Bruno Ramalho

Encontrados 19 pensamentos de Bruno Ramalho

⁠poesia: há no que não está, está no que não é e é no que não há.

Inserida por bruno_ramalho

⁠viver é herdar os mortos.

Inserida por bruno_ramalho

⁠sem ter ido,
desde que fui
tenho sido.

Inserida por bruno_ramalho

⁠escrever é entrar em casa.

Inserida por bruno_ramalho

⁠ao norte, o medo de morrer,
não nos deixa perceber
que quem morre mata a morte.

Inserida por bruno_ramalho

⁠amor que trata e cura
não tem tarja nem bula.

Inserida por bruno_ramalho

⁠olhares anoitecidos
têm fome de horizonte.

Inserida por bruno_ramalho

⁠entender que carrego segredos
que ainda não me revelei.

Inserida por bruno_ramalho

⁠oferecer o ócio às saudades
e esperar que elas se deitem.

Inserida por bruno_ramalho

⁠entender o que é preciso esquecer
para não ter mais saudade de mim.

Inserida por bruno_ramalho

⁠amar para adoçar a vida
com sal escorrendo dos olhos.

Inserida por bruno_ramalho

⁠o que me dói verdadeiramente nas espáduas é o peso de não ter asas.

Inserida por bruno_ramalho

ninguém cala a boca dos olhos.

Inserida por bruno_ramalho

⁠haja poesia para tanta ferida.

Inserida por bruno_ramalho

⁠que cada leitura do outro
faça de mim um novo escrito.

Inserida por bruno_ramalho

⁠mudei o que me fez mudo e me fiz muda.

Inserida por bruno_ramalho

⁠a conta não
fecha, se,
em um par,
um é ímpar.

Inserida por bruno_ramalho

⁠fazer com que eu ame amanhã
quem serei ontem.

Inserida por bruno_ramalho

ilação



no lugar comum

de explicar por que escrevo,

não pretendo achar motivo

que, por outro,

já não se tenha dito:

escrevo só mesmo porque é bonito

e, assim, alento os meus dilemas;

escrevo porque,

embora sangrem mais,

as feridas doem menos

quando abertas em poemas.