Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MEU AMOR GUARDA
Guarda estes versos que escrevi
Pois todos eles falam de ti
Como uma carta que tantas vezes escrevi
Amo-te com a dor, sorrisos e lágrimas
Até onde a minha alma alcança
Com o desejo profundo do meu corpo
Desta paixão sentida na vontade louca de amar
E nestas palavras escritas de mim em ti
Que ao ver-te perco o ar, perco a fala
Mas sem medo de perder a minha sanidade
É por amar-te que escrevo o amor que sinto
Guarda meu amor estes versos de afeto
Afinal tu amas-me como sou, uma imperfeição
Jesus Cristo tu és a minha vida
Tu és o meu amor
Bendito sejas que entraste
Na minha vida
Para me salvar das trevas
Sangue de Jesus Cristo salvai-me
Guarda estes versos que escrevi
Pois todos eles falam de ti💕
Como uma carta que tantas vezes escrevi
Até onde a minha alma alcança ღ❤
E nestas palavras escritas de mim para ti♥
DÓI-ME TANTO
Dói-me o cansaço que trago em mim
Dói-me a obrigação de reviver a dor
Dói-me o suicídio nostálgico imposto
Dói-me cada passo que dou sem fé
Dói-me o pesar que me tolhe a voz
Dói-me não amar como desejo amar
Dói-me a ilícita dor que me consome
Dói-me este ópio agarrado à minha pele
Dói-me os sonhos levados pelo vento
Dói-me os castigos que a vida me tem dado
Dói-me este combate desigual todas as noites
Dói-me o luto contra o pior dos inimigos
Dói-me este meu remar contra a maré
Dói-me para me libertar deste eterno mal
Dói-me a insónia até de madrugada
Dói-me o sangue derramado no corpo vazio
Dói-me a secura da boca do vinho azedo
Dói-me ouvir as queixas a quem roubaram a vida
Dói-me as palavras gritadas em versos
Dói-me as lágrimas derramadas em silêncio
Dói-me no fundo a secura das despedidas
Dói-me a palidez dos rostos em saudade
Dói-me ver os amantes da noite em desamor.
MEU AMOR
Chocalha o meu silêncio
Nas palavras que devoram as lágrimas
Que saltam dos teus olhos
Salgadas como o mar
Nos sonhos a transbordar
Poesia.╰⊱♥⊱
Ser mãe é descobrir forças
Que achávamos
Que não tínhamos
É amar e saber lidar com os medos
Que pensamos não existir
DISSOLVEU-SE
Dissolveu-se o amor
Num tempo que nutria-se a alma
Entre o cantar das cigarras
Na pacatez dos campos de trigo
Aconchego das mãos já velhinhas
Na esperança de belos sorrisos
No rosto enrugado pelo tempo
De uma rara beleza sem fim
Sonho acordado de amor
Como o ventre da minha mãe
Onde se dissolvem os versos
Na voz de encantada poesia minha.
Eu sou poesia
O teu corpo um poema
A tua boca um verso
E juntos somos
Um belo soneto
Que gostas de ler com os dedos
