Ausencia William Shakespeare Amor

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Com a agudez de um punhal

Rasgando o quê há de ser...

Ela, [a voz do meu peito grita

Por um grande ideal:

De fazer valer a voz [individual].



Não há nada mais letal

Para a democracia,

Que sob a sua guarda

Feita de hipocrisia:

Muda, surda e cega

Feita de alienação de metal.



Com a mudez dos meus lábios,

Recorrendo aos alfarrábios,

Eles, [os meus olhos buscam

No auge da queda das estrelas

Dos hinos que se desencontram

Nos silêncios dos [profetas].



Dizendo olhos nos olhos:

- Eu estou em busca da revolução

Eu li o poeta da [rebelião;

Nem mil homens de chumbo

A minha voz jamais [calarão].



Com a altivez revolucionária,

Optei comer o pão da poesia.

Para a minha voz não se perder

No meio do barulho do oceano;

Acredite o meu coração nasceu

Tremendamente [republicano].

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escorreu de mim como

Um manancial cósmico,

Encobriu de um jeito

Tão misterioso...,

Abraço de um anjo

De espiritual encanto;

Invadiu com real virtude

De verdade balnear...,

Escreveu nas ondas do mar

Um poemário de intensidade,

Deu um beijo com vontade

Cá estou de joelhos, pronta,

Para ele me invadir, dominar.



Revelei para ele sem vergonha:

- Sou bandeira de dar em doido

Tipo pipa solta voando no ar.

Perfumei com as cores da lagoa,

Findei com todo o castigo,

Corri para versejar...,

E reunir as pontas do laço de fita

Para ninguém mais separar.



Publiquei com fina poesia:

- Eu sei ser mansa brisa -

Pomba obediente na tua mão,

Pronta para o quê der e vier.

Para fazer uma grande história

De amor e de fascinação;

Carregarei com honra a nossa paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A Natureza nos reúne

Com a divindade

- dos amantes -

Na tranquilidade

- do encanto -

E com a liberdade

- e toda arte

Do amor imune

Ao mundo sem amor;

À ti devoto mil poemas,

E mansos versos de louvor.



A destreza do tempo

Com a sapiência

- das raposas -

Na rapidez do vento

- do absoluto -

E tranquilo Balneário

- cumprimento

Com sorriso lépido,

O teu fatal intento

De saber de onde sou,

Sou a letra do gole de vinho,

- a mão que te faz carinho

A poesia da tua alma,

O verso que te (acalentou)...



A beleza natural que verseja

Com a liberdade

- de quem no amor crê

Seguirá intrépida

- mesmo cambaleante -

Seguirá persistente,

E sem temer aos temporais,

- seguirá incrivelmente -

Em busca de você...,

E dos teus amorosos ais

Que há de ser meus motivos:

- Para não desistir!

E te querer a cada dia mais!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu encontrei você de um jeito

Que sempre sonhei e quis;

Poesia de tão perfeitas luzes,

- suspensas

Eu encontrei você perfeito

Com o faro e a minha diretriz;

Poemas de tão perfeitos lemas,

- emblemas

És o mais alto dos comandos,

- teoremas

Coragens, renovações e sutilezas,

Escolhi você para ser o meu amor

- indecente

Que sempre sonhei não ser menos

Amor meu doce amor, simplesmente.



Não me importo com a rima,

E igualmente com a métrica;

A estética se abre com a alma,

O quê vale mesmo é a poética.



Eu desenhei você de um jeito

Que sempre sonhei e quis;

Paixão de tão intensas luzes,

- aquecidas

Eu encontrei você inteiro

Com a minha habilidade feliz;

Potência de tão doces juras,

- destemidas

És o mais alto dos astros

- sem segredos

Que sempre esperei sem medos

Amor meu doce amor, contente.



Não me importo com a opinião

Pudica, invejosa e alheia,

A poética é toda minha...,

Com você nunca estarei sozinha.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O teu sorriso aceso tem a luz

Das estrelas acesas do céu,

O meu destino escreveu

Nos canteiros mais coloridos,

O meu coração nunca esqueceu

Das luzes da ribalta avistadas da barca;

Ah, essa primavera que não passa!



