Andreza Filizzola
Queridos ponteiros, vamos fazer um acordo?
Eu deixo vocês correrem agora, para que depois, quando eu precisar ser ainda mais feliz, vocês descansem e andem bem devagar.
Não suporto que me cobrem coisas que eu não tenho obrigação de fazer.
Deixa que eu surpreenda, deixa que eu queira.
Ninguém sabia o futuro, mas sabíamos que se não tentássemos não teríamos chegado onde, hoje, estamos.
Certas pessoas fazem de uma conversa o meu melhor refúgio.
Certas pessoas sabem como me deixar bem.
Certas pessoas...
Lembranças lindas me fazem querer voltar, reencontrar pessoas, rever lugares, amar o que eu deixei distante. Lembranças...
Eu só não quero que alguém, que hoje pode me ver, diga que sente saudade quanto eu não estiver mais aqui.
Entristece saber que somente outrem recebe recebe elogios de uma ideia que também é minha, de um trabalho que também é meu, de um nome, de um projeto, de uma vida profissional.
Saudade é um bichinho muito pegajoso e carente, oh. Grudou em mim e disse que só vai sair quando eu te reencontrar. E agora? O que eu faço com ele?
Todos têm direito de resposta. E, dependendo da resposta, eu decido se devem ou não continuar em minha vida. Afinal, a vida é minha! E quem viverá consequências de uma escolha, ou falta dela, serei eu.
Mais "parceiro" que aquele que bebe junto, é aquele que bebe junto e respeita o fato do outro não querer beber.
