ElcioJose

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Élcio José Martins
MAÇONARIA - emposssados

Junho tudo se renova,
Casa velha, alma nova.
Mais um novo dirigente,
Nossa ordem fica contente.

São obreiros escolhidos,
Justos, perfeitos e queridos.
No trabalho são aguerridos,
Pelo GADU foram ungidos.

Alegria de montão,
Coração de mansidão,
Ergue o peito estende a mão,
Serás justo com o irmão.

Recebeu a instalação,
Em uma bela celebração.
Todos os irmãos em união,
Completaram a coroação.

É um momento de festa,
Risca com régua, tira a aresta.
O poder por ora empresta,
Boa direção é o que lhe resta.

O esquadro é sua medida,
O prumo a obra erguida,
O compasso mede o espaço,
Pedra polida merece o maço.

Os irmãos se aglomeram,
Um tríplice abraço é o que esperam.
Das egrégoras boas que fizeram,
De energias boas se apoderam.

Recebam o abraço De cada irmão,
E um cálice de afago no coração.
Cada um lhe deu hoje a condição,
Do merecido assento no trono de Salomão.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

A INTERROGAÇÃO DA CURVA

O que tem depois da curva?
Pode ser o monstro que uiva,
Ou o santo que cuida.
É São Cristóvão que ajuda.

A interrogação persiste,
No medo que existe.
Não tem regra nem palpite,
E nem Lei que eu acredite.

O que tem de lá,
Não pode ser o que tem de cá.
De cá é o que conheço,
De lá virá o que mereço.

Rezo a reza, rezo o terço,
Vida longa que eu mereço.
Tempo de ida e recomeço,
Vejo a curva pelo avesso.

Interrogo o tempo,
Interrogo o maestro do tempo.
Perco a hora, perco o tempo,
Faço contas, quero mais tempo.

Curva leve a acentuada,
Com descida e encruzilhada.
Estrada da vida transitada,
Pelo amor e a intolerância malvada.

Pequenos automóveis na estrada,
Cruzam carretas desgovernadas.
Estradas esburacadas,
Ceifam vidas estruturadas.

Vem o medo e some o riso,
Irresponsabilidade sem juízo.
Na placa tem o aviso,
Seu freio é seu paraíso.

Mas na curva da ilusão,
Tem caminho e direção.
Afoga as mágoas da emoção,
Tem o amor que acelera o coração.

O câmbio que muda a idade,
Troca marchas de sonhos e saudades.
Quinta marcha dos Casebres de bondade,
Pede a ré os rincões da falsidade.

Mas tem a curva da fé,
Homens justos ficam de pé.
Foi Maria e foi José na manjedoura de sapé,
Que deu ao universo Jesus de Nazaré.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
A MENTIRINHA BOA
Qual é o poder da mentirinha?
Ela é da sociedade, não é sua e nem é minha.
Ela está em todo meio,
Ninguém sabe de onde veio.

Umas são covardes e maldosas,
Outras, doces e amorosas.
Uma mata, outra cura,
Depende da cultura e da lisura.

A mentira é o contrário da fofoca,
A fofoca é verdade doente que estoca,
Faz doer, deixa encrenca pra valer,
Traz angústia, tristeza e padecer.

A verdade pode ser boa,
Mas pode não ser!
A verdade pode doer,
Mas às vezes tem que dizer.

Nem sempre a verdade é boa.
Ela pode doer muito. E à toa.
Esconder de algo insano,
É, com certeza, um ato humano.

O próprio relacionamento
É feito de mentiras e omissões.
As verdades são balas de canhões,
E as mentirinhas, balas de paixões.

Como estou? Você está linda!
Nossa! Fulano falou muito bem de você.
Mas aquela fulana tá chick hein!!!
Nem me fala! E aquele ...?

Assim é a vida.
Todos, de uma maneira ou de outra,
Escondem e se escondem,
Para que as amizades permaneçam...

A educação nada mais é do que adaptar-se.
Aprender truques e fazer meandros.
Tolerar e aceitar o outro como ele é,
Mesmo com a vontade de mandar para aquele lugar...

Contar até mil. Pensar, pensar e harmonizar,
Dizer palavras doces e meigas, amenizar.
Brigas jamais, apaziguar.
Um beijo na face para o encontro triunfar.

Existem as mentiras que trazem prejuízo,
São verdades ocultadas pelo medo do guizo.
Medo de como o outro agirá,
Melhor escondê-la porque já sabe o que virá.

Fuja das mentirinhas interesseiras,
São de pessoas delicadas, meigas e açucaradas,
Mas o interesse é uma rasteira,
São escoladas, treinadas e mascaradas.

Existem as mentiras que trazem prejuízo,
São verdades ocultadas pelo medo e juízo.
Medo de como o outro agirá,
Melhor escondê-la porque já sabe o que virá.