O teu nome é sinal de pura censura

No mundo das pessoas perfeitas,

O meu peito arde de tanta loucura

No arder das plenas reminiscências.

O teu perfume ao vento paira

Com a força de um vero jasmineiro,

O verso que arranquei para ti

Foi do mais lírico [canteiro...,

O manancial deste substantivo

Tão abstrato e dolorido

Que bate no peito como concreto;

E para alguns é como canto secreto.



O teu nome é sinônimo de ausência de luz

No mundo ninguém sabe como surgiu,

O meu caminho para ti me conduz

No passo do tamanho do céu de anil.



Desta culpa sou ré confessa:

- Por ti morro de saudades

Sei que vou acabar enlouquecendo;

Com o peito que vive a bater forte,

Ele está sempre por ti doendo...

Deste Sol que não se apaga:

- Por ti escrevo versos de saudades

Sei que vou acabar sozinha,

Com o peito estrelado em versos,

Que para este mundo está se descrevendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Enxerga-me crua

No teu telescópio,

Fazes-me tua

No teu íntimo,

Embala-me nua,

Àquilo que procura:

Em mim constela.



Excita-me a tocar

Nos astros à bailar,

Fazes-me ao sabor

Nos teus conformes,

Fazes-me o teu amor.



Escreva-me em ti

Nos poemas da alma,

Fazes-me a tua calma

Nas noites escuras,

Derreta-me nas brumas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não existe poesia desacompanhada

Nenhum pouco de si mesma,

Não existe quem não resista o beijo

Por um intenso e pio desejo;

Não existe dália apaixonada,

Que não seja também ninfeta,

Tampouco desejada...



Não compreende o sentimental

- poemário

Arrancado do pomar

Amansado pelo vento;

Não menos belo que o Balneário.



Não existe malícia incendiária

Nenhum pouco por ti recusada,

Não resiste carícia reprimida

- Por um só amanhecer,

Não existe ninfeta sonetista

Que não saiba fazer-se dália.



Não compreende o gutural

- soneto

Plantado no lugar

Espalhado pela onda;

Não menos corajoso do que o mar.



Não existe métrica discreta,

Que não seja capaz de revelar:

- A poesia de beber e de amar

Outrossim, que seja ousaz

No ponto urgente e necessário

De fazer-te provar o hálito

- sabor de orvalho -

E da rima da mulher amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Emaranhados no mesmo verso,

Retornamos à mocidade,

Enamorados da mesma causa,

Filiais da liberdade,

Enlaçados no mesmo amor,

Cremos na imortalidade.



Anoitecidos no pleno Universo,

Íntimos e maliciosos,

Madrugadeiros e boêmios,

Amantes gloriosos,

Encantados a milênios,

Dois intensos devotos.



Desobrigados de rigores,

- experimentando -

Os melhores sabores

Escrevendo no silêncio

- dos corpos;

Orações à dois senhores...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Recorro as fórmulas

- mais secretas -

Abraço a condição

- mais obediente -

De dobrar-me à todos

- os mais sublimes -

E humanos poetas.



Dobrada ao menos

- tento -

Embalar amenos

- versos -

De enluarar-me toda

- ao sabor das noites -

E dos ciganos etéreos.



Feitiços aos pedaços

- saborosos -

Ritmados pelos sentidos

- temperados -

De estrelas dos céus

- reverenciados -

E convertidos em caminhos.



Esculturo o soneto

- sem tropeço -

Confesso o segredo

- inconfesso -

De estrelar-me em pêlo

- perdendo-me nas horas -

E revelar-me a mais sutil

De todas as finas senhoras.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Fantasio na surdina,

Revivo na alvorada,

Comemoro na aurora,

Estive ao teu lado,

Embalada pelo beijo,

[Selo] de outrora,

Universo de poesia,

Outrossim, sinfonia.



Prevejo na calada,

Rememoro a neblina,

Esparramada alfazema,

Sensualidade albatroz,

Provocação extrema,

Janela aberta audaz,

Terra de Geraes provada,

Por ti entreguei-me inteira,

Ainda te pertenço sem dilema.



