Charlanes Oliveira Santos

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Ecoam as palavras como um culto corredor em oculto do meu peito sombras do vazio faz pousar as lembranças ferida que é acalentada... tanto tempo me seguiu. e cada espaço de compassos vagos... permitir permito por solidão
Minha alma, tão inquieta e clara lua se entrelaça na minha
como um fio de luz sem licença derruba as paredes de carne e acende meu corpo o sol e novamente tocar o seu no perfume de uma lembrança... vir ela
E quando seus lábios nos lábios como miragem em tons de delírio,
se inclinam para o universo dos meus sonhos todo o chão que conheço se desfaz... Flutuamos no leito insano da magia que inventamos, como se o mundo, enfim, compreendesse a nossa febre,
nosso alento, nossa língua feita de silêncio ardente.
Mas confesso por dentro, ainda me atrapalho entre a amada e a amante entre o que fui e o que desejo ser ao seu lado
Atravessei tantas despedidas que aprendi a amar com cuidado,
e ainda assim, você me pede, por um instante apenas,
um lugar que é só seu esse espaço vago que ficou em mim
Eu espero de vez em quando outra visita ate você encontrar o caminho de volta... percebo que um anjo feliz que me acompanha e tão igual estes momentos desiguais...
Ela leva rouba os nossos pensamentos nos escuros e as sombras no vai e vem apenas respiro o agora no amor de outrora...
Bebo o luminoso som da juventude abranda de suor... meus medos antigos são intercalador deste livro o meu... no giro de cada página repousada...
Sem calma envolve seus voos ainda sem mapa vou baixo entre as nuvens de emoção
Então deixo que venha e casado deito no silêncio entre o meu peito na madrugada só o som da respiração alma molhada de vinho...
Esquecer um pouco no pouso o adeus que tanto doeu...
Nos encontros reordenam o destino corpos que desenham futuros
de almas que se reconhecem e permanecem por um instante...
Eles acontecem como a aurora, lentamente, e quando percebemos já estamos dentro da luz uma moça mais jovem que meus medos,
mais suave que a ausência que eu carregava... e ainda assim tão profunda que parecia vir no aperto firme sua pele e seu olhar antes dos meus soubesse decifrar ela ali sem ruído, tua alma amarrou-se à minha...
num gesto tão simples que parecia destino...prometeu sem haver promessas sem exigência exigiu minha presença... apenas esse reconhecimento silencioso
que certos seres têm quando se encontram
na hora exata em que estavam prontos para calar todos os anseios
Quando os teus lábios, em delírio suave buscaram os meus,
foi como se o universo me lembrasse que o amor não pertence ao passado, mas à coragem de sentir o novo de novo
Flutuei não por você ser jovem, mas pela certeza do que queria cada instantes perdidos entre a amada que já tive e a amante
A evolução que o coração não se divide se expande...
A filosofia ensinou-me
que o tempo não devolve o que levou, oferece novos sentidos
Para aquilo que ficou.
Você ensinou-me que o amor pode ser cura
No instante de um acordo silencioso entre duas almas
saber onde o caminho termina
O tempo que nos separar agora um dia seremos leves como ar e ancora da certeza e saberemos que houve entre nós paixão mais, pensamento e corpo sentido em cada encontro deste desencontros

O céu durado e o banco no ribeiro a beira amar…
Sozinho o vento bate forte..., mas eu lembro-me de não ter que fazer sozinho desistir antes da queda... voltar ao conforto...
Se eu ainda o ser das minhas nostalgia e se lembrar de quem poderia te sido do irreparável que não mais me aprisiona escolho se livre alternativas escolhas de sempre...
A noite dentro do azul profundo perturbador e sombrio da troca do tarde alaranjada... inicio da noite que impõe uma nostalgia estranha de encerramento de mais um dia
Versos grudentos neste ditas sobre a tela de fundo preto nada se ver somente a voz que dura provoca a lenta criação de uma solidão profundidade que as palavras medem com as sombras poema contorcido por cima dos meus músculos a carne tenta respirar sílaba na firmeza dúbia... Já faz semanas que você não vem aqui me fazer lembrar dela...
A vida parece poesia em alguns lugares em algumas almas... E em alguns fadados a escrevê-las na solidão da tal percepção