Se puder evitá-las, melhor será,
Se não puder evitá-las, seu coração que te dirá.
O importante é um coração contentar,
Ver um sorriso e uma face se alegrar.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
CLUB RECREATIVO E ESPORTIVO DE GUARANÉSIA -CREG - 100 ANOS - (17/04/1917 -17/04/2017)

17/04/1917 a pedra fundamental era plantada,
Praça Dona Sinhá seu endereço e sua morada.
Um sonho de outrora se realizou,
Bem cedo à sociedade conquistou.

Cem anos perpassaram,
Causos e amores por lá passaram.
Muitos filhos também geraram,
Grandes orquestras os dançarinos animaram.

Foi local de grandes encontros alusivos,
Famoso pela organização dos eventos festivos.
Local de disciplina, respeito e fascinação,
Grandes homens de respeito participaram de sua gestão.

É guardado a sete chaves bem dentro do coração,
Foi palco de alegria, nostalgia e emoção,
É orgulho da cidade por manter a tradição,
Por anos a fio cumpriu sua missão.

Seu espaço tem beleza de Raiz,
Charlatão não metia o nariz.
Abençoado pelos santos da matriz,
Recebeu a água benta dos jatos do chafariz.

O cafezinho preparado todo dia,
Feito com esmero e simpatia.
Construído na mais fina harmonia,
Palco da dança, da musica e da poesia.

Cem anos de história,
Cem anos de glória.
Um livro escrito em cada coração,
Fez sua história como um grande anfitrião.

Também teve percalços,
Vestiu Luis XV e chegou ficar descalço.
Uma mancha em sua história,
Sorte que foi atitude provisória.

Fica a saudade. Realização dos sonhos,
Quiçá mais cem anos risonhos.
Novas mãos, novos gestores,
Mesma crença, mesmos santos protetores.
Élcio José Martins

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Élcio José Martins

O DESCARTE DE UMA VIDA
Nasceu na fazenda Descarte.
Seus avós moraram lá.
Seus pais da Europa pra cá,
Sua esposa também se instalou lá.

Na lida do campo foi campeão,
Cultivou o alimento do patrão.
Café, cana, arroz, feijão,
Tudo teve seu amor e os calos de sua mão.

Madrugada, já estava na lida,
O orvalho molhava sua pele cuspida.
Suor e lágrimas vendidas,
Pra levar o pão à família construída.

O trabalho era pesado,
Anos e anos de um tempo apagado.
Por certo tempo ainda teve respaldo,
Valeu da força e seu suor sagrado.

Mas nem tudo é permanente,
Sol nascente e sol poente,
Sorriso sorridente,
E lágrimas descontentes.

Como um animal para o descarte,
Que o tempo apagou sem arte.
Na fileira para o abate,
Triste espera de quem o remate.

Aposentadoria de pobre,
Apesar do tempo nobre.
Vê na família o desamparo,
O máximo que pode é um três no baralho.

A demissão cortou na carne,
Perdeu a classe pelo desarme.
A tristeza nas linhas da idade,
Vê no retrovisor os rastros de maldade.
Élcio José Martins

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Élcio José Martins
A INCENSATEZ DO NADA

A vida atribulada,
Meio atrapalhada,
Mesmo toda governada,
Fica algo pra outra jornada.

Pra tudo falta um fim,
Tiro de festim,
Lâmpada de Aladim,
Aspirante com espadim.

Tempero sem sal,
Ego do bem e de mal.
Escada em espiral,
Lapso temporal.

Cheiro de relva seca,
Cozinha sem receita,
Febre de maleita,
À espera da colheita.

Juízo sem juízo,
Lábios, boca e sorriso,
Jardins do paraíso,
Lágrimas de sobre aviso.

Busca de algo, será o quê?
Sem resposta, qual o porquê?
Mas tudo teima em querer,
Quer um novo caminho a percorrer.

Poeira levantada,
Berros da manada,
Camisa suada,
Pedras na calçada.

Porta estreita e selada,
Desvios de encruzilhadas,
Doutrinas empilhadas,
Vestes esfarrapadas.

Honestidades descarrilhadas,
Nádegas sem palmadas,
Cócegas de risadas,
Mandatários de privadas.

O brio sem brilho,
Egos afiados no esmerilho,
Dedos firmes no gatilho,
Pátria mãe perdeu seu filho.
Águas turvas da incerteza,
Contar notas com destreza,
Cueca perdeu nobreza,
Virou baú da esperteza.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA

Há pessoas que são iluminadas,
Só pela presença já são amadas.
Possuem um brilho no olhar,
Ouvimos seu coração sem ouvir o seu falar.

De repente, mais que de repente,
Encontramos pela frente.
Uma alma doce, uma face quente,
É o oculto que se faz presente.

Uma imagem que assanha,
Um sorriso e um olhar que acompanha.
Alma pura que antecipa,
Aquilo que o coração palpita.

A primeira vista é bem vista,
Paisagem lúdica de revista.
Presença marcante contamina,
Gesto meigo de menina.

Uma imagem fica marcada,
Fotografia pincelada.
Na corrida já deu largada,
A amizade já tem morada.

É encanto de primeira,
Sua flecha é certeira.
Mostra amiga e companheira,
Sua conquista sempre sai na dianteira.

