Às Vezes

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Às vezes, eu penso que quero,
Repasso...
Bem mais, muito mais, que demais
No passado...
Nos bancos da sala de aulas.
Na igreja, ou no carro,
Se macho ou fêmea,
Se branco, negro ou mulato.
De posse, ou sem sorte.
Se mora no gueto, na praça
Ou resort.
Está em cartaz!
No fardo dos imparciais
Sob o crivo do “coitado”
Que fere, não mede,
O quinhão dos iguais.

Inserida por NICOLAVITAL

NADA DAQUILO QUE FALAM DE MIM ME FAZ MAL, ÀS VEZES, APENAS ME SÃO INDIGESTOS"

Inserida por NICOLAVITAL

"A MAIOR AUTORIDADE EM EDUCAÇÃO PARA COM OS MENORES, SÃO SEUS PRÓPRIOS PAIS, MUITAS VEZES RELAPSOS. AS AUTORIDADES SECUNDÁRIAS, APENAS FISCALIZAM"

Inserida por NICOLAVITAL

⁠SEM MEDO DE SER FELIZ:

Medo, medo, medo
meeeeedo...
eu tenho medo de ter medo!
às vezes fecho os olhos para a realidade.
fecho sim, por medo de ver o medo
que sonda os "indivíduos" em uma sociedade
subjetivada pelo medo.
porque o medo, essa premissa...
é uma configuração social de relação de poder
imposta a seus atores sociais.
portanto, o medo é sim!
ferramenta de controle social
e tenho medo, medo, medo
meeeeeedo...
Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

O MITO DO NATAL:

Nesta noite de natal
Eu saí por três vezes às ruas...
O que eu queria!?
Era apenas encontrar o precursor desta noite.
E em todas as casas que percorrí
As portas estavam fechadas, havia sim, um clima de festa
O som que se ouvia era festivo.
Mesas fartas, músicas comerciais, deleites e comemorações.
Em um ímpeto de curiosidade
Fixei meu olhar às frestas daquelas portas
E em nenhuma delas vislumbrei o aniversariante.
Sai um pouco desolado.
Me recolhí e fiquei a me perguntar.
Por que tanta euforia se todo dia é dia de natal?
E todos os dias ele nasce em todo o universo.
Mais tarde o sol ainda não chagara, e o som da música já se fazia mais fraco.
Pela quarta vez eu deixava o sono ainda não dormido
E o encontrei!
O Arauto. Cansado, malcheiroso e não parecia ter nascido naquele dia!
Todos já entorpecidos em sua própria festa não o reconheceram.
E fecharam-lhe as portas.
Ao romper da aurora, caia a ribalta, as portas se abriam para um novo dia.
Não era mais natal... E ele ali inerte ao solo onde descansava invisível aos olhos de seus anfitriões.
Sem cheiro, sem alento, sem recordações!
Não era mais natal, não era mais natal.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠TEÚDAS E MANTEÚDAS?!
Do alto do romântico tanque das canelas, aonde eu ia todas as vezes que visitava o meu saudoso “Beneficio”, só para espiar as “caboclinhas” como eram chamadas pelos seus patrões e que ali lavavam suas roupas e da vizinhança. As nossas, porque se usufruíam das benesses da água, por obrigação tinham que lavar também as roupas da patroa, minha avó.
Todas elas de pele negra e poucos sonhos, mas donas de belos corpos, muito embora, visivelmente sofridos. Ainda assim, lindas por natureza. Por trás das moitas que surgiam não se sabe como, entre as gretas dos lajedos dos tanques de pedras, eu que naquele contexto iniciava-se à puberdade, me escondia por trás das mesmas, apenas para cubar a beleza sútil daquelas lavandeiras que vinham quase todos os dias ao tanque das canelas cumprindo o mesmo ritual. Muitas delas, dado à calmaria do lugar, ou quiçá, por espontaneidade, se sentiam à vontade durante a labuta aproveitando o sol que queimava vossa pele.
Ora! Eu apenas um guri se iniciando na puberdade, e filho inocente de uma formação patriarcal, não somente deixava aflorar a inocente curiosidade de me perguntar por que aquelas moças eram tão “diferentes” de mim como ensinava meus avós? Também deixava aflorar um sentimento de paixão infanto/juvenil, ainda que platônico. Assustado, ficava a me perguntar: Por que meu vô as chamava de teúdas e manteúdas, além de caboclinhas. E, ali ficava horas após horas a ouvir suas melodias que se harmonizavam com a batida das roupas sobre as rochas. Tudo aquilo para mim era motivo de alegria e diversão, muitas vezes tentando rabiscar suas caricaturas usando cacos de telhas sobre a rocha ou nas folhas verdes do agave (Sisal) nativo da região.
Já no final da manhã, apresentando os primeiros sintomas de fome, porem ali pregado, não podia sair sem antes assistir ao que se repetia quase que cotidianamente. As lindas lavandeiras num gesto natural exibindo seus belos corpos. Lavando-os como se estivera lavando aquelas malfadadas roupas. Aquele gesto me despertava muita curiosidade. Para meu desatino e frustração, logo se ouvia um grito... Ei moleque! Era meu vô a me procurar, instante em que as donzelas cor de canela mergulhavam nas águas do épico tanque das canelas, não sei se pelo fato de ali está alguém à espeita a lhes observar, ou pela súbita chegada de meu avô o que já era corriqueiramente e para mim estranhamente de praxe.
E o menino inocente e sonhador se embrenhava nos arbusto a procura da casa grande onde acometido de enorme ansiedade ansiava o raiar de um novo dia.
Agora já crescido não há mais dúvidas sobre a beleza anatômica e subjetiva daquelas inspiradoras e belas mulheres.
Todavia, aquele guri agora feito “homem” mutila-se ao indagar-se – O que de verdade existira entre meu vô e aquelas belas magricelas, se não a exploração de corpos e segregação de sonhos. Teúdas e Manteúdas jamais, execradas e torturadas. O bastante para a grande desilusão de meus sonhos pueris.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série minicontos:


CRIME HEDIONDO
Parecia amor, às vezes carinho outras compaixão. Entre amor e ódio. Obsessão...

Inserida por NICOLAVITAL

⁠AUTOCRÍTICA:
Às vezes, humanamente penso
Que somos o que jamais
Poderíamos ser.
Nesta noite indolente sem carinho,
Sem amor (...).
Num quarto como indigente
A companhia é o terror!
Rastros, ruídos, fantasmas.
Na escuridão da noite...
O arrastar de chinelos
Na sala ou no corredor,
São lampejos de ínfima lucidez
Na alma do pecador.
Eu que sempre fui insolente, frio,
Calculista e fingidor.
No ocaso não sou nada
Ao vislumbrar as entranhas
Do que deveras sou.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠SEM MEDO DE SER FELIZ:

"Às vezes, eu fecho os olhos para a realidade.
Fecho sim, com medo de ver o medo que sonda os "indivíduos" em uma sociedade subjetivada pelo medo.
Porque o medo, essa premissa, é uma configuração social de relação de poder imposta aos seus atores sociais.
No entanto o medo, é sim, ferramenta de controle social. E o Brasil hoje esperança alentar esse dragão.

Inserida por NICOLAVITAL


SEM RÓTULO
A minha curiosidade e atrevimento ao escrever às vezes me custa responsabilidades.
Em um dia daqueles que a gente não espera, um jovem poeta me aborda pelo Instagram e para minha imensurável surpresa me faz um questionamento.
- Eu leio seus textos sempre!
Eu lhe respondi.
- Quem bom, fico feliz por isso.
E, surpreendentemente, ele me interpela.
- Eu tenho muita vontade de lhe mostrar meus escritos mas tenho medo que detecte algum erro.
Em êxtase lhe respondi
- Eu também morro de medo do seleto intelecto corretivo da literatura comercial.
No entanto, a escrita é minha, a leitura sou eu que faço.
De certo, no universo virtual eles também me lêem, embora não me comprem
O restante é só o restante caro poeta.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠LIS
⁠Sabe o que eu queria agora?
Que todos pudessem me ouvir
Não o que às vezes sai de minha boca
Apenas aquilo que minha psique não sabe expressar.
Só você para alcançar aquilo que não sai de minha boca.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠MINHA FERA
Às vezes eu sou só fera
Espinhos ou solidão.
Noutras, posso ser flores
Leveza e compaixão
Se sou fera ou espinhos!
É porque nesse universo de feras
O indivíduo carece fera ser também
Nesse emaranhado de dúvidas
Que se chama compreensão

Inserida por NICOLAVITAL

⁠POEMINHA A ELES
Não, ser avô não é ser pai duas vezes.
Há uma linha tênue que divide esses dois únicos momentos.
Ser pai, às vezes, deixa respingar um certo grau de toxidade.
Ser avô, não!
É liso, doce...
Contar história é o método mais eficaz e eficiente de educação.
Avós contam histórias aos netos.
No entanto educam a alma

