Demétrio Sena - Magé-RJ.

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GENTE FELIZ

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Obrigado por tudo, embora tenha
dado em nada; no vácuo; no deserto;
céu aberto sem fundo nem visão
para nova esperança noutro amor...
Obrigado, inclusive, por não ter
se obrigado a mentir um pouco mais;
por me ver como alguém que merecia
ver a sua real identidade...
Fui feliz porque fui, não fiz de conta
e gostei do licor falsificado,
sendo amado apesar de não ter sido...
Não se culpe da culpa que hoje sente
quando mente outra vez pra não sei quem;
é alguém que porcerto está feliz...

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REFLEXÕES DE UM PATRIOTA CANSADO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

... Quando faço descaso das promessas de um político, há sempre alguém que me fale para dar um pouco mais de crédito ao ser humano. Tudo bem; eu concordo; e mesmo que pareça o contrário, acredito no ser humano. Mas veja bem: o ser humano.

... Se quem não deve não teme, o meu temor da justiça está devidamente justificado. Confesso que devo. Devo e temo. Minha culpa é de nascença. Nunca tive recursos para pagar em espécie o preço da inocência, do indulto nem da razão, nas eventuais questões de justiça.

... A saudade que tenho da ditadura, da qual não tenho qualquer saudade, se resume à ilusão que outrora tive de como seria, especificamente, a nossa democracia.

... Honestidade política é termo redundante. O ser humano tem que optar entre ser honesto ou político.

... Imprensa não dá notícias... vende-as. E para vender notícias, é preciso manipular os fatos até adequá-los à clientela mais vantajosa e rentável.

... A polícia está dividida entre aqueles policiais que apenas prendem, aqueles que prendem e depois aprendem com os que prendem, e os que não prendem, porque já nasceram sabendo mais do que aqueles a quem deveriam prender.

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CARA A CARA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Estou aqui. Também quero falar mal de mim.
Pode ser assim, aqui e agora,
ou será melhor quando eu for embora?

TALVEZ

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O talvez é sinônimo de não...
mas não tem alicerce; fundamento...
é um não com direito ao arrependimento.

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TURISMO VISUAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Meu olhar desconhece um prazer mais fiel
que tomar os caminhos notórios em ti,
resvalar no teu céu entre nuvens de rendas
e sonhar que cheguei, como nunca será...
Faço ebó ao delírio dessa encruzilhada,
quando cruzas os rumos que levam à fonte;
como quem não quer nada, nada quero além
do que as águas discretas que brotam ali...
De repente os teus montes me chamam curvados;
quero todos os lados; não paro em nenhum
e me perco tentando encontrar equilíbrio...
É apenas turismo dos olhos vencidos
pela breve paisagem de todos os dias;
umas vãs utopias que brotam da pele...

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DESPERDÍCIO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Você me acende; não fuma;
também me adoça; não bebe;
me faz cair numa rede,
mas não me salga nem come...
Meu sonho nunca se apruma;
o corpo então não concebe
a falta de fome da sêde;
a falta de sêde da fome...

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MINHA FUGA

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Trago medos na mala e desejo trocá-los
por motivos reais de não sentir mais medo,
tenho calos no espírito e muitas lembranças
que preciso vencer pra me tornar seguro...
Guardo sonhos antigos, acumulo novos
lá no fundo insondável de minhas verdades,
massageio saudades que me causam dores
e às vezes nem sei em que momento estou...
Quero apenas fluir e vencer tanto nada
sobre tudo que a vida pode ser pra mim,
mas no fim do meu ser se desintegra e some...
Só preciso encontrar a coragem profunda
que se tranca e me pune por todo silêncio
com que fujo do mundo e não vejo ao redor...

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QUASES

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É assim que acontece; caio e voo;
vou de novo; depois, torno a voltar;
deixo estar, logo deixo de abandono,
quando volto a me ver ao ver teus olhos...
Faço festa e desfaço meu roteiro,
pois desmontas, remontas o cenário;
sou inteiro, porém me despedaço
e me torno lendário pro meu mundo...
Venço e perco pra minha fantasia;
cada dia me pega de surpresa
com a outra versão do teu humor...
Não consigo encontrar as tuas fases;
olho, enxergo, não leio tanta lua;
chego aos quases e o pé retoma o chão...

