Edna Frigato
Depois de ter o coração traído, quebrado, pisoteado, mais que descobrir a força que temos, a gente descobre que a função do coração é bater e não apanhar.
A vida é um quebra-cabeça e paciência é sua palavra de ordem. É aos poucos que uma peça vai se encaixando na outra até que se torne nítido o seu significado.
Dizem que a gente colhe o que planta, então plante esperança no solo fértil da fé e no tempo certo colha bênçãos.
A vida é tão corrida que a gente se esquece que dentro de cada um de nós tem uma farmácia com o remédio necessário para minimizar nossas dores, cicatrizar nossas feridas. A gente se esquece que além do poder de cura, também podemos prevenir dores da alma.
A gente se esquece que quando perdoamos, quando oramos, quando partilhamos nos curamos.
A gente se esquece que quando deixamos um pouco de lado as atribulações do dia a dia e paramos para brincar com uma criança ou com um cachorro, nos curamos.
A gente se esquece que quando mudamos de caminho e paramos para apreciar uma flor nos curamos.
A gente se esquece que quando doamos um pouco do nosso tempo para ouvir alguém, além de curar, também somos curados.
A gente se esquece que quando abraçamos, quando amamos, quando sorrimos não somos só nós que curamos, mas que também somos curados.
Então, usemos, abusemos! Todos esses remédios estão ao nosso dispor e não têm contra indicação.
Às vezes, a gente é obrigado a desistir de algo ou alguém, não porque desistiu de ser feliz, mas porque precisa resgatar a paz que perdeu.
Entre a chateação e a decepção há uma linha, chamada limite. Uma vez ultrapassada não há mais volta.
Teimosa, ela segue florindo nos lugares mais improváveis só para mostrar para a vida que ainda vale a pena ser flor.
Há três tipos de pessoas que se dão bem na vida: as que nasceram ricas; as que nasceram pobres, mas têm sorte e as que nem nasceram ricas e nem têm sorte, mas têm coragem de mudar.
As pessoas que devemos valorizar não são aquelas que estão ao nosso lado quando sorrimos, são aquelas que permanecem ao lado quando tudo que resta é o choro.
Eles não estão só na história da nossa cultura, estão no sangue de grande parte da população brasileira.
A vida é feita de surpresas: se por um lado a gente se surpreende negativamente com algumas pessoas por outro lado, outras pessoas nos surpreende positivamente.
A gente entende que a vida é mais forte que a morte quando vê que a planta que não resistiu aos açoites do tempo deixou uma semente no chão ao ser tombada por ele.
Se fecharmos a porta para o amor, eu acredito, que a nossa razão de existir também ficará para fora.