Carrega sempre um belo corpo escultural,
Face rósea de sorriso natural.
Contagiante e magistral,
Trás simpatia e um brilho alto astral.
Élcio José Martins

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Élcio José Martins
PAIXÃO ARDENTE E RAZÃO DESNUDADA

Oh! Paixão! Nudez de razão,
Embriagues do coração,
Faz seu rumo sem direção,
Com indagação e negação.

Paixão ardente e razão desnudada,
Onde o amor pede morada.
Pensamento em disparada,
Ritmo da loucura desvairada.

Na existência do vazio,
Norteia a direção com desvio,
Some por dentro, como vela por seu pavio,
Ondas gigantes, calmaria de navio.

É um rir e chorar por dentro,
Às vezes luz, outras o lamento.
É a alegria temperada no sofrimento,
Fluidos do desejo dão vazão ao pensamento.

É a valorização do outro,
É ver e sentir no outro.
É o cheiro e gosto noutro,
É navegação dos sonhos em mar revolto.

Paixão existe, sem explicação,
Quase sempre, a razão perde perdão.
É o pulsar da emoção na contra mão,
Faz surgir o descaminho na perdição.

São pensamentos com asas livres,
São encantos nos declives.
Arremedo de amor em delivery,
É um coração que renasce e vive.

É doação total,
É o embebedar do sentimento emocional,
Máscara da inteligência racional,
É razão que vai para o ralo e o intelecto passa mal.

Perde-se a noção do tempo,
Não há tristeza e nem lamento.
Alimento e provimento,
Acalma-te coração sedento.

Não há regra e indagação,
Fundo D’alma, gratidão.
A razão perde função,
Quem comanda é o coração,
Élcio José Martins

ElcioJose
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RESSACA BOA

Final de ano de muita festa,
De comida, bebida e seresta.
Não tem hora pra acaba,
No outro dia a ressaca que vai fica.

Tem ressaca boa,
Que a gente ri à toa.
Tem ressaca da consciência,
Que vem cheia de advertência.

Tem ressaca da bebida,
Do licor e da comida.
Tem ressaca atrevida
Pega gente desprevenida.

Tem ressaca do vexame,
Por quebrar o vasilhame.
Tem ressaca de doer,
Só o analgésico tem poder.

A cabeça tá doendo,
E o intelecto tá fervendo.
Por saber o que está acontecendo,
Nessa hora vem o arrependimento.

Esta é a última,
Não tem penúltima.
Peço a cura, sem demora,
Da promessa que faço agora,

Final de ano é alegria,
Encontro de mãe, pai, irmão e tia.
Amigos por simpatia,
Dançam ao som da melodia.

É momento de encontro,
Com direito a ficar tonto.
É permitido sair do ponto,
É poesia, poema e conto.

Essa ressaca não tem preço,
Veio recheada de adereço.
Vem do abraço de quem conheço,
Tem fim, tem meio e tem começo.

É ressaca da lembrança,
Dos amigos de confiança.
Pois é só entrar na dança,
Pra fazer do amor a aliança.

Se a noite foi bela,
A ressaca cinzela.
Se a festa foi boa,
A ressaca ri à toa.

Fim de ano é alegria,
De ressaca todo dia.
Fim de ano do bom encontro,
Não importa passar do ponto.

Élcio José Martins

ElcioJose
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DESMANCHANDO OS NÓS
Cada qual com o seu nó,
Cada árvore, o seu cipó.
Alegria de Filó,
Ao sair do xilindró.

Aprisionado das ideias,
Velhos lobos em alcateias.
É João, Maria e Miquéias,
Francisco, Dirceu e Oséias.

Confúcio confuso,
Corrupção difusa.
Juízo perdeu juízo,
A política usa e abusa.

O nó tá apertado,
Por cima, por baixo e de lado.
Mas o Moro dá o recado,
Rato julgado, fichado e condenado.

A vergonha envergonha,
De tamanha safadeza.
É o macho que morde a fronha,
Homem público perdeu destreza.

No fim do túnel ainda há luz,
É um novo cristal que reluz.
Um novo tempo se reproduz,
É o amor, é a paz. É Jesus que morreu na Cruz.
Élcio José Martins

ElcioJose
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TEMPO FINAL
Já tá chegando o Natal, tempo final, conversa e coisa e tal, versa um novo recital. Sai na frente o maioral, subindo lento o pedestal, letras maiúsculas no jornal.
Das promessas prometidas nem todas foram cumpridas. Mesmo com garras aguerridas vence o tempo da partida. O apito final se aproxima, o amor contamina, um novo fôlego germina, ainda há água na mina.
O belo tempo decorrido, às vezes sofrido, momento distraído, foi o prêmio merecido.
Na construção do tempo da ilusão fez bater o coração. Foi razão de ocasião, fase lúdica do canhão, ramalhetes em procissão.
Das canções elaboradas, versos e rimas rimadas, muitas foram cantadas, outras tantas preparadas. Violões e cordas afinadas deram o ritmo da estrada caminhada.
Chegou a hora de fechar a cortina, alma doce de menina, azul céu que contamina. Aqui quase tudo termina. Sobre a obra divina, novo projeto determina.
Ano novo tá começando, novas metas planejando, paz e amor se almejando, vai ser melhor eu estou acreditando.
Élcio José Martins

ElcioJose
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O RISO E A RISADA
O riso é preciso
Nesse mundo sem juízo.
Onde vale o improviso,
Sem preparo e pré-aviso

A risada é gostosa,
Vem da alma generosa.
Toda linda e toda prosa,
Doce, leve e formosa.

