Edna Frigato
Armadilhas do amor
Minha avó sempre dizia: fruta madura na beira da estrada só tem duas alternativas: a fruta está bichada ou tem caixa de marimbondos perto.
A velhice é a época em que nos libertamos da tirania da beleza, da escravidão do tempo, do ardor arrebatador das paixões e livres das amarras desses vilões experimentamos a ousadia de ser quem, de fato, somos.
Mulher, a sua beleza está no que te difere das demais e a sua imperfeição é o que a torna perfeita.
Não tenha pressa para encontrar a sua metade da laranja, em algum lugar existe alguém que se encaixa em você como uma luva.
Acho que a pandemia trouxe de volta o velho romantismo tão esquecido. A época áurea das cartas está de volta. Em tempos de conversas em tempo real, mensagens instantâneas e vendas online eu tenho recebido cartas: semana passada foram duas - uma da internet e outra da padaria; essa semana foram mais duas - energia elétrica e água.
Vivemos uma época em que as pessoas têm o seu campo de visão reduzidos: só enxergam ao redor do seu próprio umbigo e só estão preocupadas com seus problemas. É como se o todo não afetasse a parte, como se os problemas do mundo não lhe dissessem respeito. As pessoas não têm tempo pra mais ninguém além delas próprias, não sabem e não estão interessadas em ouvir seu próximo, nem mesmo os que dividem a mesma casa com elas. Como se isso não bastasse, vivemos a época do mimimi generalizado, todos se ofendem com tudo e por tudo gerando um campo de silêncio intransponível. Acho que na própria ditadura militar se falava mais do que hoje. Fala-se tanto em liberdade de expressão, tolerância e respeito, mas cada vez exercitamos menos essas virtudes que deveriam ser o pilar das relações humanas. Infelizmente, com as suas devidas exceções, vivemos em um mundo de pessoas vazias, intolerantes e medíocres. É isso que vemos por todos os cantos do mundo, não? Quanto mais a tecnologia avança parece que mais o ser humano se distancia dos elementos que o tornam humano, criando um abismo entre eles. Estatísticas revelam que 80% das pessoas guardam as suas emoções porque acham que os outros não vão entender sua dor e, de fato, não vão. Enquanto isso o contato diminui, as relações humanas esfriam, e a depressão e os problemas que vem junto com ela aumentam de forma assustadora.
Não desperdice as suas oportunidades de ser doce porque no fim o arrependimento será do seu excesso de dureza e não do de ternura.
A vida é uma faca de dois gumes: se por um lado exige que sejamos duros por outro pede que sejamos ternos.
Para que o corpo fique mais leve é necessário tirar alguns alimentos como gorduras e açúcares da dieta, mas para que a alma fique mais leve tirar pessoas pesadas e negativas da nossa rotina diária é suficiente.
A felicidade não nos chega pronta como um buquê de rosas colombianas amarradas com um laço de fita. Somos nós que lentamente a construímos com cada uma das pequenas flores que colhemos ao longo do caminho.
Aquilo que nós mulheres queremos de um homem, raramente é o que eles querem nos dar, até que deixemos de querer.
A sensualidade é uma espécie de perfume que corre nas veias de alguns privilegiados e exala pelos poros.
Uma alma elegante sofre mais quando por descuido esbarra em um coração delicado que quando atropelam o seu.
Um bebê é um anjo que caiu do céu, um ser angelical que chega com a missão sagrada de nos ensinar o que é o amor.
Tanto o bebê humano quanto o animal são portadores de uma inocência encantadora e é isso que enche o coração de amor cada vez que o nosso olhar os toca.
O amor é essa melodia pura que toca em nossa alma, esse turbilhão de sentimentos bonitos vibrando nas cordas da vida.
Não conheço instinto maior de uma mãe que a proteção e necessidade maior de um filho que a de ser protegido.
