Ausencia William Shakespeare Amor
A vida tem caminhos de porcelana
É preciso ter confiança
Iluminados pela esperança
A vida tem caminhos de pedras
Às vezes escorregadias
E também tem mil quimeras
A vida tem caminhos de areias
Que recebem marcas
Talvez de nem tantas belezas
Mas inundadas por grandezas
A vida e os seus caminhos
Que estão repletos de tramas
Que tecem mil famas
E outros enredos de mil dramas
Não se engane pelo poder
Não se intimide por ela
A vida é roda viva
Quando um se vai
O outro é que fica
Não te perturbe pelo poder
Não se ocupe por ele
Poder um dia a gente tem
No outro dia a gente perde
A vida existe para quem sabe viver.
A meu ver não é apenas um sino,
Espia! Existe outro ao lado,
É verdade, que são dois sinos,
Sinos são vozes feitas para escutar,
São vozes anunciadoras do tempo,
Sabem ao seu jeito dar o recado,
- e a escuta despertar
Assim anunciam os sinos,
Que daqui para frente vou contigo.
Seguirei para Isla Negra,
Para qualquer lugar,
Desde que eu volte
- sempre -
para a casa do poeta.
Haja visto, de que a moça
- admirável -
e que ele gosta,
- sou eu
Por uns passou desapercebido,
Que o nosso amor chegou
é despercebido,
Faz parte, foi por obra do destino,
- destarte
O amor hoje é fruto ainda proibido.
A meu ver o tempo sempre inflige,
A pena dessa espera,
A espera sempre vale a pena.
Os sinos sinalizam, abrem a alma
Para aprender a ter calma,
- e se concentrar
No tempo que tem o seu próprio tempo,
Espera com paciência,
Que a oportunidade irá chegar.
A liberdade tem asas,
- ela pode voar
Ela tem asas de ouro,
À prova de desdouro.
Liberdade é um canto,
Que não há como calar,
Ela pertence ao ser humano,
Isso ninguém pode negar.
A liberdade ignora amarras,
- ela é constelação solar
Ela segue para todos os cantos
É livre para vivenciar – flutuar.
A liberdade é um mistério,
À prova de bala,
E de bomba a-tô-mica;
É beleza de gente indignada,
Que subverte a moral catatônica.
Existem pessoas que lutam
Pela liberdade,
E que depois passam a se identificar
com os seus algozes;
Assim, desse jeito, segue o triste
curso da História da [Humanidade.
Eu quero chegar perto de você,
Deixa, deixa, deixa...
Deixa eu chegar bem perto de você,
Não duvide o quanto espero,
- Por você! –
O destino bicho arisco,
Deixou- me no exílio,
Sem você, sem você, sem você...
Eu sou uma louca numa ilha,
Esperando uma mensagem,
vinda do teu oceano,
Dentro de uma garrafa,
uma mensagem de vidro,
Que não quebre,
E que fale de você
algo que fale sem dilema:
- um poema sem complicação
Um poema que fale de amor,
e que seja do tamanho
Do teu coração
- pura unção.
Perfume de terra,
aroma de vento,
Fortaleza de Rocha,
pétala de Rosa,
Querência briosa.
Deixa eu chegar perto de você
com o tamanho dos meus sonhos,
E com toda a minha coragem.
não desaparecerei na ventania,
Hei de ignorar a tempestade.
Eu juro! Eu existo, resisto
e não hesito em dizer:
- Eu não sou miragem,
e sim, o milagre nascido
da minha própria imaginação.
Hoje fui caminhar na praia,
Saí em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuário
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e você aí,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinário,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitório.
A madrugadinha
É uma felicidade
- Minha e tua -
Logo chega o logo
Bem de manhãzinha
- Manhosinha -
Depois da madrugadinha
- Carinhosinha -
Completamente tua e minha.
Um poeta morre e nasce,
Sempre que escreve poesia,
E vai seguindo o curso da maré,
Ele reinventa,e sempre ressurge;
O poeta quando menos se espera,
- ele ressuscita
O poeta é feito de sangue, pó e ouro.
Um poeta se mata e ressuscita,
Sempre que declama poesia,
E vai seguindo o curso do rio,
Ele inventa, e surpreende;
O poeta não espera nada de ninguém,
- ele é eterno
O poeta é feito de amor, ódio e mistério.