Vento que assobia,

Que desassossega as folhas,

Vento que brinca,

Que desinibe a flores,

Vento que sacode,

Que do livro vira as páginas,

Vento que transporta,

Que leva o meu perfume,

Que faz com que ele penetre

Nas tuas frestas e bata na tua porta.



Sou o vento que balança

A tua janela, espera!

Quem espera sempre

- alcança -

Nunca se perca de nós;

Entenda a nossa cumplicidade

Que vive de esperança

E de pé na Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tarde ensolarada à beira mar

E ritmada ao modo do vento,

No ir e vir do balanço do mar

Como o teu jeito manso,

A tua voz de suave encanto,

O teu riso aberto, sincero;

Trazendo a tua voz presente

Anunciando contente:

- a nossa reaproximação!



Os pássaros são anjos inteiros

De plumas adornados,

Cantores da anunciação,

Saudando o tempo e a distância;

Pela incapacidade de desfazerem

Uma verdadeira paixão.



Os divinos cantores

De asas abertas,

São ainda mais lindos

Anunciando a liberdade,

Que só o amor pode trazer

A verdadeira salvação.



Os sentimentos não se dissociam,

Amor e paixão tem uma fórmula

- secreta -

A nós foi nos dada à missão:

De sermos boticários da anunciação

De uma mística que Deus secreta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Toco as estrelas com os dedos,

Abre as portas da tua alma!

Traz para mim os teus beijos,

Ventos de um forte presságio!

Nasci para ser amor irreversível,

Tornei-me a primavera dos desejos.



Tateio entre os giros do Universo,

O destino fez do meu coração

- um verso disperso

Escrito para ser inesquecível

De uma doçura de derreter o inverno.



Teço um caminho de fina seda,

A minha loucura por você não é lenda,

Talvez a minha suavidade surpreenda,

Dançarei na Lua para que não se esqueça.



Toma-me pela mão, e escreva!

Virarei poesia, e até mesmo odalisca;

Tenho coragem até de ser ousadia,

Fazendo que por mim você persista.



Te adorarei sempre por inteiro,

De janeiro a janeiro,

Do jeito do poetinha,

Tenho a marca de todas a revoluções,

E o perfume das mil tentações.



Tudo em ti virás em mim,

Sou cantiga que te nina,

Sonata que lhe rouba o chão,

Sou a magia do amor que invadiu

A tua alma, a tua mente e o teu coração.



Toco as orquídeas do nosso jardim,

Respiro nelas os teus aromas

Doces da tua flutuação,

- Estás em todo o lugar! -

Tranquilidade um dia a gente terá,

Um dia a gente irá se reencontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Conhece a chama ardente

Do meu corpo sob o teu,

Arranco o teu chão e o teu sono;

Com o meu bem servir ao Dono,

O teu caminho também é meu.



Amanhece comigo no [riso,

Entardece comigo no teu colo,

Anoitece com o meu [cio;

Eu te arrepio, sem frio,

Eis o nosso verão: eu anuncio!



Esquece este mundo vazio,

Presenteie-se com o luxo de abandonar

- tudo -

Em nome do melhor do prazer;

Não temos nada a perder!

Vamos nos deliciar,

E celebrar sobejamente:

- Só eu e você! -

Inserida por anna_flavia_schmitt

A minha imagem é viva

Ela jamais descansa,

A minha imagem é de carne

Ela jamais te cansa,

A minha imagem ferve

Ela não te dá descanso;

A minha imagem verte

Em cada um dos teus poros.



A minha imagem é presença,

Que traz consigo a sentença,

De prestar-lhe obediência,

É mais do que isso:

É emprestar a minha indecência

Fugidia de qualquer coerência,

Entortando-lhe até os ossos.



A minha imagem é malemolência

Feita de vidro quando estou longe,

E feita de papel quando estou perto;

Na tua mão sou página de livro,

Que se dobra, mas não se vira,

Sou o teu caso sério, admito.

Como páginas que não se viram,

Escrevendo inequivocamente

Juntos uma nova história no Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A chama se [revela

Como noite acesa,

É brasa inconsumível

Da tal ardente estrela,

Que ilumina e [celebra

A vontade que nos cerca.



