Auto Crítica
Não sabemos mais viver os desafios, vivemos desesperados para viver a vitória. Mas sem desafios, o que há de vencer?
E será que isso é viver?
No vazio da sala
Aonde abro alas
Para minha mente
Formigante e incessante
Que buscas por respostas
Dessa vida, onde desejamos as rosas
Mas temos medos dos espinhos
Qual é o sentindo?
Viver por um instinto
Ou viver por suspiros de emoção
As quais só o coração
É capaz de descifrar
Os enigmas de amar.
É preocupante observar como, independentemente da geração, muitas pessoas parecem tão centradas em si mesmas que agem sem considerar o impacto de suas atitudes nos outros.
Não se colocam no lugar do próximo e, muitas vezes, não refletem sobre como se sentiriam se estivessem na mesma situação.
A empatia e a capacidade de resistir ao egoísmo parecem cada vez mais escassas.
Ainda mais frustrante é ver desculpas vazias sendo usadas como um atalho para evitar responsabilidade, como se isso fosse suficiente para reparar os danos causados.
Essa falta de autocrítica e de percepção sobre o próprio caráter é um reflexo preocupante da nossa convivência atual.
O que eu enxergo dentro de mim vai ser sempre mais importante que aquilo que os outros pretenciosamente acham que vêem.
É preciso muita coragem e humildade para reconhecer e confrontar nossas fraquezas por meio de uma autoanálise de nossa condição espiritual.
De uma mulher insegura...
Tenho lutado há anos com uma sensação constante de não me amar e não me admirar como pessoa. Sinto-me presa em uma espiral descendente de autocrítica e desânimo, e não consigo encontrar uma saída.
Eu olho para mim mesma no espelho e não vejo nada que valha a pena admirar. Eu me sinto desajeitada e sem graça, com todos os meus defeitos e falhas visíveis para o mundo. Não consigo evitar a comparação constante com outras mulheres que parecem mais confiantes e bonitas do que eu, e me sinto cada vez mais inadequada.
Por mais que tente, não consigo me dar o crédito que mereço. Sempre que faço algo bom, uma voz dentro de mim começa a me dizer que foi um golpe de sorte, que não foi tão impressionante assim, que outras pessoas são muito melhores. Eu me sinto constantemente pequena e inútil, como se não pudesse fazer nada certo.
Eu não sei o que fazer para sair desse ciclo. Queria poder me olhar no espelho e ver alguém que eu admirasse, alguém que fosse forte e corajosa e bonita. Queria poder aceitar minhas falhas e trabalhar nelas sem sentir que elas me definem como pessoa. Queria poder me amar, mesmo que não fosse perfeita.
Espero que, ao escrever isso, eu tenha dado um passo em direção à cura. Talvez, ao colocar esses pensamentos em palavras, eu possa começar a vê-los de forma mais objetiva e a encontrar uma maneira de superá-los. Mas, por enquanto, sinto-me perdida e incapaz de me encontrar.
Um prioritário agir que precisamos ter socialmente é a opinião, e que defina facilmente a nossa posição. O agir seguinte é a autocrítica, capaz esta de mudar os conceitos do primeiro.
Aquele que não milita a respeito das próprias atitudes, não deveria militar a respeito de mais nada.
Alguém que não conhece a si mesmo, talvez não esteja pronto para namorar. Porque, por não se conhecer, provavelmente vai acabar machucando a outra pessoa.
