Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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A pouco tempo acabou um amor
Um amor solitário
De uma pessoa incorrespondida e não amada

Às vezes eu queria te odiar. Porque te amo. Porque queria sua atenção. Porque queria receber um elogio seu. Porque sinto ciumes. Porque lamento perder o que não é meu. Porque odeio ter de admitir que isso é ridículo. Porque tenho medo de lutar. Porque vencer o medo é um desafio. Porque o pouco, poupando metáforas, é tudo que tenho. Porque o pouco me envergonha. Porque eu deveria desencanar. Porque posso estar vivendo em vão. Porque sua felicidade é minha dor. Porque se triste você estiver, mais infeliz ficarei. Porque eu queria ser esse alguém que mora em seu coração. Porque queria ser seu primeiro e último pensamento. Porque queria não pensar mais em você. Porque não queria te associar ao amor. Porque quando te abraçam eu sinto vontade de chorar. Porque por você eu queria ser abraçada. Porque eu queria te fazer sorrir. Porque não sou a razão do seu sorriso. Porque minha timidez me prende aqui nesses argumentos idiotas. Porque eu não teria coragem de te dizer nada. Porque eu tenho raiva de ser covarde e me esconder. Porque fugir cansa. Porque estou cansada de continuar calada. Porque permanecer em silêncio pode ser melhor que a realidade. Porque eu queria outra vida. Porque talvez não seria legal outra vida, pensando bem. Porque eu vivo um sonho solitário. Porque viver assim machuca e disso você não tem culpa. Porque eu queria que eu você tivesse. Porque você nem sabe quem eu sou. Porque eu queria que você soubesse. E gostasse do que descobrisse. Porque eu me sinto uma idiota por tanto querer. Porque você não tem obrigação de ler. Porque queria ser o verso que te toca. Porque não sou melodia. Porque sem asas não sou anjo. Porque se pudesse seria. Porque não está ao meu alcance coisa alguma. Porque sou apenas eu. Porque eu não sou a pessoa mais legal do mundo. Porque meu mundo não tem graça sem você. Porque eu sou uma criança egoísta que às vezes queria que você pensasse como eu. Me esqueço de que te amo por não se parecer nem um pouco comigo. Porque em você encontrei mais que uma companhia, inspiração. Eu encontrei alguém com quem queria que comigo pudesse permanecer ao lado para sempre. E o para sempre chega ao fim, como as frases todas. Infelizmente não posso contra isso. Porque o impossível é questão de enxergar ou não. E diz o amor que o melhor se vive com os olhos fechados. Então se estima o valor da lágrima. Caindo de seus olhos eu chorarei também, não conseguirei resistir. Porque eu sei que é amor. Mesmo quando me dizem que tudo passa, eu sei, o amor viverá para sempre, ainda que você e eu já tenhamos partido. Sem conhecê-lo ou então nos iludindo com falsas sensações. Porque é pertinente. Porque apenas um passo resumiria esse poema em um beijo. Porque a imaginação me leva ao inferno. Porque é pecado não sentir. Porque não me pertence o futuro. Porque os versos ganham a forma que bem entenderem, depende de você. De mim. Desse momento. Porque o coração desenhado no vidro embaçado contém seu nome, ainda que nenhuma inicial lá esteja. Porque seu nome é a senha que acende as esperanças. Porque eu simplesmente resumiria os porques com uma frase. Porque eu gosto de complicar tudo. Porque a saudade torna esta noite mais longa. Saudade de recentes lembranças. Sem organização.
Às vezes eu queria te odiar. Por um minuto que fosse. Porque um minuto se convertem em mil anos de amor e perdão. Porque para quem ama o remédio é amar mais. Porque o amor é o anticorpo do poeta. Porque sem amor, desmoronariam-se as invenções e as teorias seriam emaranhados de palavras confundindo minha mente. Como a vontade de te odiar, com todo amor.

Eu já falei isso antes em um mundo diferente, me joguei no desespero e continuei caindo em um abismo. Você estava lá do meu lado, me observando o tempo todo. Mas isso ainda me salvou. (Yuu Otosaka)

Toda a minha infelicidade vem do fato que sou um pecador.

Uma voz

Sua voz quando ela canta
me lembra um pássaro mas
não um pássaro cantando:
lembra um pássaro voando

Nenhuma quantidade de provas jamais convencerá um idiota.

Desconhecido

Nota: O pensamento costuma ser atribuído a Mark Twain, mas não há evidências que confirmem essa autoria.