Vocês não fazem a mínima ideia
do que é feito um poeta,
E muito menos como na vida
um poeta surge;
Portanto, desejo que todos vocês
vão para o Inferno!
Eu enxergo longe...,
Enxergo de um jeito
que ninguém enxerga,
Eu te enxergo por inteiro...,
Faço versos até sobre
o meu limoeiro,
Trazes incrivelmente
os sons e os ritmos,
Do Brasil inteiro,
Pleno e doirado,
verdejante e azulado,
Da luz branca do luar
e do céu estrelado,
Místico e apaixonado...,
São esses versos
e o meu brocado,
Nos lábios permanecem
o sabor de jenipapo.
Eu te beijo por onde
ninguém imagina,
É verdade, os meus
beijos emanam
mel, luz e malícia...
Desdobradas carícias
que ocultadas
são para quem sabem
esperar a hora chegar,
e, também fazê-la acontecer...
Ainda você não se deu conta
o quanto eu gosto de você...,
Faço silêncio para você
se dar conta
do cortejo que tens
deixado de me fazer...
De longe sinto o teu cheiro...,
Tão perfumado que deixa rastro,
Seduz, reluz e plenifica...,
Ele é a tua assinatura,
- é parte de você
Causa contemplação e ternura,
- espiritualiza
Como um bouquet silvestre
que traz para si o carinho vento,
Ele não sai de mim porque nasceu
de você - cresceu com o sentimento.
Encantam-me os teus lábios,
Inebriam-me os teus gostos,
Pônho-me obediente aos teus desmandos e
aos teus mandos
Sujeito-me a boa obediência,
- deixo-me pelos teus sonhos
levar
Subjulgando-me as desconhecidas -
amenidades poéticas
Para quem sabe ganhar contigo -
a especial
imunidade poética
E no teu coração ganhar siderais
espaços e as quatro estações.
Das tuas histórias recontadas,
Tenho bordado tecidos,
Nunca imaginei que viramos bem
mais do que amigos...
O tempo,
a vida
e o vento
transformam os caminhos
em
um
único
espiral...
Surpreendem como a tranquilidade de uma catedral com as portas abertas
mesmo diante de uma guerra...,
Dizem ser redenção desvairada,
Mas é mística
orante pura,
Munida da fé de quem ama,
E que torna
a vida uma doçura,
Registrada nos mosaicos de cada caleidoscópio interior que remonta a
marca de cada história de amor.
Enfrenta com galhardia e dos receio sem arabescos – enleva-os ao ápice
do ponto mais alto da abóbada celeste;
Não teme a tempestade e o mar ora calmo e ora bravio – flutua porque é humana, alma redentora e libertada.
Esse fenômeno descrito em prosa que é mais confluência poética do que qualquer outra coisa, é a fusão de duas almas que passam a ser uma;
Sequer imaginam..., mas isso ocorre quando o amor na vida acontece.
Desenho-me inteira com os meus lábios,com os meus gostos e com as minhas vontades.
Ocupo-te porque sempre fostes meu,
E a tua pele também
é minha,
é mapa da mina
e pura mística.
Nunca imaginei que um dia você apareceria para ser meu e toda a minha vida.
Encanto-me por ti sem me arrepender,
e todo dia e sempre mais porque és tudo
e mais um pouco: és o meu motivo,
a minha oração,
o meu sorriso e
o meu gozo...
Esse vaivém e das minhas letras
não ocorrem sem objetivo;
Ele é provocador tal qual um encantador que hipnotiza uma serpente.
Eu te conheço
profundamente...,
Sei que o teu coração
é de
serpente.
E como recurso tenho cada verso para te hipnotizar e fazê-lo meu
completamente...
Como se desperta para um sonho:
temos que nos descobrir.
Como se voa para um país distante:
temos que nos seguir.
Sem nada a temer, e nada a dever;
Temos que nos entregar...
Os outros podem até nos condenar,
É preciso não perder tempo,
e escrever a poesia galante que
celebre o verão amante.
O amor tem um caminho próprio,
Ele se faz lar por duas pessoas,
O amor tem uma lógica própria,
Ele transforma notícias ruins em
notícias boas - e sem retórica,
Transforma o ébrio em sóbrio.
Como se voa ao ponto mais alto céu:
temos que nos amar.
Como se desperta para a vida:
temos que nos transformar em mel.