A risada é alegre,
É do alto que se ergue.
É o mar que navega,
Quando o amor se encarrega.

O riso é da criança
No berço que balança.
É no ritmo da dança,
E no fio de uma esperança.

O riso é surpresa que agrada,
Vem da alegria contagiada.
É casa e é morada,
Onde habita a pessoa amada.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

LIMBO DE MALDADE

ESTOU SÓ.
GARGANTA UM NÓ.
ANSIOSO POR FAZER.
OUÇO UM GRITO DE PARE!

OUVIDOS CHEIOS DE CHORO,
HÁ DONOS DO CHORO?
A COISA TEM DONO. DONO DE TUDO,
SEGUE A REGRA OU É PERJURO.

MALIDISCÊNCIA DESCONSTROI,
NA ALMA QUE DOI.
É O ÂNIMO QUE ROI,
NO FINO FIO QUE CORROI.

NAS COSTAS DELATA,
UM CRIME RELATA.
AMIZADE DE LATA,
QUE FERE E QUE MATA.

A ALEGRIA SE DESFAZ,
NO CAMINHO QUE PERFAZ.
SONHO FUGAS,
DE CERTO FICA PRA TRÁS.

A TAL VERDADE DITA
NÃO PODE SER BENDITA.
NO TOM DE VÓZ QUE RECITA,
É O EGO QUE PALPITA.

É DESUMANA A AGRESSIVIDADE,
BEIRA O LIMBO DA MALDADE.
CHEIRA MAL A CRUELDADE,
EXALANDO FALSIDADE.

QUANDO O EGO SOBREPÕE,
NADA CONTRAPÕE.
NEM O SOL QUE SE PÕE,
ESCONDE O QUE PREDISPÕE.

É UM, MAS PODE SER DOIS,
É FEIJÃO COM ARROZ.
A MISTURA É EXAGERO,
DA INOVAÇÃO SÓ SAI O CHEIRO.

GANHAR E GUARDAR,
GUARDAR E GANHAR.
GANHAR MAIS E QUARDAR MAIS,
GUARDAR MAIS E GANHAR MAIS.
JULGA O CEGO E A CEGUEIRA,

FOGO QUENTE NA FOQUEIRA.
LINGUA FELINA MORDE CERTERA,
BOMBA ÁGUA NA LADEIRA,
DA OUTRA BANDA SÓ TEM RASTEIRA.

RESERVAR PRA NÃO FALTAR
NÃO É CERTO DUVIDAR.
PRA INVESTIR É SÓ GANHAR,
ENTÃO DEIXA DE AMOLAR.

É INVEJA O QUE APREDREJA.
QUER NOTÍCIA NA VEJA.
QUER ANDAR NA BANDEJA,
ROGA AOS SANTOS NA IGREJA.

MESMO TRISTE A BANDA TOCA,
ALGODÃO NO OUVIDO SEM FOFOCA.
A PRESSÃO QUE O CORAÇÃO SUFOCA,
INSTIGA O FUROR DA POROROCA.

O TEMPO QUE ESCREVE,
AS LINHAS DA CERTEZA.
AINDA TEM AQUELE QUE SE ATREVE,
DAR SABOR E PREPARAR A SOBREMESA.

AINDA HÁ OS QUE ACREDITAM,
VELHOS AMORES RESSUCITAM.
QUEM É DONO DA VERDADE, FAZ ALARDE,
PERDE A LÍNGUA DE PIMENTA QUE ARDE.
Élcio José Martins

ElcioJose
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JOÃO RIBEIRO DO VALLE
MORRE O HOMEM E NASCE A LENDA

Nascido em Monte Santo,
Aqui recebeu seu manto.
Guaranésia lhe deu a mão,
Concedeu-lhe a filha do Capitão.

Aos 22 de setembro de 2017,
Foi a data que Deus lhe deste.
A idade que ha pouco fizeste,
Completava noventa e sete.

Homem feliz,
Tinha funda sua raiz.
Residia perto da matriz,
Sua direção era o seu nariz.

Homem pacato,
Paciente e calmo.
Gostava de retratos,
Nunca tinha sobressaltos.

Pasto formoso,
Gesto garboso,
Homem famoso,
Cabritas com milho mimoso.

Sua marca ficou,
Nos filhos apurou.
Nos netos conservou,
Nos bisnetos muito restou.

Tinha seu carreiro,
Era bom candieiro.
Escondia o paradeiro,
Tinha o fósforo e o isqueiro.

