Edna Frigato
Tombos são desafios que a vida nos impõe para forçar-nos a aprender novas maneiras de ficar de pé quando alguém nos passa rasteira.
Quando a gente percebe que a vida não é uma competição, começamos respeitar o nosso ritmo e andar mais devagar.
O medo de admitir que não são uma boa companhia para si mesmo é a desculpa que as pessoas usam para andar mal acompanhadas.
Certas palavras são como uma espada enfiada em nosso ventre: mesmo que retirada com cuidado, continuamos sangrando.
Se o lugar onde você está não te agrada, não se desespere, tampouco, duvide da tua capacidadede de mudança, o mundo dá voltas. Disso não tenha a menor dúvida.
Não é que eu esteja estranha, a questão é outra e muito simples: a minha vida não diz mais respeito a você e a tua não me interessa mais.
Se você quer contribuir para a construção de um mundo melhor pare de dar opiniões e comece a dar exemplos.
Minha mãe costumava dizer que nessa vida, a gente se acostuma com tudo. Podemos até nos acostumar, mas não devíamos. Jamais deveríamos nos acostumar com coisas que nos machucam, que nos diminuem ou que nos causam dor.
Às vezes, no intuito de nos proteger, erguemos muros altíssimos ao nosso entorno, ao redor dos nossos sentimentos, das nossas emoções e cada vez que alguém tenta derrubar esse muro, mais o reforçamos, mais o elevamos até que ele se torna impenetrável. Tudo bem, muros protegem, ninguém entra em nossa vida, ninguém nos decepciona, ninguém nos machuca, mas no fim percebemos que tivemos uma vida medíocre, sem emoção, sem nada de ruim, mas também sem nada bom e o que é pior, sem nada para recordar.
Conversar com alguém sobre as nossas dores ajuda a suportá-las, isso é fato, mas não fale onde dói em você para qualquer um, porque esse lugar se tornará alvo para os seus inimigos. Vai ser ali que vão golpear você com muita força quando quiserem te derrubar.
Não existe nada mais antagônico que o sorriso. Se, por um lado mostra o quanto alguém está bem por outro esconde o quanto está mal.
