Ausência

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Entre Caminhos e Ausências

As ruas se despedem com asfalto desgastado,
fendas que guardam sementes de ventos antigos,
que levaram meus passos além do que os olhos alcançavam —
ruas de calçada quebrada, onde o mato já vem tomando
espaço que outrora foi de gente, de voz, de mão estendida.
Cada beco é um suspiro congelado no tempo,
cada esquina um nó de memórias que não se desatam,
e eu caminho sobre elas como quem pisca em sonhos,
sentindo o eco de passos que não são mais meus,
mas que deixaram na terra um cheiro de café forte,
de panos estendidos no sol, de risos quebrados em gritos.
Mas as ruas acabam onde as estradas começam a correr,
longas como esperanças, retas como promessas não cumpridas,
cobrindo vales e planícies com seus braços de asfalto ou terra,
pulando rios com pontes que gemem ao passar o vento,
escalando colinas com curvas que desafiam o coração.
Elas vão até onde a vista se perde na linha do horizonte,
onde o verde se torna mais denso, onde o som do homem se esfuma,
onde só o bater das asas de aves solitárias
quebra o silêncio que pesa como manta de pedra.
Essas estradas não têm nomes em mapas velhos,
elas são feitas de vontade, de paciência, de dor,
de quem busca o que está além do que se pode tocar,
além do que se pode explicar com palavras comuns.

E o céu — ah, o céu é o mesmo em todo lugar,
mas aqui, longe de tudo, ele parece mais próximo,
mais vasto, mais cheio de segredos guardados nas nuvens.
Nuvens que se transformam em montanhas de vapor,
que correm atrás das montanhas de rocha e pedra,
que erguem seus cumes até tocar a borda do azul,
cubertos de neve branca como penas de cisne,
ou de musgo verde escuro como lágrimas secas.
Esses lugares de difícil acesso, onde os caminhos se perdem,
onde não há trilha marcada, nem som de porta batendo,
onde só a terra sabe o peso dos passos que lá passaram,
onde a quietude é tão profunda que se ouve o coração bater.
Lugares vazios de gente, mas cheios de vida selvagem,
de árvores que conversam com o vento toda noite,
de riachos que contam histórias de montanha para o mar.

Mas em meio a tanta vastidão, a saudade vem como uma onda,
me prendendo ao peito como um frio que não passa.
Queria sentir um abraço quente, aquele que aquece até os ossos,
queria olhar aquele sorriso lindo que faz o mundo parar,
que transforma qualquer deserto em jardim florido,
que faz até as montanhas baixarem a cabeça em reverência.
Essa distância é um rio que não tem ponte,
mas cada estrela no céu é um olhar que me vê,
cada vento que sopra é um beijo que chega até mim,
e eu guardo tudo isso como tesouro no peito,
até que um dia os caminhos nos levem de volta um ao outro.

“Fui feita de ausências elegantes — dessas que doem com dignidade.” Juliana Hoffmann Liska

O castigo mais cruel não é a ausência do objeto desejado, nem a idealização utópica de si que jamais se realizou — é a proximidade eterna daquilo que se pode ver, sentir, imaginar, mas nunca alcançar. Há tormentos que não nascem da falta absoluta, mas da presença inacessível: aquilo que permanece ao alcance dos olhos e fora das mãos. E é justamente essa vizinhança impossível que prolonga o desejo até transformá-lo em prisão.

"A perfeição não está na ausência de falhas, mas na solidez da estrutura que você mantém de pé enquanto o mundo ao redor desaba; é entender que cada cicatriz é um reforço no alicerce e que a verdadeira maestria consiste em converter a pressão da realidade no diamante bruto da sua própria identidade, sem nunca permitir que a mão do destino escreva uma linha que não tenha sido ditada pela sua própria coragem."

A ausência constante não dói para sempre. Com o tempo, ela nos ensina a seguir em frente. Quando percebemos, já não sentimos mais falta.

O silêncio grita


O silêncio grita quando na ausência de ruído.
Isso é tão profundo que se torna insuportável,
E indica uma tensão medida,
No momento que o grito é inevitável.


O silêncio grita, é uma reflexão psicológica
Em situações onde o que não é dito
É mais forte do que o tempo e a lógica
E é associado a dor e ao tédio maldito.


O silêncio que grita é um paradoxo
Comum e potente, indica a ausência de palavras
E pode ser mais expressiva ou insosso
Torturante mais do que o barulho nas trevas.


O silêncio que grita é angústia na alma,
A dor oculta que sangra no peito
Corrói por dentro e deixa um trauma
É terrível essa dor sem nenhum proveito.


Por fim, o silêncio que grita é ensurdecedor
É experiência subjetiva e ausência de som
É interpretada pelo cérebro como uma dor
Um sinal intenso e perigoso que não é bom.


Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026

A Incredulidade


A incredulidade define a ausência de fé,
Se recusa em crer ou em se convencer.
É um estado de falta de crença e até
Um obstáculo para na vida vencer.


A falta de fé é uma dureza do coração,
É uma resistência à verdade.
A presença de fé supera desafios, então,
A fé não é uma vaidade.


