Isabel Morais Ribeiro Fonseca

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Sentiram o estômago a tremer?
O amor é o tempero da comida
Pois quando o cheiro é bom, a comida é boa
E os olhos também comem.

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Por favor não me analise
Não fique à procura de um ponto fraco
Ninguém resiste, quanto mais eu
Ler é uma paixão, escrever é um vicio.

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Ler é uma paixão, escrever é um vicio.

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Amar um inimigo é obra dos anjos
E não dos homens.

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Obrigada senhor
Por me mandares anjos
Que me guiam junto a ti
Eliminando todas as pedras
Do meu caminho.

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Deus sabe que é difícil
Estar sozinho neste mundo
Por isso ele manda-nos anjos
Que são mais conhecidos como amigos
Família para nos ajudar
A sermos felizes.

ESCREVO

Escrevo é o que sou
Histórias perdidas
Esquecidas na memória
Gravadas no coração
Inventadas com sabedoria
Do meu saber observar
Ficções que são encantos
Memórias que não aconteceram
Sonhos que morreram e não viveram
Escrever é uma forma
De agradecer, perdoar, esquecer
O que só o destino teve culpa
As palavras são a minha respiração
Elas dã-me vida e eu dou-lhes o meu coração
A minha alma nas memórias guardadas ou não.

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Sabes por ti
Andei, sorri
Cantei, chorei
Vivi , morri
Senti, amei
Dentro de um poema.

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Morri nas letras
Duma palavra muda
Sobrou o ressentimento
No profundo silêncio.

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O tempo não apaga
Uma alma que respira
Mas sim a emoção
Que chora no céu
Toda a eternidade.

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Os meus poemas
São flores
Pétalas de várias cores

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O livro que melhor lês
Será sempre a tua imaginação

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SENHOR
QUE ESTE DIA SEJA REPLETO
DE ALEGRIA COM ESPERANÇA
E CHEIO DE FÉ COM FELICIDADE.

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Amor quando
Os nossos corpos
Se encontram que seja
Numa perfeita harmonia
Como se estivessem
A compor uma bela canção

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PRECISO DE TI


Preciso de ti
Nas bolhas de sabão
Preciso de ti, de nós
Preciso do teu abraço
Do nosso abraço
Preciso de ti do teu beijo
Do nosso beijo
Preciso de ti
Para desenhar a lua
As estrelas
Preciso dos nossos
Segundos perdidos
Preciso de ti em mim
Preciso de tudo
O que não tenho em mim
Preciso de ti
Para que escrever seja facil
Preciso que chegues a casa
À nossa casa
Preciso nas folhas caidas no chão
Preciso de ti
Que te deites sobre o meu peito
Preciso de ti dos meus olhos
Nos teus
preciso de ti nas pipocas doces
Preciso de ti dos teus lábios
Nos meus
Preciso de ti
Das tuas mãos no meu corpo
Preciso que voltes
Que voltemos
Preciso que tudo seja nosso
Sempre nosso
Preciso do sonho
Do nosso sonho
Preciso de ti, de nós
Preciso de tudo que temos
De tudo que somos.

Os pensamentos são flores
No silêncio do coração.

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NAVEGUEI-TE

Naveguei-te meu amor
Pelas colinas
Das tuas encostas
Sonhei-te perto de mim
Naveguei pelo teu corpo
Desejando mais e mais
Bordamo-nos um no outro
Rasguei-te na imensidão
Da fome sentida com um olhar
Naveguei-te com paixão
E amei-te nas memórias
De tantos orgasmos felizes.

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OLHA-ME

Beija-me enlouquece-me
Aperta o teu corpo contra o meu
Deseja-me faz-me ser tua
Ama-me com loucura
Abraça-me com um abraço quente
Sente-me como se fosses a lua
Escreve-me no desejo do teu corpo
Olha-me no sabor da tua boca.

QUANDO

Quando fecho os olhos
Amo sentir
O perfume do teu corpo
Quando te abraço
Posso sentir
O calor dos teus braços
Quando te beijo
Amo sentir
A doçura dos teus lábios
Quando te amo
Posso saborear o gosto
Da tua pele salgada.

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RASGO

Rasgo o sombrio de mim
Na saudade de um espasmo
Degredo esquecido em mim
Solto nos rastros perdidos
Procurei esquecer a dor
Que me atormenta no espaço
Escondido nos sonhos
Que no tormento flagela
Os meus dias, noites sem dormir
Feito de novelos que fia a dor
No crepúsculo do vento
Quimeras de sombras
Que cobrem apenas a tua ausência
Para rasgar a dor que sinto
Quando não estou contigo.

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SIGO

Sigo a areia que corre
Com pressa na ampulheta
Dos passos dados ao vento
Entre a brisa que bate na face
De suspirados silêncios
No tempo em que vive esquecido
E que me olha com a verocidade
É na espuma da areia que a alma
Chora em silêncio na água
Do calor sentido no teu corpo
Sigo as rochas entre a praia
Deste meu desejado silêncio
Feito pela espuma do meu mar
Memórias de ti, simplesmente em mim.

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DE QUE ME SERVEM

De que me servem as camélias
Se me faltas como o ar
Que tento respirar
E não me deixa sonhar
A vida é uma cruz de espinhos
Feridas abertas que sangram
Espinhos que se cravam na alma
Nesta dura vida sofro só, a sós
Sinto-me um fantasma
Nestas lágrimas soltas de sal
Temperadas de saudade
Na cruz que carrego todas
As noites neste meu desfadado
De triste quimera miragem solta
De espinhos cravados em mim
De que me servem as camélias sem amor.

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O amor é uma casa
O amor é liberdade
O amor tem asas
O amor é um ninho
O amor não tem algemas
O amor não é uma prisão
O amor é simplesmente entrega.

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SOU

Sou uma negra cruz na serra
Onde o luar reflete escuridão
Um triste espirito que murmura
Sou um dubia luz na fraga escondida
Uma triste noite que bate no monte
Sou um espectro fugindo do carcel
Uma sombra escura perdida na serra
Do silencio lúgubre que esta minha alma
No luto de falecias que vive em mim
Sou as lágrimas que choro ser querer
No incenso branco na névoa escura
Passo as noites em claro sem conseguir dormir
Penumbra que desvanece no frio do corpo
São os vultos que desmaiam no crepusculo
Sou um rochedo esquecido no mar
Uma mortalha ferida dos cânticos das sereias
Sou um fantasma num corpo morto
Desfeito na encosta pelos verdes lameiros
Sou talvez a velha esperança de alguém
No seu leito de morte em sofrimento
Sou uma tremula lágrima vertida na cruz
De uma fé que me faz subir a serra na escuridão.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Respiro no silêncio
Sussurrando na brisa do tempo
Nas palavras que respiram ao vento.

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