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A dissimulação algumas vezes denota prudência, mas ordinariamente fraqueza.

Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz.

Amar a dor é tentar Deus.

A prudência é uma arma defensiva que supre ou desarma todas as outras.

A vida, quando é miserável, custa a suportar; se é feliz, é horrível perdê-la. Uma coisa equivale à outra.

Beleza, presente de um dia que o Céu nos oferece.

As dívidas são bonitas nos moços de vinte e cinco anos; mais tarde, ninguém lhas perdoa.

O desejo de igualdade levado ao extremo acaba no despotismo de uma única pessoa.

O valor que não tem por fundamento a prudência chama-se temeridade, e as façanhas dos temerários devem atribuir-se mais à sorte do que à coragem.

O casamento é o egoísmo a duo.

Os homens fingem desinteresse para melhor promoverem os seus interesses.

Nunca comeces o casamento por uma violação.

A familiaridade tira o disfarce e descobre os defeitos.

Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.

O luxo, assim como o fogo, tanto brilha quanto consome.

Condenamos por ignorantes as gerações pretéritas, e a mesma sentença nos espera nas gerações futuras.

O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.

A poesia é uma doença cerebral.

Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.

O que vulgarmente faz que um pensamento seja grande é dizer-se uma coisa que nos conduz a muitas outras.

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.

Desprezos há, e de pessoas tais, que honram muito os desprezados.

Quem está ausente, teme e tem todos os males.

Uma casa sem mulher não tem tormentos nem glória.

As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.