Horácio

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Raramente podemos descobrir um homem que diga que viveu feliz e que quando termina o seu tempo deixa a vida como um conviva satisfeito.

O fracasso descobre o gênio; o sucesso esconde-o.

A vida nunca deu nada aos mortais sem grandes fadigas.

O dinheiro não possui a faculdade de mudar a natureza íntima.

Quem tem confiança em si próprio comanda os outros.

O dinheiro será sempre ou escravo ou patrão.

Não há ninguém sem defeitos: o melhor é o que menos tem.

Ai de mim, Póstumo, Póstumo, fugazes / correm os anos; e as preces / não podem retardar as rugas a velhice / premente e a morte inevitável.

Deixa o resto aos deuses.

Quem ama a áurea moderação, / seguramente não sente falta da desolação do vil abrigo, / nem do esplendor frugal do palácio invejado.

Ganha dinheiro primeiro, a virtude vem depois.

E uma vez lançada, a palavra voa irrevogável.

Não terás razão em chamar feliz àquele que muito possui.

O pinheiro mais alto é aquele que o vento agita mais vezes.

Despreza os prazeres: é prejudicial o prazer comprado ao preço da dor.

Os poetas têm de ser pessoas médias, nem deuses, nem vendedores de livros.

Todos nós somos levados ao mesmo lugar; / na urna agita-se a sorte de cada um: / mais cedo ou mais tarde, a sorte terá de ser lançada, / e nos fará entrar no barquinho em direcção ao exílio eterno.

Os nossos pais, piores do que os seus, geraram-nos / ainda mais celerados do que eles; nós, por nossa vez, geraremos / filhos ainda mais perversos do que nós.

A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.

Há uma medida em todas as coisas, existem afinal certos limites.

Ainda que a expulses com um forcado, a natureza voltará a aparecer.

O dinheiro ordena ou obedece a quem o acumulou.

O Destino tem a mesma lei para todos: tira à sorte entre o humilde e o grande; a sua urna é vasta e contém todos os nomes.

Não existe / felicidade perfeita.

Pobre entre grandes riquezas.