Às Vezes

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Intensidade


Às vezes a gente se culpa por ser intenso demais.

Muitos dizem que deveríamos mudar.
Que deveríamos tratar as pessoas da mesma forma que somos tratados.

Mas a verdade é que eu não sou assim.

Eu não consigo ser frio quando meu me coração é quente.
Não consigo devolver maldade quando o que eu carrego é amor.

Se alguém carrega ego…
eu carrego sentimento.

Se alguém carrega desconfiança…
eu carrego confiança.

Mas não qualquer confiança.

É o tipo de confiança que só pode ser quebrada uma única vez.

Por isso é preciso ter cuidado antes de tentar quebrar alguém por inteiro.

E a verdade é que o meu maior medo nunca foi ficar quebrado.
Porque todas as vezes que eu me quebrei… eu também me curei.

O meu medo é outro.

É que um dia, lá na frente, você perceba o que perdeu…
se arrependa de tudo…

E eu simplesmente não possa mais fazer nada.

⁠Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.

Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.

Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.

Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.

Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.

Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.

Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.

Às vezes eu queria partir para outra galáxia…
um lugar silencioso do universo onde a alma pudesse evoluir em paz.
Longe daqueles que escolheram a destruição em vez da construção,
a guerra em vez do diálogo,
a morte em vez da vida.
Existem pessoas que não apenas quebram coisas…
elas quebram sonhos.
Roubam caminhos,
aprisionam o direito de ir e vir,
e ainda se proclamam donos do mundo.
Mas ninguém é dono do universo.
Nem da liberdade que nasce dentro de cada consciência.
Os verdadeiros opressores sempre temeram a mesma coisa:
mentes livres.
Talvez eu não precise ir para outra galáxia.
Talvez a verdadeira viagem seja continuar evoluindo,
mesmo quando o mundo insiste em nos prender.
Porque a liberdade começa onde o medo deles termina.

Nem todos que estão ao seu lado são seus amigos; muitas vezes, a pessoa mais próxima de você é seu pior inimigo.

Às vezes damos apenas um “tchau”, sem imaginar que pode ser um adeus.

Às vezes a gente passa tanto tempo procurando…
que esquece de agradecer pelo que já tem.


A vida tem dessas:
quando a gente para um pouco, percebe que muitos dos nossos pedidos já viraram realidade.

Às vezes a vida parece pesada, mas nunca se esqueça: dentro de você existe uma força silenciosa que já superou dias difíceis antes.


Respire fundo, levante a cabeça e continue caminhando, porque cada passo, mesmo pequeno, te aproxima de uma nova história, mais leve, mais forte e cheia de possibilidades.


Acredite em si mesma, confie no seu valor e lembre-se de que nenhum momento difícil é maior do que a coragem que vive dentro de você. ✨💛

Ninguém consegue adivinhar como vai ser um relacionamento, às vezes pode dar certo ou não.
O que vale é a experiência, então analise bem com quem você está.

Querida intuição… você não erra. Sou eu que às vezes demoro a te ouvir.


— Jess.

Heroica Desistência

Demétrio Sena - Magé

Algumas vezes não luto. Cedo e me acomodo bravamente. Foi o que fiz há mais de vinte anos, com a implosão do meu organismo, em razão da ausência do sistema linfatico, ao ser conduzido a um hospital, quase na certeza de morrer: tinha desenvolvido uma septicemia. Septicemia é quase sentença de morte. Lembro-me do meu coma semiconsciente, quando só eu sabia que estava semiconsciente: não orei, não recorri a nenhuma fé, não pensei nas pregações religiosas que sempre ouvi, e sequer passou pela minha cabeça qualquer temor do suposto inferno, profano que sou. Só me deixei. A minha condição de saúde lutando contra mim, sem ter a menor das resistências, de minha parte.

Dias após, ocorre o que chamariam de milagre, se eu fosse um "homem de Deus", ou de "Deus, pátria e família", e minha família tivesse reunido "oradores" ao meu redor. Naqueles anos, ainda era permitido que grupos religiosos fossem aos hospitais oprimir doentes, ameaçar com o inferno, caso morressem "sem salvação". Abusar da fragilidade e da "paciência" do paciente, para impor-lhe uma fé cristã. Cruzadas hospitalares do medo e das "ameaças santas".

Depois de muito não lutar e assim mesmo voltar para casa, percebi que os medicamentos tratavam minha patologia, mas me deixavam inerte, sem força e ânimo. Mais uma vez resolvi deixar estar e abrir mão dos medicamentos, mesmo crendo na ciência e na medicina, porque afinal, não sou bolsonarista. Só tomei a decisão de arriscar viver menos, com mais qualidade de vida. Não "preguei" minha decisão que parecia negacionismo. Só fiz uma escolha perigosa, em situação única; muito pessoal. Sem influenciar um possivel coletivo com teorias maciças da conspiração.

