Ausencia William Shakespeare Amor
Nos primeiros raios de sol
Talvez a estrada seja longa
Carregas de mim a luxúria
Querendo sempre e mais
A saudade virou milonga
Nos primeiros pensamentos
É possível que me procure
Guardada nos teus desejos
O teu coração busca amiúde
Ser fiel aos nossos segredos
A milonga da nossa história
A tua imagem na minha retina
O passo do nosso amor se alonga
Só quem ama conhece a glória
Só o amor constrói a vitória
A milonga alvissareira
Faz de mim tua - e [inteira]
Quero que venhas logo,
E pronto me queira:
Tens o amor dessa forasteira.
Por ti observados
Corpos enrodilhados
Os passos acertados
Espíritos afinados
Desejos ocultados
Nos toques dos acordeons
O amor afina os tons
A saudade crepita
O peito palpita
A consciência aflita
Separados pela fronteira
O tango te incendeia
Sou tua companheira
Anseia-me inteira
A fome é derradeira
A paixão e sua erupção
Dois acordeons embalam
Os dançarinos e a atração
Os pensamentos acasalam
O amor vibrando no coração
Abrimos caminhos no infinito
Carregamos o amor mais bonito
Tal qual a sedução de uma poesia
Que faz questão de não ser explícita
Insinuando se entrega, e não sossega.
É na iminência poética
e na urgência de amar,
os braços estão prontos
para se abraçar,
e nos sintetizar;
corações a brindar
- e celebrar!
O perfume do amor a invadir,
o coração a te atrair,
o amor está no ar,
estamos prontos
para nos entregar,
e plenamente nos amar!
É na iminência musical
e na urgência sentimental,
somos conjugação celestial
da mística do primeiro amor
[sideral] - a nossa história é
doce e mais do que especial!
O amor é assim: ele nos faz
sempre mais renovados,
e nessa certeza que você
não é um anjo,
mas o céu te trouxe
inteiro para mim:
quero o teu coração carmim.
Contemplo no espaço o olhar,
uma sensação tão instigante
que faz a cada dia eu me apaixonar,
sentimento intransigente que faz
a exuberante juventude só pedir
o teu colo,
um passaporte para desvendar
o teu mistério
tão intrigante - apaixonante.
Na profusão do mútuo desejar,
bem sabes que faço de tudo para
chamar a tua atenção,
e que a provocação e a timidez
fazem parte da nossa dupla,
chegará uma hora que não haverá
mais como ocultar a temperatura;
dizem que amar é um crime,
para o nosso amor não tem castigo,
somos partícipes criativos
no delicioso perigo - incontidos.
Um não sai da cabeça do outro,
sabemos que temos o mesmo gosto,
entre nós não existe jogo,
o tempo se encarregará do nosso
- ouro -
o tempo é a forja e o amor
é nosso primoroso tesouro;
mergulhados nas profundezas do amor,
- somos exigentes -
e a cada detalhe damos valor:
Um brinde ao porvir do nosso amor!
Ele me contou que os meus versos o deixam apaixonado, A voz dele é um doce encanto - é manifestação de amor reverberado.
Na cadência de meus versos, Registro a batida do meu coração, Assim vou dando ritmo a nossa paixão - nós somos pura sedução.
As estrelas no céu lembram o brilho do teu olhar, Te desejo com desejos de pantera macia, Como é bom te amar...
A rosa caprichosa faz de tudo para chamar a tua atenção, Fará tudo bem direitinho só para ganhar o teu coração.
Anunciam-se escritos no universo,
- Versos intimistas
De uma primavera que não cessa;
Tens no colo a tua pantera,
Celebrando o amor da primavera anunciada.
Duas almas que se encontraram,
No estalo de um laço fecundo,
Pura mística;
Sagração autêntica do amor desnudo.
Não tenho mais vontade de falar com ninguém, Só tenho vontade de escrever versos para você, Só para te trazer - e me endoidecer...
Os meus versos estão escondidinhos no coração, Para quando voltares a perguntar, Eles voltarem mais aquecidinhos de paixão.
Doce inclinação como a leveza de um beijo, Desejo que não me esqueça, Que venhas em breve com a tua sedução - e me aqueça.
A noite surge fria sem a tua presença, A saudade faz companhia, Até a volta da tua presença - doce alegria.
Carinho doce ao me perguntar se eu sei namorar, Respondo com este versinho que eu desejo mais do que te namorar, Eu quero te amar.
Os versos jamais se perderão, Eles ficarão para sempre no seu coração, Além do porvir da divina flutuação,Versos acesos por uma grande paixão.
Sem temer a reprovação dos olhares, Podem julgar os teus versos vulgares - por pura inveja dos corações que compõem poesias estelares...
Tenho que te confessar que a paixão chegou para ficar, Não vejo a hora de te abraçar, E ao pé do teu ouvido sussurrar que ainda vamos nos amar.
