Edna Frigato
Nem sempre as palavras que saem da minha boca são as mesmas que chegam ao seu ouvido. Mas aí, isso já é um problema seu e não meu. Eu só me responsabilizo pelo que eu digo, não pelo que você ouve.
Numa ciranda de amigos é necessário dançar no ritmo que a maioria está tocando, caso contrário ficamos de fora da roda.
Esqueça o dia de ontem. Se as coisas deram certo ou não, o dia já acabou, o tempo virou a página e o transformou em passado.
Abra a janela, o dia amanheceu, o sol brilha lá fora! A vida desabrocha em cores! Há cheiro de flores orvalhadas! Há perfume de vida no ar.
Manhã tem o frescor dos recomeços, tem cheiro de terra orvalhada e café quente. Manhã tem cheiro de cachecol quentinho em dia frio, de vida desabrochando em luz ao primeiro toque do sol.
Existem vários tipos de prece. Se me perguntarem qual é a mais poderosa, sem hesitar direi que é aquela feita com fé.
A velhice em si não me assusta, o que me assusta é envelhecer só o corpo e ter uma alma jovem aprisionada em um corpo ancião.
O sofrimento nasce da não aceitação da dor como um mecanismo necessário para o nosso crescimento, para nosso desenvolvimento emocional e psíquico.
Sob a máscara cor de rosa jogada em um canto da cama havia sonhos, que silenciosos voltaram a dormir na quarta-feira de cinzas.
Dizem que a felicidade é simples, eu diria que não necessariamente. A minha por exemplo, nem sempre é assim. Às vezes, é extremamente fashion e esbanja luz, brilho, cor e purpurina.
A ousadia de um homem deve ser como a saia nas mulheres: nem curta demais para escandalizar nem longa demais ao ponto de não se fazer notar.
Uma das coisas mais difíceis de serem bem aproveitadas é o tempo e feliz daquele que no balanço do fim do dia, vai dormir com um saldo negativo dele, porque conseguiu usar com sabedoria tudo o que estava disponível naquele dia.
Cuidado ao apontar o dedo para os outros. Ao contrário do que se pensa, quando ressaltamos o defeito dos outros, mostramos o nosso pior lado. Quando ressaltamos as qualidades é o nosso melhor lado que involuntariamente revelamos.
O presente é um local estratégico, de onde temos uma visão ampla tanto do passado quanto do futuro.
O que poderíamos ter sido continua pairando sobre as reticências da ousadia que não fomos capaz de ter.