Sem nada a resistir, e nada excluir;
Temos que nos servir...
Numa servidão doce, mútua e terna,
É preciso não ter limites,
e traçar o destino (com devoção);
Para eternizá-lo em versos de paixão.
Na graciosidade dos pequenos gestos,
Busco cada pedaço teu,
Cada palavra bem colocada,
Com o dom que Deus me deu,
Presenteio com doces versos,
Ignorando o final do mundo,
No afã de te encontrar,
E fazê-lo para sempre todo meu.
Eu tenho a minha própria graça,
Conheço cada espaço teu,
Cada fenda bem colocada,
Com a maciez que você concedeu,
Presente com doces amplitudes,
Ignorando as longitudes,
No afã de te saborear,
E deslizar em plenitudes...
Na imensidão do mar com ou sem luar,
Escolhi te amar,
Viver amando cada parte tua,
Espalhar pétalas de flores,
Para celebrar o maior de todos os amores,
Ignorando os desafios [enfim,
Porque tenho certeza
de que eu nasci para você,
E que você nasceu para [mim.
Se o mundo realmente acabar,
Não importa desde que sobre nós dois,
Que não se esgote a poesia,
E não fuja de nós os desejos,
Seja no balanço da praia,
Ou nos lampejos do trovão,
O mundo pode até acabar,
Menos o amor na imensidão.
Não se castra a poesia de [ninguém,
Quem castra - age como quem rouba a fé,
Uma poesia castrada,
- é como o brilho dos olhos roubados de
[alguém
Não se castra a poesia de [ninguém.
Das vezes que eu tentei te procurar,
Você não quis deixar,
O meu amor te amar,
E no teu coração eu penetrar.
Não se abafa o canto de [ninguém,
Quem abafa - age como quem acaba com o oxigênio,
Um canto abafado
- é como um país que virou terra de
[ninguém
Não se abafa o canto de [ninguém.
Do meu escrever sobre o amor,
E sobre o teu sentir,
Eu quis falar,
E você não quis me ouvir.
Sabor de tudo, sabor de mundo
Com a alma em desterro,
Vais seguindo sem medo,
Levando-me em segredo.
Amo demais os teus sorrisos,
Por ti faço letras dos suspiros,
Gozos, contentamento e risos,
Desenho sonetos novaiorquinos.
Quero de ti de tudo um pouco,
Tenho de ti ainda pouco,
Sou um coração em sufoco,
Esperando pelo meu moço.
Portanto, te aguardo com carinho,
Preparei um céu riscado de estrelas,
E um aconhegante ninho de sutilezas,
Para que voltes a cruzar em meu caminho.
Eu sou a tua alegria que não se [disfarça,
- e o verão que te [abraça
A onda do mar que passa e volta
- e te [perpassa
Trago o carinho do vento e o perfume,
Que ele [espalha - e que você acha [graça...
A minha alegria menina caminhando
Na Praia de Salinas, escreve versos,
Faz artesanato e [reza,
Ama loucamente o nosso amor
Com os pés na [terra,
Ela tece a formosa [espera...
No bailado da areia, do mar e dos
ventos [sulinos,
Estou preparando o nosso [cantinho
Com um belo pomar e muito [carinho.
Não canso de te [esperar, e sequer
Desisto um só minuto de te [amar.
E em cada terço tenho rezado
Pedindo: que o meu sangue poético
Que é mais vinho do que [sangue penetre
Na tua [veia - e seja sempre uma chama
que te [incendeia...
Pedindo à Ele que um dia que você me [ame.
Não me incomodo com releituras,
Eu me incomodo com ternuras,
Que ainda não nasceram.
E destas palavras furtadas por
você - considere todas perdoadas.
Eu entendo a busca de uma mulher,
Que ainda não foi em salto e altura
[amada - e cultiva todas as intenções
Puras, e as mais infinitas doçuras...
Mulher, traze consigo as minhas
Palavras de amor para serem tuas,
E por ti cantaroladas [baixinho,
Como uma cascata que faz um doce
[gemidinho,
- prepara-te para um prazer [especial
Do renascer do amor austral,
Porque ele não entende que o amor
É[universal;
- o amor de você pode ser escrito
Em todos os tempos e ritmos
O amor é atemporal - crê nisso.
Ele pode reprimir cada linha tua,
isso se chama censura!...
Impedir-te de escrever é a
Mesma coisa que aumentar o
Comprimento do vestido.
