrever o que se sente, não adianta descrever, não se consegue. As palavras estão inertes.

Inserida por JoniBaltar

Há noites que, antes de adormecemos, dentro de nós chove imenso.

Inserida por JoniBaltar

Três coisas que
quero fazer contigo:
escrever no teu nu corpo,
ouvir os gritos dos teus poros,
e silenciá-los com a minha boca.

Inserida por JoniBaltar

Sinto este apocalíptico amor
cerzido em carne viva
no tecido transparente do osso
submetido a formas anatómicas
irremediavelmente inviolável.

Inserida por JoniBaltar

É assim que
eu quero estar contigo
a contemplar o nada
e atordoados pelo amor,
do nada, construímos
o nosso interno mundo.

Inserida por JoniBaltar

O paladar da tua existência tem diversos sabores: dilatam os poros da minha existência.

Inserida por JoniBaltar

Anda Comigo

Anda comigo
ouvir o luar a despertar
sentir a brisa nocturna das flores.
Anda comigo
escrever na terra quente
a linguagem das árvores.
Anda comigo
dormir na minha pele
sonhar no meu corpo.
Anda comigo: quero viver em ti.

Inserida por JoniBaltar

Depois Esperar

Quero aparecer no teu coração
sem que me vejas chegar.
Depois esperar que tu,
intensamente, sintas
que os dias e as noites
não são lugares tristes.

Inserida por JoniBaltar

A Envergadura das Sílabas


Essa oscilação lúcida
entre o avesso insano
de um sonho cobalto
e um mar abandonado
pelo oceano, naufragado
no pousio de uma enseada.

Quão denso é o tempo
que estremece a existência
numa mutável cronologia
de sedução a porvir a cor
pendente na frágil Vida.

A envergadura das sílabas
mede-se pela infância
dos imodestos horizontes
que se contraem nos poentes.
A noite em carne viva
queima o vértice dos amantes.

Inserida por JoniBaltar

A Matéria das Palavras

Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.

Inserida por JoniBaltar

A Expansão da Minha Alma

A Vida é uma estadia
tão breve e passageira.
É uma rajada de momentos
opostos à dormente ilusão.
Nas forjas dos elementos
inexplicavelmente: adentro
na consciência do sonho.
Carrego no meu peito
a expansão da minha alma
percorro todos os lugares
somente para te encontrar
e quando vejo o que procuro
— permaneço indecifrável —
a namorar com os teus olhos.

Inserida por JoniBaltar

A Sobrevivente e Espessa Lágrima.

A dor é uma ilusão de carne.
É uma abstinência à insensibilidade,
como um consumo que circula na alma.

O álgido olhar que consome a vida
alimenta-se da estrábica melancolia,
descerra o escudo da existência.

Golpes suspensos nas pupilas,
marcham exaustos e condenados
num acrómico álbum de sal.

Revolta-se um pedaço de esperança,
cospe o grito pungente na valsa do chão
e ergue-se a sobrevivente e espessa lágrima.

Inserida por JoniBaltar

Abraço Desarrumado

Aperto a luz da manhã
e encurto as mangas ao silêncio.
Onde estão os meus cadernos
de puída pedra calcária?
Perdi-os num coração estrangulado.
Caminho em compassos arados
aonde vai desmesuradamente
o abraço desarrumado que ficou
nas articulações de um novo dia.

Inserida por JoniBaltar