Castelhano
A arte foge de conceitos
Ela reproduz aquilo
Que não é perfeito
É o que somos
E nossos sentimentos
A arte está além
De quadros em museus
Ela está no seu e no meu
Desenho, poema, gravura e pintura
No seu criar da cultura
A arte pode ser
Coletivamente produzida
Mas é individualmente sentida
A partir da sua
E única perspectiva
Então, deixe a sua marca
Nesta estrada
Ponha a sua emoção
A sua visão da realidade
Venha, se expresse pela arte
Sobre amar
Amar alguém não é desejar
Um relacionamento amoroso
Se o amor existe
Ele não arde em ciúmes
Caso a pessoa se interessar por outro
Pelo contrário há o apoio
Se isso traz felicidade para quem se ama
Não há um que reclama
Pois o amor é muito mais
Que sempre estar lado a lado
Ele se mostra verdadeiro
Quando estamos distantes
Mas mesmo assim
A pessoa não sai dos nossos sonhos
E nos encontramos planejando
Uma maneira de dizer
Que nos importamos
Com a pessoa que amamos
E não ligamos se não é
Da mesma forma recíproco
Nos contentamos com uma amizade
E sabemos que essa escolha
Foi a melhor para nossa realidade
Cometi um erro
Que se quer sabia que era errado
Mas era
E com isso fui marcado
Era para ser
Só mais uma noite
Como todas as outras
Mas agora é daquelas poucas
Onde simplesmente
Quebro mais uma vez
Como se fosse a primeira
Aquela que há de doer
Não cogitei a possiblidade
Mas o improvável
Veio ser realidade
E as palavras ouvidas
Foram verdades doídas
Sentidas na carne que se fere
Então as lágrimas visitaram
A terra arrasada
Da pessoa quebrada
E os olhos clamavam
Para serem fechadas
Enquanto o vermelho
Escorria do pulso
Com a mão no peito
Junto ao sentimento
De adentrar no escuro
Em busca do fim
Para seu porto seguro
" O otimista idealiza o sucesso, o pessimista decreta o fracasso e o realista apenas vê o que é possível".
Perdido no espaço
Estou tentando me encontrar
Em meio ao grande espaço que se expande
Tão grande, comparado a momentos antes
Tão mudo e bege como de costume
Venho vagando há um tempo
Sem espaçonave
E sem passa tempo
Somente a deriva de pensamentos
Busco o controle
Mas a gravidade dá zero chances
Para escolher o destino
Como costumava fazer antes
Encontro astros pelo espaço
Enquanto a mente entra em colapso
Sem saber para onde
Começar a dar passos
Vejo a luz que irrompe o escuro
Que percorre o vácuo
E risca o espaço
Atingindo meu olho
Contemplo a luz alumiar
O redemoinho espacial
O qual concede o final
Para a pequena estrela
A luz entra e ilumina
E logo mais esvai
A minha pequena vida
Revolução Francesa
Rege o Antigo Regime
A imagem do rei é sublime
Não há democracia
Mas sim o privilégio para a aristocracia
Clero e nobreza vivem luxuosamente
Mas em baixo vive a burguesia
Somente pagando impostos
Tendo a miséria e fome como vizinha
O povo não aceita seu estado
Já se passou muito tempo e está cansado
Exigem seus direitos ao governo
Para as ruas vão tomados de fúria
O primeiro ato é realizado a queda da Bastilha é um fato
Agora o poder absoluto do rei é questionado
A crise econômica e política se inicia
O rei Luís XVI é pressionado
Então convoca todos os estados
Mas a votação era injusta
No entanto o 3º estado vai à luta
E a Assembleia Nacional Constituinte é formada
Uma conquista é alcançada
A declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é aprovada
A liberdade, igualdade e fraternidade estão mais próximas
Agora ocorre a finalização da constituição
O poder do rei é diminuído
Três poderes são criados, executivo, legislativo e judiciário
Mas, internamente começa uma divisão entre os revolucionários
De diferentes formas eles pensavam
Surgem dois grupos, girondinos e jacobinos
E sob a liderança de Maximilien Robespierre
A ditadura jacobina é introduzida
Junto ao voto universal e fim da escravidão nas colônias
Muitos são mortos na guilhotina
Pela censura mantida
Até o próprio rei Luís XVI e Maria Antonieta
Então, Robespierre é acusado de tirania
Condenado à morte na guilhotina
Assim se encerra o período de Terror na revolução
A ascensão dos girondinos ao poder se inicia
Mas há grande tensão referente à guerra
Junto a dificuldades financeiras e insatisfação da população
Portanto o Diretório recorre ao exército
Na figura do general Napoleão Bonaparte
Este mesmo dá um golpe, o 18 de Brumário
E em 1799 depois de dez anos
O fim da Revolução Francesa finalmente chega
A aristocracia perdeu seus privilégios
O absolutismo deu lugar a democracia
A França saiu do estágio feudal para o capitalista
E uma herança foi deixada
A constituição e a separação de poderes em uma nação
O mesmo dia
Com as mesmas 24 horas
As mesmas palavras errôneas
Junto a atitude hedionda
O mesmo lugar
Onde é o único que poderia estar
A mesma falha na comunicação
Atrelada na interação
A mesma limitada liberdade
O mesmo incerto pesadelo
O mesmo antigo desejo
O qual não pode tê-lo
Pois, o homem não pode
Ir contra o seu nascimento
"Há a desigualdade em meio aos que se diferem, mas há um ponto em comum, a humanidade, por isso se equivalem e precisam dos mesmos direitos".
O tempo roubou os meus dias
E agora irei roubar as sus horas
Invertendo os ponteiros
Recuperando cada instante
Que vive em memórias
Eu amei
E o tempo me fez parar
Eu me senti bem
E o tempo me fez indiferente
Eu queria aquela sensação
Mas o tempo sempre rouba
O que nasce em meu coração
Eu disse para mim mesmo
Você será mais feliz no futuro
Mas por hora, fique aí
Construa a sua vida
Enquanto há energia
E depois sinta
A artificial dopamina
"Quanto peso e significado nós depositamos em algo escrito por um fulano aleatório com uma foto de paisagem no fundo?"
"Alguns questionam o que sentem, eu questiono o que faço, e com a resposta em mãos eu crio o que sinto."