Tirava o seu leitinho,
Cuidava bem do gadinho.
Tinha mansos e de bravura,
Mas ele gostava era do boi Lula.

Trabalhou na prefeitura,
Com esmero e desenvoltura.
Na planta planejou,
Alguns bairros ele formou.

Era ligeiro e faceiro,
Querido e lisonjeiro.
Tinha lá o seu olheiro,
Não descuidava do terreiro.

Conta-se que certo dia,
Viajou em companhia,
De jovens de simpatia,
Infartado ele estaria.

Brincadeiras à parte,
Muito respeito de minha parte.
Plantou amor e saudade,
Guaranésia agradece a sua amizade.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
CADERNO DA VIDA

A vida é como a escola,
Primeiro dia, primeira aula.
Caderno, lápis e borracha,
Sorriso nos lábios, a alegria ultrapassa.

Lápis na mão, sem direção,
Linha torta, sem noção.
Professora direciona a mão,
Aos poucos os rabiscos dão vazão.

Folhas em branco
Dão início à transformação,
Letra por letra, o primeiro nome,
Papai e mamãe, quanta emoção!

Página por página, o lápis registra,
Primeiro marco, primeira conquista.
Ano a ano, tudo é registrado,
São as marcas que ficaram no passado.

Passam-se os anos e a idade,
A infância e vem logo a mocidade.
As formaturas e os troféus de felicidade,
O dever, o discernimento e a dignidade.

Assim é a vida,
Um caderno em branco.
Nele se escreve com lápis preto
Ali são gravadas a virtudes e os defeitos.

A história de cada ele mesmo que escreve,
Mesmo com a borracha que se atreve,
Fica a marca do que na folha subscreve.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

GUARANÉSIA 116 ANOS

116 anos se passaram,
Histórias boas muitos contaram.
Dos sonhos que seus filhos sonharam,
Com muita luta muitos deles se realizaram.

Hoje ela é realidade,
No campo e na cidade.
Humilde e sem vaidade,
Abraça o velho e a mocidade,

De mãos dadas com o progresso,
Nas indústrias faz sucesso.
Mesmo com a distância e o acesso,
Mostra ao mundo o seu processo.

Na arte da madeira,
Sempre sai na dianteira.
Tece armários e prateleiras,
São cristais e cristaleiras.

Na arte da construção,
Tem cerâmica e proteção.
Pedreiros livres de prontidão,
Erguem seu nome pra orgulho da nação.

Fez seu nome ecoar alto,
Mesmo com estradas sem asfalto.
Não há abismos nem sobressaltos,
Tem fôlego de sete gatos.

As indústrias têxteis se prosperaram,
Famílias inteiras por elas passaram.
Primeiro emprego. A data ficou marcada,
Primeiro dinheiro e o presente pra namorada,

O comércio tem sua importância,
A agropecuária sua elegância.
Cabines plantou esperança,
Mangueiras jorram pujança.

Doce verde que alegra a alma,
Gotas de orvalho que a noite acalma.
Serras cafeeiras de paisagens exuberantes,
Fixaram aqui filhos nobres e viajantes.

Nossa cidade tem tempero e temperança,
Tem o ritmo e o pulsar da dança.
Tem luz no sonho da criança,
Guaranésia é a paz e a esperança.

Saudamos esta data especial,
Seu nome é pluma em recital.
Parabéns, felicidades e tal,
Esse mês você é a maioral.

Orgulhosamente cumprimentamos,
Prazerosamente regozijamos.
Guaranésia de todos os guaranesianos,
Parabéns pelos seus 116 anos.

Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

UMA MARCA PRA VIVER

Quero uma marca pra viver,
Uma marca pra crescer,
Outra marca pra vencer.
Quero uma marca pra valer.

A cicatriz da queimadura
É um traço da aventura.
Uma donzela em formosura,
Deixou as marcas da doçura.

Uma ferida que não fecha,
É a lembrança que o tempo deixa.
Pode ser boa e sem queixa,
Ou mágoas que a lágrima enfeixa.

O atleta tem que treinar,
Pra uma marca alcançar.
A marca é o altar,
Do atleta exemplar.

Se a camisa é de marca,
A beleza se destaca.
Mas a marca às vezes encharca,
Nas humildes tiras de alparca.

A marca simboliza grandeza,
Simboliza presteza e pureza,
Jorra o licor da gentileza,
É nobreza no jardim da realiza.

Mas o feio também marca.
Marca com ferro quente,
Dilacera o que vem na frente,
Embriaga o poder da mente.
Quem não tem marca registrada,
Por certo saiu da estrada.
Não cumpriu sua jornada,
Fugiu da raia em disparada.

A marca mede o homem,
O homem faz o seu rumo.
Seu rumo o tempo encarrega,
De fazer o pacote que vai para entrega.

A sociedade é pouco justa, mas severa,
E nem tudo tolera.
Na prisão dos boatos encarcera,
Nos caminhos difusos atropela.

Há a marca das feridas da cela,
Do pelego, do cavalo e da sela.
Dos crimes de colarinho que a Lei cancela,
Do poder que só o governo apodera.

