Dê
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Os maus não são exaltados para serem felizes, mas para que caiam de mais alto e sejam esmagados.
Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.
Quem não pode ou não sabe acumular, nunca chega a ser sábio nem rico.
O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.
É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.
A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.
A maior parte dos desgostos só chegam tão depressa porque nós fazemos metade do caminho.
Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.
A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.
Os bons presumem sempre bem dos outros; os maus, pelo contrário, sempre mal; uns e outros dão o que têm.
O louvor não merecido embriaga como o vinho.
Para mandar muito tempo e absolutamente sem alguém é indispensável ter a mão leve e, nunca lhe fazer sentir, por pouco que seja, a sua dependência.
Não deve fazer-se pela via da lei o que pode fazer-se pelos costumes.
O louvor que mais prezamos é justamente aquele que menos merecemos.
Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos.
Apenas o silêncio é grande, tudo o mais é debilidade.
É a cinza dos mortos que cria a pátria.
Os livros têm-me servido menos de instrução que de exercício.
A avareza contribui muito para a longevidade, pela dieta e abstinência.
Muito transforma-se em pouco se se deseja um pouco mais.
Uma nuvem sobre a alma cobre e descobre muito mais a terra, do que uma nuvem no horizonte.
As mulheres dão mais valor aos atrativos do que as paixões.
Os bens que a ambição promete são como os do amor, melhores imaginados que conseguidos.
Querendo parecer originais, tornamo-nos ridículos ou extravagantes.
Deixamos de subir alto quando queremos subir de um salto.