Castelhano
"Você não está sozinho"
"Você consegue"
"Você é importante"
São apenas palavras avulsas
Sem sentimentos
Sem testemunhas
Sem remetente sem destinatário
Apenas jogadas de qualquer jeito
Que não farão nenhum efeito
É tão triste
Quanto a mesma coisa persiste
Ninguém me entende
Isso se repete sempre
Mas não é
De minha infelicidade apenas
Existem muitos
Com esse mesmo problema
Mas ainda acho
Que ele não tem solução
Mesmo se disesse mil palavras
Ninguém me entenderia
Isso deve fazer parte
Daquilo que chamo
Eu e a minha vida
Agora estou confuso
Meu coração ficou mudo
Mas o sentimento não é nulo
No entanto
Não sei mais o que escuto
Algo diz para continuar
Outra voz para parar
Eu só acho
Que ambas vou misturar
Talvez eu esteja louco
E disso
Bom... não duvido nenhum pouco
Minha mente sente dor
E ao mesmo tempo
Uma sensação familiar
E um tanto peculiar
Eu apenas gostaria
De isso apreciar
Não quero parar
De fazer o que faz
Isto aqui dentro nascer
Eu estendi o braço
E dei alguns passos
Com minha mão peguei
O cálice sobre a mesa
Tomei o que nele tinha
E agora sou este alguém
Que sabe... que talvez
Essa história
Não acabe bem
Mas mesmo assim
Não hesitaria
Em escreve-la
Com sua própria tinta
Diante dos meus olhos
Há uma ideia
É aquela antiga
A qual a um ano
E uns meses atrás tinha
E agora ela voltou
E nisto está o meu coração
Que bate por apenas
Uma única emoção
"As formas de algo dar errado sempre serão maiores , mas caso der certo fique feliz, pois as probabilidades indicavam o contrário".
Nós somos como livros
Somos julgados pela capa e título
Mas o leitor nunca saberá
O real sentido
Se não ler o livro
A vida recebe sentido
Pelas palavras daqueles
Que nos explicam
Mas logo mais
Nós passamos a questionar
E não conseguimos repostas encontrar
E quando estamos perto do abismo
Pronto para nos jogar
Percebemos, que a vida
Não precisa de sentido
Para ser vivida
Aceite os espinhos
Das rosas vermelhas
Enquanto adentram na pele
Rasgam sua carne e o fere
Engula a água
Das suas próprias lágrimas
Enquanto entram pela garganta
E sufoca a sua pessoa
Aceite o peso das pedras
Lançadas pelas perdas
Que caem sobre sua cabeça
E faz um doce estrondo em seus ossos
Aceite... aceite... aceite
Apenas aceite...
Aquela dor que o persegue
E deixe....
Que isso o liberte
Um turista bate a porta
A pessoa abre
E faz uma pergunta
Em busca de resposta
Assim se estabelece
Alguém ali dentro
Os dias passam
E juntos estão vivendo
Ele diz para mover os móveis
Reclama da comida
Diz para comprar uma rede
E pintar outras cores na parede
Acordos são feitos
Cada vez mais breves
Sim ou não aparecem
E nada é como antes
Em todos os instantes
Há momentos tensos
E regados a muitos...
Sentimentos
Mas um dia chega
O sol não brilha
E na noite não há estrelas
A estreita porta é aberta
Uma mala marrom
E nehuma carta
É deixada sobre a mesa
E pela janela o frio entra
As cobertas não são....
Bom... O suficiente
O corpo esfria
E o coração sente
Quando se acorda vê
Realmente era
Um turista
E já saiu de sua moradia
Agora trancara as portas
Colocara grades na janela
Cercas nos muros
Para o coração....
Se sentir seguro
Palavras
Elas não são armas
Mas ferem
Não são antídotos
Mas curam
Elas são o que são
Mesmo que digam que não
Porém sei
Delas nunca abro mão
...
Mas também sei
Não posso usa-las
Como bem entender
Apenas só posso
Uma de cada vez
Era fácil
Olhar para si
E rir de escárnio
Era bom não descobrir
Aquilo que
Muitos dizem sentir
Era confortante saber
Que eu poderia ser
O que quer que fosse
Era legal
Deitar a cabeça
No travesseiro e o teto olhar
Era a melhor coisa
Simplesmente imaginar
Tudo que não viria a existir
Era boa a sensação
De não viver
Uma forte emoção
Era prazeroso viver
Sem o saber
Que ecoa em meu ser
Não sei porque
Mas me afoguei
Porém percebi
Eram as lágrimas que derramei
Nunca pensei
Que choraria assim
Em nome de uma emoção
Sendo que em mim, reina a razão
Vi que nada mudaria
Cada esforço feito
Em cada dia
Tentando criar algo
De fato
Seria especial
A conclusão seria bela e real
Mas talvez não haja
É provável que eu pare
De dar continuidade
A aquilo que desejava
Que fosse verdade
Amar não é simples
É muito complicado
E ainda mais estranho
Quando a pessoa não sabe
Que por você
É amada
Para consertar algo
Precisa estar quebrado
Para achar algo
Precisa perde-lo
Para conseguir algo
Precisa almeja-lo
Para ter em mãos
É necessário tirar o pé do chão
Antes não tinha feito este poema
Mas vejo que o mundo
Está de ponta cabeça
Hospitais estão cheios
E pessoas morrem por covid
Mas outras doenças existem
E o decreto foi feito
Ficar em casa
É considerado o certo
A escola não funciona
Empresas fecharam as portas
E por conta disso houve revoltas
Empregos foram perdidos
Dias letivos acabaram
E férias forçadas nos deram
O caos reina
A tristeza se revela
E surgi apenas problemas
Não há otimismo que vença
A realidade não dá brechas
E a ignorância em alguns persevera
E não sei o que fazer
Ao não ser continuar
A realizar o que estão a me falar
Porque o sentido para mim é inexistente
E prossigo, pois, seria difícil
Dizer a palavra
Desisto
Uns sofrem quando não vemos
Outros sempre estão morrendo
A cada dia por dentro
E quando se sabe disso
Há aqueles que motivam
E usam de seu otimismo
Mas nós sabemos
A equação que resolve
Não é formada só de pessoas
O tempo, elevado a paciência
Multiplicado pela mente plena
Somado a si mesmo, e a alguém que entenda
Ainda há quem não precisa
De conselhos e palavras dos outros
E estes são os mais complexos
E não
Nunca os entendemos
Baile de máscaras
Pequenas e grandes
Escuras e claras
Sem estampa ou estampada
Todas elas estão
Sobre as caras
As pessoas andam
Para lá e para cá
Num vislumbre pequeno
Respirando novo ar
Dando passos sem perto estar
Toques mortíferos
A falta de raciocínio
Desencadeia a quebra
Daquilo que nos faz vivos
O nosso organismo
Muitos são pegos
Porque se fizeram cegos
E de inocente se alegam
Mas a pena que lhe resta
É a maior sentença
Ainda existem os não culpados
Mas estes também foram acusados
Mesmo assim todos dançaram
No baile de máscaras
Onde a presença da mesma
É uma grande piada