Diferente da dúvida, que é uma fé fraca,
A incredulidade é a falta dela.
É uma qualidade de quem não se convence fácil
E se deixa levar por uma parcela.


A incredulidade é a recusa em crer,
Barreira à instabilidade emocional,
Limita as experiências pra valer,
A uma vida instável, modo substancial.


Acredita-se que a falta de fé rouba a paz,
Causa desânimo pessoal e leva à apostasia.
Afasta o indivíduo do seu propósito, aliás,
A paz roubada e a alegria.


Agora, a fé que Deus existe
É a crença firme, no coração,
Na existência de um Criador e consiste
Em amor, fundamentos e devoção.


Suas promessas são revelações divinas,
E vão além da necessidade de provas físicas.
Ela não é considerada uma ruína,
Nem aqui, nem no espaço físico.


Essa fé não é abstrata,
É uma convicção que transforma o ser,
Permite mover "montanhas" em tempo exato
Enfrentar dificuldades com a convicção e crer
Num propósito maior de fato.


Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026

⁠A virtude não nasce da ausência de tentações, mas da negociação silenciosa com elas.

"Construa um império onde a sua ausência seja sentida, mas a sua visão continue governando. Isso é o legado da Riqueza Trilionária."

"Onde o mundo vê ausência de saldo, Deus vê abundância de propósito. Minha visão é o canal por onde a provisão do céu se tornará tangível na terra."

"O silêncio do meu perfil é o barulho da minha evolução. Quem me despreza na ausência, terá que me aplaudir na volta."

A Dor da Ausência e o Silêncio de Deus
Dia das Mães


Dia das Mães deveria existir todos os dias, porque mãe não é apenas quem gera uma vida, mas quem dedica a própria vida ao cuidado, à proteção e ao amor pelos filhos.
Uma mãe suporta dores silenciosas, enfrenta batalhas invisíveis e, mesmo cansada, continua tentando oferecer o melhor de si.


Reflexão Humana


E talvez seja justamente aí que nasce uma das maiores reflexões humanas.
Desde pequenos aprendemos que existe um Criador, o Pai da humanidade, aquele que deu origem ao universo e à vida. Mas quando uma mãe parte, deixando filhos para trás chorando sua ausência, inevitavelmente surge a pergunta que ecoa no íntimo de muitos corações: por quê?


Porque uma mãe humana, limitada, imperfeita e cheia de falhas, ainda assim luta até o fim pelos seus filhos.
Ela não deseja abandoná-los. Ela quer protegê-los, vê-los crescer, acompanhá-los pela vida.
Então por que o Pai todo-poderoso permitiria essa separação?


O Valor do Amor
Talvez ninguém tenha respostas completas para dores tão profundas.
Mas a ausência de uma mãe ensina algo que palavras não conseguem explicar: o valor imenso do amor que ela representava enquanto estava presente.


Para os Filhos


Essa reflexão é para todos os filhos que já sentiram o vazio deixado pela partida de sua mãe.
Porque certas saudades não passam — apenas aprendemos a carregá-las.
E é inevitável o grito silencioso de um filho ou de uma filha:


“Oh mãe… que falta você faz.” 🥹


Chico Uchoa

A vida é uma constante oscilação entre o prazer e o sofrimento, sendo o prazer apenas a ausência temporária do sofrimento. A tristeza, portanto, não é um estado excepcional, mas sim a condição normal da existência, segundo Schopenhauer. Desde de a infância somos orientados a “engolir” o choro, na vida adulta mascaramos ele com remédios, vícios em drogas, jogos ou alcoolismo e também com a religião. Todos os dias vestimos máscaras sociais que nos impedem de sentirmos a angústia de forma reflexiva. Somos projetados na felicidade alheia, sem ter tempo de saber qual a nossa de verdade, e nisso vamos conquistando coisas, pessoas e lugares que não se encaixam no nosso mundo. Como poder ter um momento melancólico existencial sem ser chamado depressivo, estranho ou “carente”? A solidão é a dádiva dos pensantes, um universo de possibilidades. Se você vive em um mundo de aceitação total das coisas, não consegue observar verdadeiramente a vida. Essa contemplação começa dentro de si, no momento de estar em paz consigo mesmo.

Alguns erros indefensáveis tornam-se imperdoáveis unicamente pela ausência de um pedido de desculpas, sem um pacote delas, das desculpas...

“Uma enchente não destrói apenas cidades. Ela expõe a fragilidade humana diante da ausência de prevenção.” Juliana Hoffmann Liska

Abraço não é vazio, não é ausência de palavras, é um jeito diferente de expressar coisas que a gente não sabe falar, mas que o outro precisa escutar e de um jeito meio mágico quem é abraçado interpreta exatamente o que queríamos dizer.

Nem toda bagunça emocional é intensidade. Às vezes é só ausência de limite usando um nome mais elegante.

Nirvana não é um lugar nem um estado, mas a completa ausência de desejo.

A felicidade não é nada mais do que a ausência da dor.

"Não é a inteligência artificial que devemos temer, mas a ausência de inteligência natural para guiá-la com sabedoria".