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PASTO AFETIVO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Traio todas as notas do silêncio em mim,
pois me rendo aos teus olhos cravados nos meus;
é assim que me perco do velho equilíbrio
com que acho saber o que faço aqui dentro...
Há um eu movediço no abismo que trago,
quando a tua presença me faz recuar,
tem um vago sentido que paira na treva
do meu ar preguiçoso; meu cosmo secreto...
Eu me abro no quanto me fecho pra ti,
sou exposto à medida que tento não ser
e vencer o que vence a razão embotada...
Sabes como arrancar a confissão retida,
minha vida se torna o teu filme já gasto,
se me perco nos pastos da tua expressão...

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VIDA IRREAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A vida real se revela
tão assombrosa e desumana
ou tresloucada e descabida,
que a mais absurda novela,
quanto mais nos pareça insana
mais se parece com a vida.

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AMOR VERBAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Prestar favores que não demandam sacrifício... fazer gentilezas que não pesam... oferecer solidariedade ativa que não traz prejuízo, são atitudes básicas... o mínimo que devemos fazer por quem podemos alcançar. Mesmo assim, classificamos tudo isso como dar moleza e falamos cada vez mais em amor ao próximo.

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CRONIQUINHA SEM VERGONHA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Entre o safado e o sem vergonha existe uma diferença considerável. O safado é um sem vergonha com intenções ocultas ou escusas. A sua sem-vergonhice tem alvo externo; quer sempre algo de alguém.
Já o sem vergonha é um safado sem malícia. Ele apenas não tem vergonha; sua safadeza é natural. Não estabelece alvo, resposta nem projeto externos, quando a exterioriza.
É meio louco escrever isto. Quem leu esta insanidade poderá desler, para se despir do risco de já ter gostado. Quanto ao mais, perdoe este sem vergonha pela safadeza de ocupar seu tempo com esta croniquinha.

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AMOR E MEDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Meço a voz, a palavra, os olhares que fluo,
tenho todo o cuidado pra não te afastar,
meio vou mas recuo de minha investida,
volto e volto a voltar, é meu quase constante...
Sonho tanto acordado quanto quando sonho,
depois durmo pro sono que tento dormir,
pois não sei se me ponho, me tiro do ar
que respiras e prendes em minha presença...
Caio em mim onde sobro na tua verdade,
logo tenho saudade, me chamo e respondo
para dar o que tenho aos temores de sempre...
Sei que sabes que sei que sabes o que sinto,
mas exponho e desminto, porque sinto muito
por mostrares tão pouco do que sou pra ti...

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NOVA ESPERANÇA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O caminho é pra frente, há seus atalhos,
os recuos que o mundo nos impõe,
atos falhos de saudades vencidas
entre pausas marcadas; pontuais...
Mas as nossas verdades nos despertam,
nos convocam pro tempo que não dorme,
pois manhãs preguiçosas viram tardes
e depois aceleram rumo às noites...
Uma vida requer algumas mortes,
marcas, cortes e muito sangramento,
nem por isso incentiva desistências...
Reticências apontam pro futuro;
só existe passado pra lembrança;
ponha nova esperança em sua grama...

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POBREZA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Tenho preconceito de pobres. Acho que todos podem ser ricos. Até mesmo os ricos. Pobreza de espírito é para pessoas intimamente acomodadas.

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EMPREENDIMENTO E APREENSÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.


Que nenhum empreeendedor seja ganancioso ao ponto extremo de se tornar um apreendedor da oportunidade alheia.

