Ausencia William Shakespeare Amor
Nossos abraços serão abrigos
Refúgio perfeito á recorrer
Contra todos os perigos
Que o preconceito nos impuser.
Quando ele chega transforma
E a sua presença me faz
Querer continuar duma forma
Embalada pelas formas desse rapaz.
Se a moralidade não tivesse sido dada aos nossos antepassados e aperfeiçoada em nós para a direção, não poderíamos aprender a amar, a respeitar, a honrar, os modos de vida santa, muito menos a equidade.
O Senhor ensinou a seu povo o Amor, cuidado e a Reciprocidade.
Desculpa estar escrevendo isso esse horário. Mas não consigo dormir, tenho pensado em você.
Pode até ser uma tentativa falha mas eu realmente quero ter o prazer de dizer que eu tentei. Tentei fazer o que EU não deveria. O orgulho me consome a cada vez que eu quero dar minha cara a bater.
Eu peço desculpas, eu imploro por clemencia. Sempre tive um pouco de insegurança na hora de avançar contra meus medos. Sempre vi o meu lado mau funcionando e deturpando a visão que eu tinha de mim mesmo.
O medo já invadiu minha pele por mais de mil vezes enquanto tentava esquecer que você partiu a algum tempo e que não irá voltar.
Tento ver que na verdade tudo que aprendi com você foi algo bom, mas a vida me mostra que eu aprendi a ser bom e não a sentir a beleza que ela nos traz.
Não consigo fugir de mim mesmo, estou vendo q este aqui realmente é o lugar que você me levou com sua criação. Passando a mão em minha cabeça me ensinou a ser bom mas não a ver a beleza q ela nos traz.
Não acredito que esteja me escutando mas outros me escutarão.
Meu desejo sempre foi encontrar algo que me acompanhe onde quer que eu queira ir.
Vejo um novo olhar em minha direção, minha primeira reação é esconder-me. Mas como no pique-esconde, a intenção é ser achado.
Em cada toque, há um universo de emoções não ditas, um diálogo silencioso entre dois corações que buscam o mesmo refúgio
A escuridão que carregamos em vida se dissolve quando percebemos que, na memória dos outros, somos a luz que nunca se apaga
“É necessário que as almas se digladiem, antes que os corpos se unam”.
É do confronto que nasce a exposição. A batalha gera a dor e quando dói ferir o outro, então você percebe o amor. E odiamos ferir o coração de quem amamos, pois estamos ferindo a casa que nos abriga.
Não tente pensar os seus sentimentos.
Sentimentos são para sentir.
Pensamentos são para pensar.
Sentir o pensamento e
pensar o sentimento, é
confundir a cabeça com
o coração, e o amor com
a razão.
Intimidade é não ficar na aparência e nem se perder na sala dos espelhos; é saber a saída dos labirintos e conseguir desfazer os nós de quem tenta disfarçar, ainda que por medo ou amor...
"Valorize sua família, ame constantemente, aproveite sempre da melhor forma o tempo que passam juntos!"
O Medo do Amor
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
