António Prates

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⁠De pouco valem as minhas boas qualidades se o meu carácter não as conseguir sustentar.

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⁠Na mesma rotina tudo vai de mansinho,
sob a lamúria dos homens mais certos...
Alguns faladores armam-se em espertos
e outros comprovam os copos de vinho.

Um novo turista parece perdido,
junto aos juízes do Alto da Praça,
dão-lhe a sentença enquanto ali passa:
será um letrado ou então foragido!?

Passa um carro grande de asas abertas,
reclama atenção aos olhos dos críticos,
nas montras que são também dos políticos,
que à tarde se juntam a horas mais certas.

Ouvem-se verdades dos chamados loucos,
esses sem juízo, esses meus iguais,
perante a bondade dos seres maiorais,
que sendo bastantes parecem tão poucos.

Inserida por AntonioPrates

⁠Se olharmos diretamente o sol queimamos os olhos, se olharmos diretamente a verdade queimamos a alma.

Inserida por AntonioPrates

⁠Fazem-se grupos em fartura
para ouvir a voz do povo,
mas há ainda mais censura
do que houve no Estado Novo.

Inserida por AntonioPrates

⁠Não tenho a mínima dúvida de que Jesus Cristo perdia outra vez se fosse a uma nova eleição com Barrabás.

Inserida por AntonioPrates

⁠Depois das batalhas que vencemos na vida, aparecem sempre os valentes e os oportunistas.

Inserida por AntonioPrates

⁠O Facebook pergunta-me mais uma vez o que estou a pensar, os grupos do Facebook dizem-me para escrever algo, e eu, defensor do pensamento livre, partidário da justiça e apoiante da verdade, começo a pensar em alguma alarvidade que possa vir a discorrer... Penso para bem parecer, bem-disposto e a sorrir, para dizer só por dizer o que o povo gosta de ouvir... Em cada palavra que apanho há sempre uma letra desalinhada das demais, porque o abecedário do rebanho tem a fala enclausurada entre todas as vogais. E nestas letras que manobro, que bons santos me protejam, para poder pagar em dobro tudo aquilo que me desejam.

Não obstante, por detrás da minha casa, olho para o Festival de Graffiti e destaco à minha esquerda, sem ver uma única letra que pule da ponta do lápis azul, a tão grande e celebrada perda para todos os grandes artistas do evento, que neste momento o frenesi não os deixa sequer pensar que há graffitis em fartura, para ouvir a voz do povo, mas há ainda mais censura do que houve no Estado Novo.

Inserida por AntonioPrates

⁠Nestas letras que manobro
que bons santos me protejam
para poder pagar em dobro
tudo aquilo que me desejam.

Inserida por AntonioPrates

⁠Para ser bem-aceite na sociedade, não me bastou ser idiota, tive que ter também bons modos.

Inserida por AntonioPrates