Fernanda Santoro
A escrita é lugar de coragem e de liberdade.
É exposição, mas também partilha.
O escritor, ao expor sua linguagem, a liberta e a ilumina.
Sob a luz, ela pode finalmente ser lida.
Somos humanos porque existe linguagem.
Ela não nos pertence: nós é que nos encontramos sob seu solo.
A linguagem é quem fala; nós apenas co-respondemos ao seu apelo.
A escrita emoldura nossos pensamentos.
A palavra é o desenho da nossa voz em forma universal, feita para ser compartilhada e compreendida.
É algo que sai de dentro para fora. Sai de mim para você.
É entrega e troca. Doação e permuta.
Um e dois, dois e um.
As ações humanas orbitam em volta da comunicação.
Pelas palavras, nos fazemos representar, tanto individual como coletivamente.
É o manifesto do sentir.
É ferramenta para produzir e transferir conhecimento.
É veículo de informação e meio de expressão.
É arte em si mesma.
Assim, as palavras são o que fazem a comunicação transcender.
Há que se pensar na literatura como um agente cultural da sociedade.
Os livros revelam os nossos modos de viver, valores, crenças e costumes.
A escrita é, portanto, uma parte substantiva da sociedade.