Estou dentro de uma caixa
Meu espirito estar quebrado
Meu corpo frasco frágil
Se um ser ocular me observasse seria como a noite se esfuma
Como se a sombra abraçasse outra...
Como se na aureola circulasse o tempo
No vácuo vazio do firmamento um cisco a deriva no gelado espaço flutuasse...
A prisão eterna do nada para segura e proteger o silencio dele mesmo...entregue circula sem próprio efeito que se esvai pedido...
Nunca vir tamanho silencio...
O fio invisível entre a vida e a morte.
tão frágil quanto o pó que dança na luz,
tão vazio quanto o eco que eu mesmo criei.
Mas é nesse vazio que encontro algo meu,
uma pequena centelha que insiste em arder
mesmo quando a noite inteira sopra contra ela.
Aos poucos entendo
que existir não é mais do que ser testemunha:
testemunha do meu medo,
do meu silêncio,
da minha queda,
e ainda assim, do meu espanto diante do mundo.
Há uma beleza simples nisso,
uma beleza tênue, quase secreta
a beleza de ser mortal.
De saber que o tempo me atravessa,
mas ainda assim sentir,
ainda assim querer,
ainda assim seguir.
Sou observador e parte,
sou poeira e pensamento.
E no encontro entre o nada que me envolve
e o pouco que sou,
surge um propósito que ninguém me deu:
o propósito de sentir o que é existir,
de existir enquanto ainda posso ir,
mesmo frágil,
mesmo pequeno,
mesmo efêmero como um sopro no espaço.
E talvez seja isso—
meu descobrimento silencioso:
não sou grande,
não sou eterno,
mas sou.
E ser, por um instante, já ilumina tudo como coração bate fraco constante
mas ainda pulsa um lampejo tênue,
como se a noite respirasse dentro do meu peito
e a sombra aprendesse a sussurrar meu nome.
Sou corpo-frasco frágil,
translúcido ao toque do vento,
e se um ser ocular me observasse,
veria o tempo escorrer pelos meus contornos
como um anel que gira sem nunca se perder,
um ciclo preso à própria eternidade.
No vazio do firmamento,
sou cisco errante,
flutuando entre o frio e o silêncio,
entre o tudo que não alcanço
e o nada que me envolve.
A prisão eterna do nada
parece guardar-me com cuidado,
como se protegesse meu silêncio
do ruído de existir.
E eu, entregue, circulo sem direção,
um efeito que se esvai, sem dono, sem eco,
esquecido pela própria ausência.
Nunca vi tamanho silêncio...
e mesmo assim, ele me olha de volta,
invadindo-me com sua boca invisível,
a devorar o que resta do meu som,
até que eu seja apenas bruma,
e a caixa, apenas um suspiro preso no infinito.

Noite de pós chuva as nuvens caminha sobre os telhados como carroceis de cavalos brancos...
O clima de frio em ascensão os pedaços das sombras arrastadas um zumbido crescente que se intensifica não há nada lá movendo nas teias da solidão criamos saudade em lembranças que já se foram os nos olhos ver o brilho do passado através uma lagrima ou de varias...
Ela passou aqui tão rápido ousou me usar nem feriu á solidão tão entranha como razies nas veias eu já desolado queria um "eu te amo" mais o ventos assopra o tempo de asas ligeiras...
E os ventos, sempre eles, levando no sopro fino as promessas que ninguém sustenta…
A noite respira devagar, ferida, como se cada estrela fosse um soluço preso no céu.
Caminho entre restos de silêncios rasgados os passos ecoam como se anunciassem um destino que não muda.
A lua, pálida e distante, abre fendas de luz nas poças ainda frescas da chuva onde meu rosto se desfaz em reflexos partidos.
E no embalo das lembranças, a saudade mastiga o peito com dentes de bruma, recorda o toque que nunca voltou,
a voz que se perdeu no labirinto das horas.
Ela sombra breve atravessou meu mundo como um cometa cansado, queimou pouco, brilhou menos, e ainda assim deixou rastro demais.
Fiquei com o gosto amargo do quase, do que não foi dito,
do “eu te amo” abortado antes de nascer…
E o vento, tão cruel quanto sábio, recolhe cada palavra que tentei salvar, joga tudo no abismo do tempo
e segue, indiferente, com suas asas ligeiras carregando o pouco que restou de nós.
E quando o silêncio repousa pesado demais, parece que até as paredes respiram comigo, num lamento lento, quase humano,
como se a casa inteira sentisse tua ausência.
As sombras se dobram nos cantos, fazem gestos estranhos,
arrastam memórias como correntes antigas.
E eu, nessa vigília sem nome, procuro no escuro algum vestígio teu
um cheiro, um eco, um pedaço de riso esquecido entre as frestas do tempo.
Mas tudo foge tudo evapora tudo se esvai como vapor frio
saindo da boca de quem deseja e não tem.
A madrugada, cúmplice amarga, pinta no céu cicatrizes de açafrão e cinza
E eu sigo, solitário, colhendo restos de sonhos
como quem recolhe folhas mortas de um outono que nunca termina.
Teus passos ainda soam na minha lembrança, tão leves que ferem,
tão rápidos que machucam
E o coração esse velho sobrevivente
bate torto, lento, como relógio cansado que insiste em continuar dizendo ao mundo que ainda há luz em algum canto.
Mas o vento, eterno mensageiro dos perdidos que espalha minhas esperas pelo ar como papéis de poemas rasgados de uma história inacabada