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Eu queria apenas um pouco de atenção, de compreensão. Queria apenas fazer historia e não sofrer com ela. Queria ser pra você alguém especial, e não alguém que você só lembra quando ninguém lembra de você. O que não quer para você, não faça com o outro. Seja sincero por mais que isso doa… Não iluda se não quer ser iludido, não faça sofrer alguém que não te fez sofrer. Se não pode fazer esse alguém feliz, deixe-a livre para que ela vá em busca da sua felicidade, para que ela possa ser feliz de verdade.

Você teve um péssimo dia.
Você não deu um sorriso, o dia todo.
Mas só basta uma palavra, uma simples palavra de quem você gosta, para, realmente, você ter uma boa noite.

Sou um péssimo agnóstico pois acredito em Deus, sou um péssimo religioso pois tenho dúvidas demais, mas não estou sobre nenhum muro, pois esses sim tenho certeza que não existem.

Eu queria ser um Hacker pra invadir tua vida e roubar teu coração...

Antes um inimigo de valor que um amigo tolo.

Ruiva é um ser fascinante do cabelo cor de fogo e corpo minuciosamente pigmentado.

⁠Não espere reciprocidade. Faça, porque é um dever seu.

A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições.

Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado. Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor; e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade.

Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume. O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade.

As restrições são prenhes de ensinamentos. Basta saber parturiar, fazer vir à luz o que nelas está escondido.

A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro, local da negação absoluta de tudo o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem.

O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução. É como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!” Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.

Distantes do que antes era tão próximo, recobramos de um jeito novo. Redescobrimos os detalhes, as belezas silenciosas que, com o tempo, desaprendemos a perceber. A visão ao longe é reveladora. Vemos mais perto, mesmo estando tão longe. Olhamos e não conseguimos entender como não éramos capazes de reconhecer a beleza que sempre esteve ali, e que nem sempre fomos capazes de perceber.

No momento da ameaça de perder tudo isso, o que mais desejamos é a nova oportunidade de refazer a nossa vida, nosso desejo é voltar, reencontrar o que havíamos esquecido reintegrar o que antes perdido ignorado, abandonado. O que desejamos é a possibilidade de um retorno que nos possibilite ver as mesmas coisas de antes, mas de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência e pela e pela restrição.

Depois do resgate, o desejo de deitar a toalha branca sobre a mesa, colocar os talheres de ocasião sobre mesa farta. Fartura de sabores e pessoas que nos fazem ser o que somos!

Refeição é devolução! Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutrientes perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar à mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outros, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor!

Depois do cativeiro, a festa de retorno, assim como na parábola bíblica que conta a história do filho que retornou depois de longo tempo de exílio. Distante dos nossos significados, não há possibilidade de felicidade. Quem já foi sequestrado sabe disso. Por isso, depois do sequestro, a vida nunca mais poderá ser a mesma.

Ela nunca iria mudar, mas um dia com o toque de um dedo, ela cairia em pó.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. Os Mandarins, Ediouro - Sinergia, 2006

Um convite. Uma proposta. Uma oportunidade. Uma iniciativa. Uma tentativa.... Eu aceito!

Todo homem são e civilizado deve ter um conjunto de princípios pelos quais rejeita alguns desejos e admite outros. Um homem se baseia em princípios cristãos, outro se baseia em princípios de higiene, e outro, ainda, em princípios sociológicos. O verdadeiro conflito não é o do cristianismo contra a “natureza”, mas dos princípios cristãos contra outros princípios de controle da “natureza”. A “natureza” (no sentido de um desejo natural) terá de ser controlada de um jeito ou de outro, a não ser que queiramos arruinar nossa vida. É bem verdade que os princípios cristãos são mais rígidos que os outros; no entanto, acreditamos que, para obedecer-lhes, você poderá contar com uma ajuda que não terá para obedecer aos outros.

C. S. Lewis
Cristianismo Puro e Simples

É um erro acreditar que é possível resolver qualquer problema importante usando batatas.

Douglas Adams
A vida, o universo e tudo mais (1982).

Um dia o jogo vira nessa historia mal contada, eu deixo de ser a vitima, viro vilão e você sente na pele a sua própria cilada!
#phaelandrade

um poema na noite é boêmio,
um boêmio na esquina é um predador,
a lua é dos lobos,
o amor é dos bobos
e ninguém é de ninguém...