Quem dera a marca fizera,
A Justiça que Deus impusera.
A marca do justo eu quisera,
Acabar com o temor da miséria.

A marca que o tempo constrói,
E a mesma que o indigno destrói.
Se não cultuada no amor,
Enrolaras no terço da dor.

Quero uma marca pra viver,
Uma marca pra crescer,
Outra marca pra vencer.
Quero uma marca pra valer.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
Atos e Distratos

A regra num mundo sem regra,
Tem regra quem faz a regra,
Segue a regra quem não tem regra,
Foge da regra o contra regra.

A teoria que me deste,
Do caminho que me fizeste.
Curvas e retas em teste,
Jardim de sonhos floresce.

Dos atos e formatos firmados,
Vestes de farrapos ornamentados.
Pérolas aos porcos trocados,
Lanternas nos porões iluminados.

Penso se existo de fato,
Soltura de rojões de artefatos.
Barulhos vendidos baratos,
Templos de rimas e boatos.

Na construção do tempo,
Perde o tempo quem é lento.
Pobre do crente que acredita.
Da cachaça do milagre que palpita.

Dos distratos construídos,
Dos discursos rasos e falidos,
Pequenos sonhos permitidos,
Nas promessas nos rincões dos desvalidos.

Jogo o jogo da ilusão,
Egos e planos, sensação.
No tempero sem esmero e emoção,
Destempera a melodia da canção.


Encontros e desencontros casuísticos,
Nascimento lúdico de dons artísticos.
Vende o céu com as estrelas mais brilhantes,
Bussola e GPS aos felizes navegantes.

Nos caminhos de andantes errantes,
De virtudes raras e distantes,
Fere a narrativa dos contratos vibrantes,
Distrai o medo do soneto dissonante.

A teoria que arrepia,
É água que corre na pia.
Some rápida e rasteira,
Escondendo o rancor da sujeira.

Sem mão e contra mão,
Cada um com seu sermão,
Corre solto o palavrão,
Da distraída educação.

Fica um gole de esperança,
Lá no amor de uma criança.
Fugir da regra e cair na dança,
Tudo é igual, tudo é mera semelhança.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Despedida sem ida,
Élcio José Martins

Dos caminhos percorridos,
Às vezes distraídos,
Soluços deveras atrevidos,
Laços de amores construídos.

Do nascer e crescer,
As mãos a aquecer.
Um coração a compreender,
O que a vida fez-me ver.

À noite antes de dormir,
Beijo na face e com o cobertor cobrir.
E de um afago me permitir,
Receber o riso do seu sorrir,

O berço que balança,
Uma alma de criança.
Vem no ritmo da dança,
O amor, o carinho e a esperança.

Como uma flor que cresce,
No meu jardim floresce.
É um anjo do céu que desce,
Num coração que aquiesce.

O tempo me deu rasteira,
Já longe da mamadeira.
Cresceu linda e faceira,
Quer agora deixar de ser solteira.

Do nosso amor vivido,
Desse tempo bem provido,
De um amor bem resolvido,
Sou um orgulhoso assumido.


Filha! Siga agora o seu caminho,
Mas não esqueça o seu ninho.
Aqui sempre terá o amor e o carinho,
Quiçá que venha um netinho.

Não perdi uma filha, ganhei um novo filho,
É uma nova família que do meu amor compartilho.
É a pureza d’alma que partilho,
Pinceladas de verniz pra iluminar o brilho.

Minhas lágrimas são de alegria,
Elevo-me alto nessa alegoria.
É como uma carta de alforria,
Dividir com todos, nossos momentos de nostalgia.

É um voo com asas de sonhos,
Noites afins com sorrisos risonhos.
Lágrimas e soluço tristonho,
É uma ovelhinha que deixa o seu rebanho.

Fica a alegria da terra cultivada,
Da bela semente semeada.
Uma colheita premiada,
Veio ao mundo pra ser amada.

A saudade já faz doer,
Como fazer o coração entender!
Uma nova vida vai renascer,
É muito amor pra tudo isto acontecer.

Vai! Volte quando puder e quiser,
Estaremos aqui para o que der e vier.
Desfrute, grite, cante, dance mesmo se não souber,
A alegria não pede nada, nem um centavo sequer.

Voe nas asas da imaginação,
Ande pelas veias do coração.
Navegue pelos rios da emoção,
Valorize cada passo dessa linda união.

Receba meus filhos o abraço de gratidão,
É um pai feliz que sempre estenderá a mão.
Peço ao Rei dos mundos que lhes dê a proteção,
Fazendo de suas vidas, duas vidas em comunhão.

É uma despedida sem ida,
Uma partida sem saída.
Uma bela noite de sono bem dormida,
Uma embriaguez nesse momento permitida.

Leve-me tudo, esse doce ciúme,
Deixe-me a ressaca de seu perfume.
Leve-me tudo, leve o encanto dessa flor,
Deixe-me o que tens de melhor. Deixe todo o seu amor.
Élcio José Martins

ElcioJose
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UM POEMA EM CADA ÁRVORE,

A Lágrima chora

Um poema em cada árvore,
Na lápide de mármore.
Sem defesa, perde o desarme,
Luz acesa grita o alarme.