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BICHO BELEZA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sei que bichos mais livres estão por aí;
o calango, a serpente, o gavião e o lobo;
será bobo quem julgue ter mais céu ou chão
pra chegar e sair quantas vezes quiser...
Depois deles sou eu quem tem mais liberdade
de sonhar e querer, de sentir e pensar,
ter a própria verdade, criar sua lei,
ser caçado e caçar ao sabor dos instintos...
Não há bicho tão livre para ser quem é;
ser ateu e ter fé; cair fundo e voltar;
conquistar e perder, sem se perder de si...
Revirando meu lixo concluo e confesso;
muitos bichos mais soltos estão neste plano,
mas dos bichos humanos ninguém é mais bicho...

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EM TEU PRELO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O que lhe peço todos os dias, em minhas idas e vindas, é que você decida o que pensa e quer de mim. Resolva em seu coração se me permite ou proíbe; foge ou se torna próxima. Quero ver em seus atos o começo de uma relação consistente ou a declaração do fim. O que não posso mais aceitar é o meio termo que vejo entre os parêntesis de seus olhos e atitudes, e nas palavras medidas; comedidas; repletas de silêncio e zelo.
Nunca me considerei um exemplo de comportamento e virtude, mas posso me vangloriar de jamais ter sido mais ou menos. Sempre fui bem torto, e com isto, não confundi meus afetos, o que faria se fosse meio certo; nem certo nem errado; meio lá, meio cá. Não vejo qualquer sentido em ser meio alguém. E como sempre me abri totalmente, com todos os aleijões de minh´alma, de minha forma sem fôrma de ser, peço que você tranque ou abra de uma vez o seu coração para mim. Que me admire ou despreze. Convide ou expulse.
Quando sua velha gangorra finalmente cessar, triste ou alegre terei paz. Saberei se retorno deste ponto... se devo ir em frente. Verei se a distância tem algum horizonte, no que tange a você. Para tanto, você tem que ser quem é para quem sou. Aconteça o que acontecer, só me tire desse prelo. Seja flor ou espinho e me deixe optar, sem temor nem dúvida, entre querer ou rejeitar definitivamente o que sua sinceridade me ofereça.

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PRIVACIDADE

Que o cônjuge saiba
em linhas gerais,
o que você faz,
é transparência...
Se o cônjuge sabe
a cada vez,
o que você fez,
é imprudência...

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O AMOR COMO PROTESTO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Hoje posso entender, perfeitamente, os que só falam de amor. Cantam, versam, conversam, decantam e vivem toda a entrega dos que amam em forma de arte. Rendo minhas homenagens ao essencialmente romântico, ao brega e ao derretido que parecem não ver o mundo em todas as suas vertentes vivenciais... e ainda se dão ao luxo de serem livres da repressão econômica.
Eles rompem com tudo, se alienam, e mora nisto a não alienação. É assim que fazem o grande protesto sociopolítico. Não há nos poderes constituídos quem os governe ou represente. Mais ainda, eles matam de raiva os intelectuais, os militantes fanáticos ou neuróticos, amantes ou desafetos do governo. Ninguém consegue mentir para suas esperanças em verdades além das emoções.
Os que vivem de amor têm seus castelos, e não apenas de sonhos, ilusões e sentimentos. Também são de alvenaria, luxo e ostentação. Eles têm o poder, porque arrastam corações e perdem noção da própria força. São amados mesmo sem pedir votos, enriquecem sem roubar e não mentem pro povo, pois não precisam; sua verdade casa com a mais profunda verdade que nos habita.
Politicamente corretos em tempos de rebeldia enganosa, distorcida, os artistas do amor são a direita honesta e transparente, além de representar a todos... até os que fingem detestar o derretimento em versos, notas musicais, cores e outras formas de arte. O poder público e seus pingentes nunca entenderão o amor que seduz sem fazer promessa enganosa nem pagar propina.

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APRENDIZADO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Aprende-se muito com o sofrimento...
mas nunca sofra por não sofrer.
Aprenda outras formas de aprender.

