Edna Frigato
Em um mundo de tanto barulho, feliz é aquele que sabe decodificar um olhar, que interpreta um sorriso, que consegue ouvir o som de um lágrima, que tem o dom de acolher em silêncio e ouvir o que o outro não é capaz de falar.
São as pequenas delicadezas que suavizam o caminho, colocam brilho no olhar e um pouco de cor nos nossos dias.
A minha alma é menina que ainda passeia entre sonhos;
A minha alma é raio de sol que beija o sorriso das flores;
A minha alma é céu claro bordado com estrelas azuis;
A minha alma é noite escura repleta de pirilampos;
A minha alma é ninho e abrigo de passarinho;
A minha alma é jardim onde pousam borboletas;
A minha alma é sorriso com janela aberta pro infinito;
A minha alma é nascente de onde jorra o amor;
A minha alma é relicário onde eu guardo bons pensamentos;
A minha alma é caminho por onde anda a poesia;
A minha alma é casa grande com vista para esse mar de emoções.
Hoje, às zero horas inicia-se oficialmente a temporada de reclamação do calor. Sejam bem-vindos ao inferno!
O preconceituoso nada mais é que um ignorante que se apressou em dar a sua opinião sem conhecer absolutamente nada dos fatos.
Azar não é um humano encontrar com um gato preto numa sexta-feira treze. Azar mesmo é um gato preto encontrar com um humano ignorante nesse dia.
Essa história de "sou um livro aberto" é papo furado! Eu não sou um livro aberto e nem tenho intenção de ser. Não porque eu tenha algo a esconder, mas porque não me interessa esse tipo de exposição. Sou um livro fechado, privado e a poucos dou a oportunidade de me lerem.
Ninguém nasce racista, nós é que plantamos essa erva daninha no solo fértil da criança. O dia em que ensinarmos as nossas crianças, e essas quando crescerem aos nossos netos, e os filhos dos nossos netos a seus filhos que cor da pele não determina caráter e nem inteligência e que por dentro as pessoas são todas iguais, talvez tenhamos criado uma geração finalmente livre desse fantasma chamado racismo. O primeiro passo para chegar a esse patamar é entender que criança aprende com exemplos e não com palavras.
Quando não puder tocar com as mãos, ofereça uma flores, porque só elas além do perfume possuem a mesma maciez do carinho.
Às vezes, convém olharmos para trás, não com o arrependimento de quem quer voltar ao passado ou com a nostalgia de quem quer transpô-lo ao futuro, mas para lembrar da força que tivemos para chegar onde estamos.
Não fale de solidão para quem anda em companhia dos livros: provavelmente essa pessoa não saiba o que é isso.
O limite das pessoas é o que você estabelece a elas, por isso, não reclame se elas passarem por cima de você.
Algumas ruins, muitas delas boas, outras nem tanto, mas todo relacionamento está cheio de histórias que só o tempo é capaz de contar.
Economizar energia faz parte da lei da conservação: não gaste a sua com coisas desnecessárias, com pessoas que não valem a pena.
À procura do Nirvana
Às vezes, é preciso chegar ao fundo do poço para descobrir que a força que temos vai muito além da que suponhávamos ter. Quando descobrimos essa força, lentamente a névoa da cegueira começa a se dissipar e passamos a enxergar claramente o nosso reflexo no espelho da realidade. Só então, se abre o grande portal e com ele a passagem que sempre esteve ali, mas que até então não enxergávamos. A subida começa lenta, mas com destino certo. O objeto passa a ser bem claro: chegar ao topo do poço, e para isso sabemos que é fundamental abandonar velhos hábitos e deixar para trás os pesos desnecessários. Com o coração leve subimos com mais facilidade os degraus do desenvolvimento que espiritualmente nos eleva, nos coloca mais perto de Deus, nos aproxima do divino que há em nós, do equilíbrio emocional e do tão cobiçado nirvana.
Se por um lado a tecnologia traz facilidades para a nossa vida por outro, causa prejuízos como um todo. O seu uso descontrolado leva nos a um empobrecimento das relações, nos faz perder o foco das coisas realmente importantes já que nos remete a uma visão distorcida da realidade. Estamos nos tornando uma população de zumbis virtuais dentro de uma realidade inventada.
