Aurora
Hoje, na plenitude da paz, na essência da ternura, no silêncio dessa bela aurora, só me resta agradecer ao Altíssimo pelo dom da vida.
Quando ao despertar da AURORA,
Olho pela janela e chove la FORA,
Um desejo imenso invade meu SER,
E esta vontade louca de te TER,
Todinha pra mim, envolvente em meus BRAÇOS,
E com minhas carícias ocupar teus ESPAÇOS,
Intensamente passional de te fazer FELIZ,
Pois na vida foi o que eu sempre QUIZ,
Foi pertencer a uma linda MULHER,
Se Deus permitir e assim o QUISER,
Certamente você ainda vai ser a MINHA,
Estrela, minha luz e minha RAINHA...
A aurora derramava sinos líquidos sobre os jardins do horizonte. Eu me via cada vez mais longe. O silêncio demorava lentamente os excessos do tempo, que era farto alimento de futuro. As sombras vestiam túnicas de safira e esquecimento. Era um momento solene. A memória recolheia as estrelas caídas da noite e o vento levava nas mãos invisíveis o aroma das distâncias. Eu buscava um equilíbrio de constância na lua bordada de rendas de prata nos cabelos da noite. Eu observava com atenção e muito pouco entendia, mas sentia que me desfazia de antigos olhares suspensos no pôr do sol. O céu repousava sua melancolia sobre as sombras da montanha e eu não me entristecia. Seguia alegre e minha única tristeza era saudade. Saudade do que vivi ou saudade do que sonhei. Mas foi intenso e o meu ser não se bastava. Como as mãos não se entrelaçavam havia uma dor lilás em meu peito. Mas faz sol e o dia convida à produção, velhas sementes plantadas no chão no ensejo de se fazer comunhão e eu beijava o altar e murmurava orações na transcendente vontade de ser o agora espiritual, embora tão pouco sei, de Deus e desse ser celeste que povoa meus olhos de anil. A primavera chegou e florescem lírios, açucenas, begôneas, girassóis. As flores de maio em seu resplendor se colorem com cores variadas, roxas, rosas, brancas, laranjadas. A saudade é uma flor fora de estação. Talvez seja outono e eu me entretenho em varrer flolhas douradas que numerosas pousam na terra verdade. A saudade é a nossa busca de sentido na vida. É mais fácil eleger uma pessoa amada do que reconhecer que dentro de nós mora um pouco de nada. E no vazio buscamos mil respostas ao amanhecer. E reconhecemos que não somos completos e ainda assim somos capazer de amar e ser feliz. É o que a poesia diz. Mas andemos ligeiros, pois o tempo passa sorrateiro e apaga as fotos antigas e esquecemos na face que muda o ser que se julgava especial. Envelhecemos. E o tempo passa mais rápido. Ser feliz é, então, uma urgência, se os minutos se esvaem nos traços de nosso rosto, no modelar de um novo corpo. O destino escrevia caligrafias de fogo nos mapas da eternidade. A saudade florescia em flores amarelas e ausentes. Seja feliz no presente.
PRIMEIRA INFÂNCIA: AURORA
Aurora que encantas, também emerge a escuridão,
Em meio a bênção da chuva,
A tempestiva tempestade
Um ninho e sete irmãos,
No cantar do galo
No apagar das luzes,
Na hora da divina misericórdia,
A última gota
No caiu no chão
Criança
Que na primeira infância,
Sorriu
Com os seios flácidos da mãe,
O cheiro do café
O povo de muita fé,
Roga Deus
A primavera,
Seus brotos PANCs
Que a fome atenua,
O pingo de gente
A sua primeira infância sobreviveu,
O fruto frutificou
Eis a metamorfose,
O pingo não é mais gota
Viva a transmutação,
Sem rima e sem métrica
Em seus versos transcreve
Um homem escritor,
Erudita pensador
O prosador poeta.
281225II
Entre Espinhos e Aurora
Nasci do barro, irmão da ventania,
Com os pés feridos pelo chão cruel;
Cada derrota, amarga liturgia,
Vertia fel no cálice do céu.
Vi a esperança em farrapos, mendiga,
Dormindo à sombra fria da aflição;
E o medo, como antiga serpente, instiga
A desistência dentro do coração.
Mas quem atravessa o abismo sem recuo
Aprende que a vitória é cicatriz;
Não nasce do conforto, calmo e nu,
Mas do suor que a própria dor bendiz.
A vida é um ferreiro impiedoso e austero,
Que dobra a alma ao peso do martelo;
Só faz da pedra um monumento inteiro
Porque insistiu em golpeá-la belo.
Assim caminho, entre o pó e o destino,
Sem negociar meus sonhos com a sorte;
Pois todo homem que suporta o espinho
Já venceu metade da própria morte.
Se o mundo ri do passo vacilante,
Que ria! A estrada pertence a quem persiste.
A glória não floresce num instante;
É fruto da raiz que nunca desiste.
"" Então amanheceu
Cores lá fora indicam a aurora
Soberba manhã.
E li no livro de minha vida
Um novo sorriso, um novo pensar...
Será primavera?
Talvez sim, ouço pássaros,
Mas não posso me dar um luxo extravagante,
Ainda que possa me rodear de flores
De saudades de sonhos
Esta manhã algo em mim amanheceu...""
