Chico Buarque

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As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.

Quando ela mente; Não sei se ela deveras sente; O que mente pra mim
Amores serão sempre amáveis
Só vim te convencer; Que eu vim pra não morrer; De tanto te esperar
Hoje lembrando-me dela; Me vendo nos olhos dela; Sei que o que tinha de ser se deu; Porque era ela; Porque era eu
Outra noite; Outro sono; Como se eu sonhasse o sonho de outro dono
Foi um sonho bom; De sonhar porque; Me sonhava com você
Quem sou eu para falar de amor; Se de tanto me entregar nunca fui minha
Hoje lembrando-me dela; Me vendo nos olhos dela; Sei que o que tinha de ser se deu; Porque era ela; Porque era eu

Imagina hoje à noite a gente se perder
Imagina hoje à noite a lua se apagar

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz...

No palco, na praça, no circo, num banco de jardim, correndo no escuro, pichado no muro... Você vai saber de mim.

Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
saiba que os poetas como os cegos podem ver no escuro.

E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão-de se entregar assim:

ME LEVE ATÉ O FIM!

E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz, você era a princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se adimirar!!!

Quem sabe um dia, por descuido ou poesia, você goste de ficar?

Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida

Minha mãe sempre diz: Não há dor que dure para sempre!
Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!
E apesar de saber de tudo isso. Por que algumas dores duram tanto?
Por que alguns sentimentos (diga-se de passagem os mais ridículos) demoram tanto a passar?
Por que olhar pra ele reaviva esperanças perdidas e suscitas lágrimas quentes até então contidas?
Por que o cérebro ainda não inculcou no coração que esquecer faz bem a saúde?
Por que tudo não pode ser como um bonito filme francês?

Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde

Diga ao primeiro que passa; que eu sou da cachaça; mais do que do amor

Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza...

Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Longe dele eu tremo de amor, na presença dele me calo.

Eu sou seu incesto; Sou perfeita porque; Igualzinha a você; Eu não presto

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
(...)
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Eu canto a dor que eu não soube chorar.

Nunca é tarde, nunca é demais; Onde estou, onde estás; Meu amor vem me buscar.

E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer. A memória é uma vasta ferida.

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

As batidas do coração jamais deveriam se escravizar aos tiquetaques desencontrados de dois relógios diferentes.

Talvez nem me queira bem; Porém faz um bem que ninguém me faz.