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ALMAS EQUIVOCADAS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Muito irritado com a visão pessoal de Amâncio, naturalmente oposta à sua, sobre os atuais acontecimentos políticos envolvendo corrupção e impunidade no Brasil, o professor de sociologia, Pedro Amado, disse aos berros: "Deixe de ser burro, idiota e retardado, cara! Mete a cara nos livros! Leia! Só assim você conhecerá um pouco de história, para entender o que acontece de fato, neste país!".
Sem entender bem o enunciado, Amâncio passou a ler. Leu muito, mesmo: Drummond, Bandeira, Cora, Cecília, Quintana, Exupéry... Continuou burro, idiota e retardado para o mestre Pedro, que sabe tudo, mas não tem o dom da concisão. Mesmo assim valeu a pena, pois Amâncio passou a conhecer mais fundo, compreender e se apiedar de pobres almas como a do seu destemperado amigo.

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SEM PÉ NEM CABEÇA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Minha vida parece um poema concreto;
tem os baques incertos; os caminhos tortos;
vai do teto ao porão sem cadência medida,
volta, vai e revolta, se congela e quebra...
Meu enredo é partido em pedaços miúdos
e refeito em mosaico a cada vez que ocorre,
morre tanto que vive de morrer de susto
pra tornar a fazer o percurso ao seu alvo...
Sou sem pé nem cabeça da cabeça aos pés,
um revés que se acerta nos erros em série,
Hiroshima implodida e refeita sem fim...
Porém olhe pra mim; você verá que sou
algo mais do que show pra mostrar personagem
ou miragem de alguém que não há como ser...

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E POR FALAR EM QUEM FALA...

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Lido com as pessoas de meus relacionamentos, dentro de suas condições pessoais de conviver comigo. Sempre acho, embora muitas vezes equivocado, que tenho bem mais elasticidade para recebê-las, com suas variações de comportamentos, do que elas a mim.
Com algumas pessoas me permito ser essencialmente quem sou, em todas as minhas esquisitices, manias e charadas. isso tem muito a ver com a confiança de ambos os lados. E acredite; para lidar comigo, há que se ter muita confiança; tanto em mim, quanto em si próprio.
Com outras pessoas, para seu próprio bem, já me permito podar um pouco, se houver algum compromisso de convivência. E com outras mais, externamente nem sou quem sou, pelo quanto me adéquo, me ambiento e me aparo, no caso de ser especificamente necessário conviver.
Não sou falso. Ser falso é fingir para ter vantagem, trair ou prejudicar alguém em determinado momento, como jamais será meu caso. Apenas reconheço que não sou de fácil compreensão. Nem aceitação. Nem discernimento. A depender de com quem convivo, é necessário eu mesmo proteger essa pessoa de minhas nuances; minha liberdade; minha integralidade vivencial. Preciso estar menos eu, naqueles momentos que me põem próximo de quem não tem condições de conviver com as minhas verdades.
Então às vezes mudo. Não a identidade, mas a forma de apresentação. Isso acontece quando concluo, depois de muita convivência e observação, que a pessoa em quem confiei ao ponto extremo de não ter segredos, formalidades, e assim estabelecer uma entrega honesta e desarmada, não entendeu o contexto e o tamanho do afeto. Não houve qualquer entendimento de minha falta de noção.
É aí que acerto o compasso. Passo a ser para tal pessoa, o que ela pede que seja, desde que isso não me descaracterize para mim mesmo, ao que seria melhor o rompimento definitivo. Pense bem. Pense muito bem, antes de se permitir conviver com alguém tão cru. Tão sem cozimento, confeitos e aparatos.

Inserida por demetriosena

AMOR E PRAZER

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Vem aqui, entra um pouco e deixa tudo
lá no mundo esquecido em seus conflitos,
deixa os gritos de guerra e de agonia
para quem subestima o que há de bom...
Desaprende a linguagem rebuscada;
fica leiga em gramática e ciências;
bem tapada em História do Brasil;
tira dez no prazer que nos aguarda...
Não há entre os de farda ou à paisana,
ou de verbo e de verba, os investidos,
o que valha o temor do que sentimos...
Entra um pouco e depois nos adentremos;
os extremos do amor nos arrebatam
da mentira de sermos cidadãos...

Inserida por demetriosena