Anna Flávia Schmitt

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O coração não é brinquedo,
É de carne e de fogo.
Quem brinca com o que não conhece
Sempre pode se queimar,
Aprendendo a respeitar
De um jeito ou de outro.


Como conheço o que é
Ter um coração, prefiro esperar,
Leve o tempo que levar.

Chave. Raízes.
Cidade eterna.


(Cicatrizes de guerra.)

Sarv-e Abarkuh
tocado pela Lua:
Alma pura.

Na escuridão
as cores surgem
da inspiração.

O alpinista político é aquele que quer "dominar a cena com a própria existência e não com nenhuma causa alheia. Apenas observem...

Gente nova querendo fazer carreira política é uma coisa. O ano de 2026 está me apresentando de forma mais clara a categoria de alpinistas políticos que é outra coisa. O alpinista político é o ser que quer dominar a cena com a própria existência e não com nenhuma causa alheia.

O alpinista político chega do nada achando simplesmente que a existência dele é tudo e nunca tem nada a agregar, e ainda planta um ambiente de fofoca e de agressão, querendo enganar a si, os outros e quem ente de que o que ele está fazendo é política.

Sabe entrar.
Como morar.
Sabe encontrar.


É só amar...

Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos teus
sedutores olhos.
Se você irá entender,
realmente não sei;
da minha parte,
pistas e poesia dei.


A expectativa, bem
próxima da florada
da Guaria Morada,
continua vívida,
embora recolhida,
desenhando na beira
do mar na Costa Rica


Com leveza, romance,
calma e delicadeza,
com os fios do tempo,
sedutora irei tecendo
o seu pertencimento,
embora convicta assuma
a apaixonada urgência
da partilha do sentimento.


À espera do consentimento...


.

O teu íntimo mantém
algo muito parecido
com o Parcel do Noceti,
Busquei o mistério,
com poesia mergulhei
e na sereia favorita
para ti me transformei.


(Talhei nele a grei.)

De ti nada meu dá incerta:
tudo serena e com amor
infinito sempre se entrega.


Como quem mergulha
aqui no Parcel da Deserta,
na intimidade não encerra.


[Conhece a linguagem poética.]

O Parcel do Portinho
tem algo parecido
com o teu coração,
Quando é preciso
mergulho, convicção,
muito amor e paixão.


[Mergulhei neste destino,
e tua eu me tornei,
como nunca imaginei.]

Ideais coloridos e pincéis,
realidade de sólidos parcéis.


[Nos lábios os sutis cordéis.]

Num mundo que tudo
é campo de batalha,
Prefiro encontrar
o Parcel da Granada,
e continuar inspirada.


[Convicta e apaixonada.]

Encontrar-se ali
no Parcel da Draga,
Não abandonar-se,
e não permitir-se
ser por nada enganada.

Os cavalos de troia
só entram na mente,
se você permitir.
No Parcel da Monobóia
melhor submergir.

Ainda não fomos
no Parcel do Esteves,
Só sei que teus flertes
provocam e pescam.


Do teu mar, sou a sereia.

No Parcel da Corvina,
a entrega e a total
folia no mar de poesia.

No Parcel do Campo Bom
ouvir do mar o grão som,
a terna música da tua voz
e o coração ajustar no tom.


Desfrutar do teu dom...

Poetisa e peixe,
toda feita,
para a sua rede.


Mesmo que digam
que não vai dar praia,
e não dará em nada.


[Já nos vejo
no Parcel do Dada.]

Há algo tão guardado
dentro de nós sob
a névoa romântica
do amoroso silêncio,
Que queremos
tão bem preservado
de um jeito sobrenatural
quanto o Parcel do Calhau.

Simplesmente habitar
nas cidades submersas
e seus raros berçários
dos Bancos de Rodólitos,
Sentir na pele os insólitos
cruzar os profundos abismos
e salvar-se dos desastres.


[Nas letras o abissal
entre os nódulos formados
por algas vermelhas,
celebrar ousadias calcárias vivas,
e com elas escrever poemas.]


...


Com corais de mar profundo
da minha cintura de sereia,
Tornar-me a habitante
preferida da tua imaginação
entre a adrenalina e a dopamina.


...


Nos recifes profundos
dos teus olhos misteriosos,
Dar o meu nome
para todos os teus desejos,
ocupar os pensamentos,
as emoções e os sentimentos.


...


Nos recifes de água turvas
onde há rota aprofundas,
as nossas intimidades
não temem correntes
e nada ordena as liberdades.


...


A alma dançando solta
entre recifes de franja,
se fazendo de sereia
e vestindo a esperança


...


Coração de atol,
alma de sol
e olhar de farol.


...


...


Mergulhar contigo,
estar sob chapeirões,
viver altas emoções,
confiar e nos entregar
às melhores sensações.


...


Chapeirões de Abrolhos
para abrigar os sonhos,
O oceano não é limite
e nem mesmo o céu.


[Tudo teu é convite.]

Não aceito outro jogo
vindouro e duradouro
que não seja o do encontro
de cinturas marinhas
feitas de corais livres,
em intenções sedutoras,
ações arrebatadoras
e sentimentos da imensidão
do Oceano Atlântico Sul.

Nas formações
da Ilha do Arvoredo
a beleza sem retoques,
sem nenhum receio,
revela-se coralínea
em ti catarina serena,
no teu íntimo sossega
e no teu ser se revela.


...


Como sereia colocar você
em transe alucinante,
Hipnotizar e me seguir
pelos Corais da Ilha da Galé
e fazer você voltar a ter
no amor a mais vigorosa fé.

Sou a sereia que espia
entre as formações da Ilha Deserta
e Parcel do Calhau de São Pedro,
Enquanto no meu mar tu navega,
e eu cultivo o coral do silêncio.


[É sobre ser quem é em segredo.]