Como a perna esquerda parecesse representar perigo a todo o organismo, logo veio a tentativa do médico, de cortá-la, porque com ela, eu morreria em seis meses. Tudo havia implodido entre ela e a virilha, onde ainda está minha bomba-relógio. Demorada bomba-relógio, que não decide o que fazer. Como estava consciente, não permiti. O médico não mentiu; apenas calculou mal: por pouco a minha "brava desistência" não "me levou", mas algo se acomodou dentro de mim, tanto quanto eu. Ainda estou vivo. "Ainda estou aqui". Caminho longas distâncias, pedalo e ainda faço uma ginástica mequetréfi diária, não por músculos (realmente não os tenho), mas por manutenção.

Vivo como se a vida fosse companheira fiel; não a coisa traiçoeira que me deixa solto em um labirinto. E nesta vida, faço tudo sem disputa: sou um escritor que não busca fama e troféus; trabalhador que não deseja ser destaque; cidadão que já rejeitou comenda municipal (título de cidadania), porque nada disso me completa. Só me completa o fazer. A chance de levar meus feitos aos olhos de quem aprecia. Quem aprecia de verdade; não finge uma vez a cada quatro anos. Ombradas e rasteiras? Exclusões? Enfrento muitas e nada faço; sigo meu caminho, bravamente acomodado com o que sou, quem sou, e com o que acredito. Minha fé é na vida e nos seres humanos que restam da maioria. Tem muita gente boa no mundo.

Perfeito? Longe de ser perfeito.Tenho fama de mau, esquisitices que ninguém intui, como acho inteiramente normais, práticas que o moralismo abomina. Mas tudo isso de mim para mim mesmo. Zero maldade contra o próximo. Zero trama para "me dar bem" às custas do outro. Zero preconceito, zero separarismo, vingança e qualquer farsa para me mostrar melhor do que sou. Se você não acredita, zero preocupação. Desisto heroicamente. De você.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

⁠As vezes imagino se estou cá realmente, ou lá, ou ali, ou simplesmente de cama, dormindo, ou até em coma, fantasiando todo meu itinerário.

Muitas vezes “nos encaixamos” em situações, e ambientes acreditando que sejam saudáveis ou felizes para nós, Mas é só a repetição de tentativas de ser aceita, amada, vista.
Por isso reflita sobre suas escolhas, seus limites e suas necessidades, e não apenas se contentar com situações que não te fazem feliz de verdade, mesmo que pareçam “funcionar” à primeira vista; Seja cautelosa consigo mesma...🙌🌱🌹

"⁠Mas o tempo, às vezes, não recompensa esforços. Às vezes, apenas revela injustiças."

(Cavalo da paixão)
*
Muitas vezes o ser humano
não enxerga o dano
que está por vir,
deixando as porteiras
do jardim do coração aberto.
E depois num susto,
percebe que o cavalo da paixão
entrou e pisoteou sem dó as pobres flores,
os sentimentos mais nobres,
e que antes eram tão singelos!

*
"O que eu desejo e quero
as vezes me dá desespero,
Vejo pouco a distância,
e nessa pouca visão,
embaça a reflexão,
deixando subtraída a poesia,
que vive em vôos de pássaros aprisionados em gaiolas do tempo."


***
( Francisca Lucas )
____________________💚💙

Ser feliz pode custar tão pouco...
Um simples gesto, uma atitude, e muitas vezes, um simples sorriso...
Muitas pessoas se enganam por pensar que a felicidade está nas coisa que possam adquirir e principalmente no dinheiro...Mas não! A felicidade verdadeira está dentro de nós onde pouco a procuramos.Está em nossos corações, e a encontramos quando estamos cheios de amor, quando involuntariamente, o coração dispara dentro do peito, quando fazemos o bem a quem quer que seja, quando o Espirito Santo de Deus paira sobre nós e, com sua plenitude, transforma nosso ser.
Experimente encontrar dentro do seu coração a verdadeira felicidade!
Ela é fruto do amor de Deus..
Se reconcilie nesse amor fraterno, pratique um gesto de caridade, tenha novas e boas atitudes, espalhe sorrisos...Sorrisos custam pouco, mas valem muito e pode causar alegria e fazer muitas pessoas felizes..

As vezes magoamos as pessoas com nossos atos ou com nossas palavras. Não nos limitamos e, passamos da conta.
Precisamos aprender a nos frear, a não sermos intolerantes.
Cada um de nós tem um ponto de vista, uma opinião, e devemos compreender, pois tanto eu quanto você temos o direito ao livre arbítrio.
Cabe a cada um fazer sua parte...
Evite se irritar com qualquer coisa...A irritação causa mais sofrimento a nós que aos outros.
Devemos moderar o que fazemos e o que dizemos. Devemos ser tolerantes e compreensíveis para que também possamos ser compreendidos.

As vezes me iludo com teu olhar e minha cabeça vira...
Tenho tentado algo que não consigo e nem quero...Tenho tentado tirar da minha vida o que me causa êxtase, alegria...
As batidas do meu coração são incontidas.
Angustia, tristeza, confusão na minha mente, é assim que estou...
Verdadeiramente, me sinto doente e você, a sua ausência é que me deixa assim...
Antes sentir uma alegria incontida dentro do meu peito que forçar-me áquilo que meu coração não quer.

As vezes, pequenos gestos, mesmo que involuntários, alegram o coração.

Às vezes o que sentimos vai além do que queremos sentir..