A chama se [destaca

Como palavra fina,

É incenso perfumado

Da divindade incrível,

Lira de apaixonado,

Feito nó que não [desata.



Valsa em nós o Universo,

O meu íntimo te pertence,

Talvez ainda estás [perdido,

A saudade é nossa - sempre;

De estarmos na mesma corrente

Nadando somos o curso do rio,

Da poesia inequívoca sou o verso:

Dolente, apaixonado e [atrevido.



É questão fora de [tempo,

Sempre em todos os tempos,

Todos musicais ou [não;

Ambos pagãos ou divinos,

Tão satânicos ou bíblicos.



A chama [ardentemente

Em tempo há de contar,

Que nunca [deixou

De por ti se apaixonar;

Vontade que não vai passar.



É questão além do [tempo,

Sempre e em todo o lugar,

Quando paro para [pensar:

Bate o sentimento, o tal penar!

Essa distância irá acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A cada gota perfumada

Fundem-se os aromas

Cálidos em plena erupção,

A cada toque de paixão

Tocam-se as melodias

Refugiadas no Balneário,

A cada tom de emoção,

Assim trazes-me pela mão:

Ofereceste-me o teu corpo,

Fisguei o teu [coração]...



A cada balanço das ondas

Chegam os beijos das sereias,

Tilintando viram conchas

Porque nós somos divinos;

Filhos do imprevisível,

Somos dia sol e tempestade,

No Universo estamos escritos,

Sabemos o que queremos:

- Estamos famintos.



A cada asa aberta na Terra,

Somos a tal liberdade,

Nascemos para o amor,

Sublime, intenso e eterno;

Este é o nosso segredo,

Do jeito que me trazes

- pelos cabelos -

A cada arco-íris dos instantes

Reinventamos os desejos...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Onde o meu coração

te plantou?

Entremeado entre

as minhas preces.

Levando a minha fé

- contigo

Tu sempre me mereces.



Tudo de ti em mim

Brota e floresces,

Nada de ti em mim

...Envelheces.



Onde o meu coração

irá me levar?

Ventando sempre

para o teu lado.

Escolhi você

para ser o meu amado,

De estrelas irisado.



Tudo de ti em mim

É celebração,

A distância sempre

É expiação!...



Não me poupe de ti,

Do teu olhar,

Do seu siso,

Do teu afagar,

Do seu sorriso...

Longe de você tenho perdido

- tudo -

E até muito mais: o meu juízo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Entrando na tua vida

- bem devagar

Eu sou a primavera,

A alma que te espera,

O Farol que beija o mar.


Um farol perdidamente

No estreito e a frente,

Quanta loucura para contar...


Iluminando o teu barco,

Primavera potente,

Farol perdido, não ilhado,

Com muita história a te contar

E um amor profundo para te dar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nas entrelinhas leio o mundo

Nelas resolvi te namorar,

E dessa forma (estrelar).



Nas entrelinhas leio o rumo

Nelas virei o teu porto seguro,

E dos melhores para se (atracar).



Nas entrelinhas, tenho asas,

Tenho tudo para ser...,

Trigo posto à mesa a te endoidecer.



Talvez seja a navegação,

Ou apenas solidão,

Talvez sim, talvez não.

Coisa de quem sente, vibra e se entrega

Ao amor embarcação, tão doce tentação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Deste-me o teu coração,
Completo e derramado
Em secreta devoção
Completamente livre.
A sombra do teu amor
Trazes-me com solenidade;
A vitória de ser só tua
Vivendo na imensidade.

Concebido, desenhado e feito
Contorno dos teus lábios lindos
Com o carinho do meu beijo.
Augurando reencontrar-te
No paraíso dos teus abraços,
Tenho por tanto tempo segredado
Receando fazê-lo desagradado.

Desejado, concebido e perfeito,
Imagino estes teus olhos lindos
Olhando o meu lateral trejeito.

Carrego por ti um interminável
- desejo
Uma sensual escravidão
- reverbero
Caí na tua sedução
- sem receio
Eu me entregarei de forma inefável,
De um jeito leviano jamais visto,
E sem nenhum retoque eu te quero...

Inserida por anna_flavia_schmitt