A lágrima da madeira,
Vira rio, desce a ladeira,
Escorre por ribanceira,
Corre inerte e vira cachoeira.

Das folhas verdes exuberantes,
Oxigênio dos navegantes,
Perde o jogo pros diamantes,
Águas turvas intolerantes.

Adereços da natureza,
Perde o glamour da realeza.
O jantar sem sobremesa.
Queima o pão que vai pra mesa.

Flores e folhas dançam ao vento,
Quiçá a imprensa como instrumento,
Pede guarida os animais,
Nas folhas negras dos jornais,

Em sua caminhada, abandonado,
Sofre no presente como no passado.
Tem ganância e tem matança,
Falta Lei e segurança.

A natureza não reclama,
Mesmo transformada em lama.
Com ela não se brinca,
Pois um dia ela se vinga.

A serra corta na carne, sem dó,
Tudo se esvai, não fica nem o cipó.
Poderosos, sem coração e piedade,
Aos poucos destroem a humanidade.

Pulmão do mundo da esperteza,
Dilacera a natureza.
Erva daninha de tristeza,
Lágrimas perdidas na correnteza.

Em nome do desenvolvimento,
Tem fogo e desmatamento.
Tem pássaros em revoada,
Não tem casa, não tem morada.

É a luta do momento,
Ainda há discernimento.
Poucos lutam pra valer,
Pra não deixar o mundo morrer.

De tristeza, a lágrima chora,
De sede, a fome implora.
Vem nos salvar, Nossa Senhora,
Plantio de sonho. Chegou a hora.

Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
ACABOU O CARNAVAL

Acabou o carnaval,
No interior e na Capital.
Alegria geral,
Para o folião e o normal.

Acabou o carnaval,
De fantasias e fio dental.
Vai pra caixa o pedestal,
Fecha a cortina no seu final.

Acabou o carnaval,
Fica a ressaca colossal.
Da bebida, passar mal,
E de uma lembrança sentimental

Acabou o carnaval,
Deixa o cheiro de curral,
Do recado social,
Para o Governo maioral.

Acabou o carnaval,
Segue o rio o seu canal,
Tudo volta ao normal,
Na indústria e no canavial.

Acabou o carnaval,
Tudo tem o seu final.
Pra quem soube aproveitar, tudo ficou legal,
Pra quem não soube, fica uma lição especial.

Acabou o carnaval.
Do sorriso e alto astral.
É cultura nacional,
Tradição e coisa e tal.


Acabou o carnaval,
De Crenças, Deuses e festival.
Acabou o carnaval,
Onde o povo é maioral.

Acabou o carnaval,
O sonrisal e o anticoncepcional.
Nove meses e a espera final,
Antecipado, vem o presente de Natal.
Acabou o carnaval!!!....

Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
A ESCOLHA

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
É a conjugação do ter,
Com a conjugação do ser.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
É o ganho pra enriquecer,
Ou o trabalho pra viver.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Do carro novo na garagem,
Ou o busto de mármore da minha imagem.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Do sonho do diploma universitário,
Ou a ignorância do homem solitário.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Da alegria do sonho conquistado,
Ou a tristeza do projeto renegado.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Da vontade de vencer na profissão,
Ou ceder aos desígnios da paixão.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Da luta do cumprimento do dever,
Ou caminhar no vício do prazer.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Da construção de um novo amanhecer,
Ou a inveja que dilacera e faz doer.

Não é fácil escolher
Quando lados pode ter.
Do trabalho que trás cidadania,
Ou o descaso e a busca da arrelia.

Os dois lados da escolha,
Tá de dentro ou de fora da rolha.
Um é claro como a beleza da flor,
O outro desconhecido há que busque o seu valor.


Da preguiça ou da falta de iniciativa,
Andar sozinho e dispensar a comitiva.
Fugir da vida laboriosa e ativa,
Destruir a terra daquele que cultiva.

A escolha pode ter dor e sofrimento,
Mas pode trazer a paz e o adubo do crescimento.
Tem a escolha carregada de egoísmo,
Ou a escolha da luz do iluminismo.

Tem a escolha da partilha e compartilhamento,
Ou a escolha da negação carregada de sofrimento.
Ou escolho o aprimoramento e o conhecimento,
Ou me desmancho nas lágrimas amargas do lamento.

Só eu tenho o poder da minha escolha,
De cuidar ou arrancar da árvore a sua folha.
De cuidar do jardim e cultivar a flor,
Ou me embriagar justificando a minha dor.

Mesmo sabendo que nada é fácil,
Desde a época de Dom Pedro e Bonifácio.
Minha obrigação é cumprir o meu papel,
Preparando na terra o difícil caminho do céu.

Nada vem por queda livre,
Cada um de algum modo sobrevive.
O governo às vezes anda na contra mão,
Trabalhar e construir, o papel do cidadão.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

08/MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Oito de março, data legal,
Uma marca social,
Já preparado o cerimonial,
Pra comemorar um dia especial.