Depois de uma noite escura fria, veio a barra do dia no romper da aurora, o sol nasceu e fez a alegria da fauna e a flora, amanheceu o dia, a passarada agradeceu com muita alegria e cantoria sonora, tudo numa inspiração e renovação, enquanto o humano fala em reclamação e chora.
No labirinto do amor, encontrei em mim alento.
Fulgor que incendeou meu ser,
Tu és minha aurora, o pulsar de minha alma!
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.
Vejo-me envolto em júbilo,
Naquela noite de luar, rendi-me ao teu olhar.
Foi por ti que descobri que o amor é estonteante.
Inefável és tu, que fazes de mim um ser íntegro.
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.
— Kaiane Macedo
O que a lua, o arco íris e a aurora boreal tem em comum em relação a você?
Resposta: Tem grandeza na apresentação do seu existir.
Quem é Essa que Desponta como Aurora?
"_Cântico dos Cânticos"descreve o elogio à Natureza.
Um renascer do Sol no raiar de sua nobreza!
Mas a Lua o acompanha pela sua delicadeza.
Similar à Mulher que recebeu o selo do Seu Criador!
Para ser Cocriadora da vida no Tripé de Amor.
Pela uso da Sabedoria,beleza e esplendor!
Parem o tempo,
Virem todas as ampulhetas,
Calem os ventos da aurora,
Esqueçam suas rotas, os planetas.
Parem o tempo no ar:
Estou a beijar e boca dela.
Agora sim, corram, às horas!
Na velocidade da luz,
Num instante do pôr do sol,
Nas asas do colibri,
No perfume do jasmim.
Voa, tempo, vai-te embora:
Estou à espera dela.
Aurora
Passar oito horas na frente do piano todo dia se exercitando é uma boa maneira de não aprender música. Ficar uma eternidade desenhando objetos é uma forma de engessar a mão e não aprender o que é desenhar. Escrever com uma meta e reduzir a escrita a contos, romances e poesias é deixar de ser escritor. Essas práticas produzem artistas robôs. Na verdade, operários da arte. Vendem o seu esforço inútil pela sua sobrevivência. A arte vem do nada, não da repetição e cópia do trabalho de outros artistas. É uma forma de nos descobrirmos, aí é que está o seu valor. A arte não é um aprendizado, é uma descoberta.
Aurora de outros tempos sou apenas a poeira que soprou dentro das tuas narrativas nunca prestei, nas sombras caminhei ate encontra a luz de outro olhar.
No claro de uma nova apologia a aurora de nossas almas somos capazes de compreender que mundo é um universo humanista mesmo frio e sem sentimentos observamos a grandeza de uma gigantesca força da natureza.
Nossos reflexos são pequenas sombras na ilusão humana.
Devemos glorificar olhar as estrelas ver que do nosso microcosmo ainda somos arrogantes e mesquinos...
Nos alienamos pois assim a gloria na riqueza e no impunidade...
Vazamos tanto conhecimento mais ainda não conhecemos nem a nos mesmo.
Pois somos universos denfro de universos... nem quem criou a humanidade sabemos de fato,
E nem temos idea do potencial temos.
Vagamos pelas riquezas da existência somos fragmentos da verdade escorre pelo espaço sideral e restante do cosmo. Gritamos que existimos.
Mais ainda caminhamos na caverna de Platão... outras vezes caminhamos dentro da caverna digital.
Por Celso Roberto Nadilo.
Nas fronteiras do medo o somos diante do somos?
Nascida Ávida...
Chegara em companhia da aurora
Vestido branco
Cor de pérolas raras
Em leve sorriso franco
Cabelos ao balanço da brisapppp⁰pp passante
Um mistério que a tornava diferente
Passara sem reclames
Por dias de abandonos e milagres
Conhecendo contos e verdades
Se apaixonando por bravos heróis
Derramando versos sem alardes
Vinha ela, quiçá de um céu
Que não a via, mas havia
Cobrindo lua e mar em calmaria
Vagando desertos que não conhecia
Destinada a enfeitar o jardim de minha poesia
"Cada nascer do dia é um convite silencioso da vida: a aurora não apenas ilumina o céu, mas também abre caminhos dentro de nós. A oportunidade não está no tempo que passa, mas na coragem de transformar o instante em eternidade."
Roberto Ikeda
A neve, o vulcão e a aurora boreal,
O frio intenso, o medo denso,
Depois da explosão o crescimento acontece, as estruturas ganham formas, um novo mundo renasce,
No brilho do céu, a imagem que reluz as verdades transcende o que um dia foi real.
Estava sonhando certa vez um sonho desperto, quando presenciei uma aurora boreal, uma das mais belas e poderosas sobre um lago congelado, o seu brilho esmeralda tocando o gelo, formando um cenário exuberante, mágico com um lindo ser dançando livremente no centro, apresentando movimentos harmoniosos, suaves como se a liberdade tivesse ganhado um corpo, arte de um espírito liberto, momento raro, sendo fantasioso em cada detalhe, o encanto majestoso da incrível surrealidade.
"Quando a aurora rompe o silêncio da noite, Deus devolve ao meu peito o fôlego da vida. O sol que nasce não ilumina apenas o mundo, mas também os sonhos, a esperança e a certeza de que ainda há um propósito para cumprir. Por isso, recebo cada manhã como um presente divino, vivendo com gratidão, fé e a vontade de deixar, em cada passo, o melhor de mim."
O teu lugar não é entre as cinzas do teu passado, mas sim na aurora resplandecente do teu futuro..!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
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