Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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Eu já reguei o meu rosto
Com as lágrimas da felicidade.
Que o perfume de cor a vida
E que o sabor do amor tempere
Os nossos dias por instantes.
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Seja feliz
Acredite nos sonhos
Que encontre no seu caminho
O calor do sol , o brilho da lua
O fulgor do amor e da esperança
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FAMINTA LEITURA
Ouve-me entre as sílabas
Escuta-me nos pontos
Só mais esta noite
Tu sabes que as letras
São fragas altas na serra
De palavras que se juntam
Nos meus lábios que nunca
Te pronunciei entre as páginas
Lidas dos meus sentimentos
E aos teus ouvidos sussurradas
Esta noite no verbo amo-te
Ou no desejo-te carnal
Deste silencioso eco de possuir-te
Nas silabas, nos pontos entre as páginas
Do teu corpo tantas vezes desejado.
Amo-te escrevendo em letras
De desenhadas palavras
Com belos sentimentos
Que a boca não traduz
De um desejo faminto
Nesta fome em que só
Os nossos corpos se saciam.
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.`•.¸AMOR
Ama-me
Faz-me ser tua
Beija-me
Pousa a tua boca na minha
Olha-me
Nos olhos com ternura
Deseja-me
Apertando o teu corpo contra o meu
Sente-me
No som do meu silêncio
Toca-me
Faz-me viajar à lua
Ama-me, beija-me, olha-me
Lê o que escreve o meu corpo
Deseja-me, sente-me, toca-me
Com a ponta da tua língua.
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A lua tira o sono das flores
E deixo que elas falem por mim
De tantas lembranças sem tempo.
HOJE NÃO DEPOIS
Foi nas minhas fraquezas que descobri
As minhas próprias forças que pensei
Não as ter, foi nos momentos de dor
Que aprendi a dar valor à vida mesmo
Com o coração sofrido gritando de dor
Que aprendi a amar com garra e coragem
Que aprendi a beleza pura do silêncio ★* ★
E nas horas de loucura aprendi a não ter
Vergonha de cantar, gritar, dançar e de sorrir
Aprendi que o tempo que temos é muito curto
E devemos fazer tudo aquilo que sentimos
No nosso coração e não deixar para depois
Como ouvir o som do mar e a ver força das ondas
O canto da chuva e dos pássaros, a beleza das flores.
★* ★★* ★★* ★★* ★
JÁ DORMEM
As palavras dormem
Quando as transporto para ti
São apenas algumas sensações
No fulgor das lembranças
Já impulsivas no tempo
Transcendentes num sentir
Intimas no brilho do olhar
Na vontade diária que reacende
Que dormem no fogo, no caos
De um abismo de contrários
Desencontros que me desorganiza
A mente entre as letras
No imaginário das palavras!
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A minha língua
Cabe na tua boca
Onde desliza na saliva
Por entre as palavras
De um longo beijo.
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Guardo na alma
- Sorrisos, carinhos
Gestos, abraços
- Afagos, beijos
Sonhos, silêncios
- De mil palavras. ♥♥
MURO VIRTUAL
Somos um corpo
Que por vezes sente
Outras nem sabe disso
Que pergunta tantas vezes
Para quê sentir
Para quê perceber
Para quê amar
Vivemos cercados
De altos muros virtuais
Com medo de viver
Onde paro e me deparo
Vivo, sobrevivo
Sinto, pressinto
Choro, consolo
Paixão, desejo
Amo, odeio
Ouço, ignoro
Fé, oração
Grito, silêncio
Agito e acalmo
Entrego, roubo
Beijo, abraço
Deus, amor
Permito, expulso
Faço, desfaço
Alma, coração
Procuro a saída
Deste muro virtual.
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QUE A VIDA SEJA BELA
Que a terra pelo caminho beije os nossos pés
Que o sol nos abrace com carinho
Que a chuva lave todas as nossas dores
Que a lua mime o nossos sonhos
Que a tempestade sopre as nossas dificuldades
Que a fé seja forte nas nossas metas
Que a nossa felicidade nos leve ao colo
Que o amor seja sempre verdadeiro
Que os nossas mãos nos conduzam pelo vida
Que o vento acaricie os nossos cabelos
Que a vida seja sempre bela e perfumada.
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PORTAS DA ALMA
Abro as portas da minha alma
Liberto-me de todas as dores
Sou terra arada semeada de flores
Rio Sabor cauteloso no peito
Que desprende-se entre o corpo
Abro os braços à vida, a ti amor
Enterro as dores, todas as dúvidas
Liberto-me no universo turbulento
Enterro os grilhões entre o caminho
Desenterro os alicerces das ilusões
Rasgo com vigor a estrada interior
Que a cama se torna numa nuvem
Entre os teus beijos intermináveis
Sinto-me amada ai como me sinto
Ternura oferecida dos teus braços
Emoções inesquecíveis de sabores
Ou talvez de cores do teu coração.
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FALSOS ou HIPÓCRITAS
Há hipócritas de restos mortais
Que poluem a mente assolada
Dos que morreram na integridade
Punhais que voam, víboras aladas
Palavras incendiadas, línguas de fogo
Disfarce hipócrita, intenções escondidas
Espanto dos fracos, sangram de fúria
Fome de amor, de paz, vómito desonesto
Resto de num ato fulcral, de ações ébrias
Maldita máscara de anjo, encarcerado devil
Que esconde negras faces, disfarce hipócrita
Noite escura de tanto lamento, longo de insanos
Repletos de intriguistas, maldosos, falsos
De maledicência, de jogo duplo, sem verdade
Quanto a mim prossigo sobrevivo nesta guerra
De hipócritas, de falsos moralistas com decepção.
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Vazia a mente ༻❀༺
Sentido coração
༻❀༺ Do verso escrito
Na saudade dos passos
Das palavras silenciosas.
Abro as portas da minha alma
Liberto-me de todas as dores
Enterro todas as dúvidas ༻❀༺
Liberto-me deste turbulento universo.
QUERO DAR-TE
Sou mulher, mãe ou companheira
Quero dar-te o meu amor
Dar-te uma semente de mostarda
Dar-te um pequeno bago de arroz
Dar-te um beijo longo e molhado
Dar-te a sombra do meu nome
Dar-te a pele do meu corpo
Dar-te o ouro do meu coração
Dar-te o mel da minha boca
Dar-te o peso da minha alma em ti
Dar-te apenas todo o meu amor
Sou mulher, tua esposa, tua amante
Tua amiga ou conselheira.
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SILÊNCIO RASGADO
Rasga-me o meu silêncio
Num profundo corte
De inquietação na alma
E me penitencio na dor
Que enrolada me devora
Neste soneto doloroso
De um mar cheio de lágrimas
Na solidão de tanto silêncio
Rasga-me o peito, fere-me a alma
É o silêncio que doí, que corroí
De tantos sentimentos escondidos
Perdidos, achados, esquecidos
Não, não quero sentir a escuridão
Quero apenas sentir-me no silêncio
Para tomar conta de mim em ti amor.
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