Não desista de escrever e de
Espalhar o teu amor macio,
Porque quem ama vai até você,
E elimina qualquer sacrifício...
Não existe cortesia maior
Do que o sol
Cumprimentando o mar,
Assim é você perto ou longe,
Mas nunca deixando de me amar,
Não há o que explicar.
O amor é assim: ele surge como o
Amanhecer abrindo carinhosamente
O céu do coração - e a percepção.
A Paraíba e Santa Catarina formam
Rima para fazer letra de música para
Animar um forró de uma maneira que
Até o Bom Deus duvida... é a vida!...
A poesia é assim, ela capaz de chamar
Para brincar de roda o Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e o Paraná com
A pequena joia que se chama Paraíba.
Joia rara e pequenina capaz de seduzir
Arrebatadoramente o coração e fazer
O Brasil inteiro cantar a sua canção.
Por isso saúdo Luiz Gonzaga que a
Eternizou em versos e ritmo de paixão.
A Paraíba é uma joia que é para guardar,
Apreciar e poemizar para fazê-la notada
Porque ela tem mística - é terra encantada,
Quem sabe levarei o meu amor
Para a Praia de Tambaú?
Para todos apreciarem o mar
E uma das mais belas nuances da alvorada?
Amar um dia na vida acontece,
sonhar também é amar!...
É viver acreditando que a noite
sempre amanhece,
amar também é sonhar!...
Porque o importante é a vida!...
Quem ama tem vida!...
O importante é não passar na vida
em branco, e se deixar modelar
e se arquitetar por ela
como você também fosse o Oscar...
Não deixe jamais
de procurar o amor
Você poderá encontrá-lo
qualquer hora e em todo lugar.
Porque somos um traço,
a vida nos conduz,
o amor dá a forma precisa
para arquitetura de cada um
- ele sempre dá
pistas, convida e insinua...
O coração é o traço que cria,
e sempre nos surpreende.
E por ele jamais podemos ser como
uma linha dura, reta e inflexível,
- se assim desejarmos ser, perderemos
o mais incrível da vida [o amor].
O Universo em si está repleto de curvas,
e a nossa vida é a principal curva...
Por essa curva temos a responsabilidade
de amar e fazer o mundo mais amoroso...
Sonhar faz parte da vida,
amar torna o mundo maravilhoso.
Quem é capaz de amar a vida,
é capaz de renascer a cada segundo.
Amando é que fazemos o diferencial
em cada curva...
Ouse amando a vida e deslizando
em cada arquitetura...
E assim como parte da mais magistral das
curvas que é o nosso universo de ternura:
veremos lá da Av.Oscar Niemeyer
o namoro do sol com o mar
dando um espetáculo de ternura.
Percebo que não notas as minhas poesias,
É melhor que eu não escreva mais.
Talvez seja melhor assim...,
Para que um dia percebas
o quão tu gostas de mim...
Ninguém domina o amor,
Ninguém detém a primavera,
Basta que uma desabroche,
A florada desponta inteira;
Assim são a minhas letras,
Desabrocham como as cerejeiras.
Despreocupadas se voltarás para mim,
Até escrever que não vou mais escrever,
É um motivo para continuar escrevendo:
Cada letra é motivo para seguir rompendo,
E fazer eterna cada fase do sentimento...
Ninguém domina o esplendor,
Ninguém detém o meu interior,
Basta que me queiras...,
Viro um soneto com eiras e beiras;
Assim sou intimista e subversiva,
Não menos encantadora como a
Floração das cerejeiras - eu sou bem feminina.
O Nordeste tem um feitiço
Que mexe com o meu juízo
Não penso em outra coisa
Eu vou para João Pessoa
Você não apareceu à toa
Vou te amar de um jeito
Gonzaguianamente especial
Porque com ele eu aprendi
Que posso ir além do xote
E do xeiro no cangote
Posso te furtar um beijo
E aumentar o teu desejo
Só quero, só penso, não nego
Que quero o teu beijo roubar
Sonho com os olhos abertos
Rezo com os olhos fechados
Estou querendo te namorar
Vou te amar arretadamente
Que só a sanfona dá conta
Do nosso forró especialmente
Que vai além da mente
Sacodindo o corpo e o coração
Capaz de fazer chover no Sertão
E inundar o mundo inteiro com paixão
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