É dia da mulher que canta,
Da mulher que encanta.
Tem uma que é santa,
O poder mais alto de levanta.

Esta mulher há tempos sofrida,
Mesmo com luta aguerrida,
Mil anos perseguida,
Aos poucos ganha guarida.

O tempo passou,
Uma ou outra emancipou.
Um novo rumo norteou,
Veio da vitória que o sutiã conquistou.

A luta feminina,
Já vem de menina.
O direito determina,
Maria da Penha incrimina.

Ainda falta respeito,
Ainda falta direito.
Ainda há preconceito,
Mas só ela sabe fazer bem feito.

É dona de casa,
Mãe e gestora,
Estudante e professora,
Sempre uma grande lutadora.

Passa fome para o filho comer,
Martiriza-se, se o filho adoecer.
Nunca foi de esmorecer,
É luta diária do amanhecer ao anoitecer.

Fica sem dormir até o filho chegar,
Prepara com amor o almoço e o jantar,
Balança o berço com cantigas de ninar,
Chora sozinha nunca é de lastimar.

Parabéns mulher guerreira,
Seja casada, amante ou solteira.
Parabéns você mulher altaneira,
És primeira, nem segunda e nem terceira.

Oito de março apenas marca a lembrança,
De um tempo sem esperança.
Hoje já há direito e confiança,
Quiçá o único baile seja a alegria da dança.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DE TODAS AS MULHERES!

Élcio José Martins

ElcioJose
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O PENSAMENTO É O FALAR EM SILÊNCIO

O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

Já voei em silêncio,
Já fui salvo no silêncio.
Já fui silenciado no silêncio,
Quem já não amou em silêncio!?

O pensar é conta de somar,
Dividir e multiplicar.
O grande pensar salva,
Engrandece e a alma lava.

O silêncio em pensamento
É o tempo e contratempo,
O tormento e lamento,
Respeito e crescimento.

Já disse tanta coisa no meu silêncio, só,
Que meus ouvidos se fecharam de dó.
Já cantei a música que sonhei,
Já fui Dom Juan. Já fui Deus e já fui Rei.

O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

O silêncio do pensamento a alma exorta,
O coração conforta.
Tranca de dentro da porta,
Um discurso que transporta,

O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

O silêncio eleva e transforma,
Medita e reforma,
Destempera e contorna,
Protege do que vem de fora.

Tem o silêncio do medo,
Um filme sem enredo,
O apontar do dedo,
Este, um grande segredo.

O silêncio da depressão,
Destrói a compreensão,
Mão sem contramão,
O amor é o remédio da razão.

O pensar em silêncio tem caminhos inversos,
Um poema sem rimas e versos.
Dilemas e contos perversos,
Verbos salvos em ritmos controversos.


O pensas agora?
Se for ruim joga fora.
Se for bom, aprimora,
Só verbaliza quando chegar a hora.

O silêncio é virtude,
Acalme-se e mude.
Mesmo que o desejo o ilude,
O que tem a dizer pode ser rude.


O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

Élcio José Martins

ElcioJose
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GUARANÉSIA E SEUS 117 ANOS


Chegou mais um aniversário de Guaranésia,
Nossa cidade querida.
Ontem e hoje foi atrevida,
Tem história de vida bem vivida.

Grandes nomes ao mundo, lançou,
Nas letras, nas artes, até bola no gol.
A cidade emancipou,
Hoje muita gente se destaca, como antes se destacou.

Forte na atividade industrial,
Está alavancando o seu lado comercial.
Por certo tempo esquecido,
Hoje está mais aquecido.

Nosso centro comercial era apagado,
Hoje está mais povoado.
Empreendedores de visão,
Estão investindo de montão.

Hoje podemos falar,
Perdendo a razão de reclamar.
O comércio tem um recado para dar,
Agora em nossa cidade tem o que se deseja comprar,

Lojas modernas já estão instaladas,
Padrão moderno e modeladas.
Entusiasmadas e preparadas,
Tem o casual, o moderno, também as marcas afamadas.

Há algum tempo temos o bairro afamado,
Rua do comercio, um local refinado.
Ficou conhecido e isolado,
Deixando o centro um pouco desolado.

Uma nova visão se manifesta.
Da cidade que gosta de festa.
A cidade cresceu e o comerciante entendeu,
Em novos bairros e no centro o comércio se estendeu.

Caro amigo me ajude a contar,
Quantas lojas novas podemos encontrar.
Há um novo momento comercial,
O comercio está ativo e não mais inercial.

Há algum tempo a cidade vem crescendo,
Novos projetos os investidores estão trazendo.
Conceitos velhos foram revistos,
Conceitos novos são os requisitos.

Parabéns Guaranésia pelos seus 117 anos de história,
O desenvolvimento e o progresso têm hora,
Não deixe para depois. Nosso futuro dependerá,
De tudo que fizermos agora.
Parabéns!!!
Élcio José Martins

ElcioJose
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