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Infortúnio
Às vezes, a gente se pega fazendo aquilo que não nos é aprazível
Não que seja primazia a ociosidade
Esse sentimento se manifesta na falta de oportunidade
Quem não gostaria de sentir prazer no que se propõe a fazer?
Muitos estão ali imbuídos
Por mera necessidade de sobrevivência.
Mas o mercado é indolente e não nos faculta escolhas.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Às vezes penso em não ter nascido.
Procuro vida e o ar está rarefeito.
Noutras, respiro o ar das colinas
E escuto o vento soprar meu rosto
Só em ouvi-lo soprar
Valida a ideia do nascimento.

Inserida por NICOLAVITAL

Nós, seres humanos, sabemos que avançar e recuar faz parte da vida. Às vezes avançar é uma boa opção. Recuar pode parecer um ato de covardia, nem sempre. É uma questão de sensatez. É melhor ser medicado pela solidão (quimioterapia) vivendo apenas um período de dor do que morrer aos poucos sem encontrar a solução para nossa doença – AMOR.

O amor nos faz perder a noção do espaço e do tempo; ridicularizamo-nos, nos tornamos patéticos, claro que percebemos isso, mas, nem por isso resolvemos parar. Pois estamos motivados por um desejo incontrolável, uma esperança que virá, Será? Só EU acredito. Só isso não basta. Vejo que não sou forte o suficiente para lutar sozinho. Por isso resolvi entregar as armas.

Além de tudo, espero poder olhar para traz e dizer para mim mesmo: eu tentei, chorei, sangrei; destruí vidas para construir um AMOR irreal, imaginário que só existiu dentro de mim, existi apenas em mim. Não me arrependo de nada, assumo as minhas atitudes, sejam impensadas, desconexas, destorcidas, mas que nunca teve o objetivo de magoar o próximo. Sempre tentei despertar em ti, O ANJO INTERIOR que nunca existiu. Não te culpo por isso. Lamento apenas por ter ouvido, algumas vezes, algo que poderia ser real – é claro que a minha análise não merece nenhum crédito, pois falo por motivações “paixonites”.

Sempre soubemos que o que sobrava em mim, faltava em ti. E você, você não teve a menor intenção ou sensibilidade de aproveitar, absorver a menor parcela deste amor. Eu que sempre estive disposto em esperar por ti.

Antes vivia por uma questão de sobrevivência, tê-la em meus braços era para mim o oxigênio que falta na lua; hoje passa ser uma questão de amor próprio. Como é triste e deprimente se olhar no espelho e perceber que ESTOU me destruindo, destruído. Qual será o meu fim? A eterna autocomiseração?

Há quatro (...):
Aquilo que você quer ouvir; o que você não quer ouvir; aquilo que você precisa ouvir e por último aquilo que você nunca precisou ouvir.
Nunca ouvi o que eu queria, sempre ouvi o que não queria; nunca me foi dito o que eu precisava ouvir e por último não precisava ouvir isso de ti. Infelizmente você nunca se importou comigo.

O beijo pedido de forma humilhante e negado de forma inescrupulosa, nada mais foi do que a espera de um complemento, uma continuação desse sentimento ao qual nunca neguei, às vezes, implícito para preservação de nossa amizade, até a forma mais extravagante de dizer TE AMO. Sempre deixei claro: desejo teu corpo, quero te beijar, preciso te abraçar. Mas não precisa ser agora, pois já tenho o muito, o suficiente, a tua amizade. A base, o pilar do verdadeiro e mais puro AMOR.

O crescimento intelectual começa a partir do nosso interesse, se molda, se aperfeiçoa, sem dúvida, no meio externo. Ele é imprescindível para crescermos nesse ambiente desleal, injusto e desonesto, onde só o conhecimento pode nos dá um melhor conforto: financeiro, social e pessoal. Como poderia eu querer atrapalhar a tua árdua caminhada? Sinto muito que você tenha entendido que eu seria um percalço para tua formação intelectual. Francamente nunca tive essa intenção.
Tentar-me-ei guiar pela estrela cruzeiro do sul, na esperança de me encontrar novamente. Juntarei os pedaços que sobraram de mim, na certeza que irei me reconstruir. Preciso apenas do tempo necessário.

Inserida por NATALINO1980

Às vezes ficamos tristes, chateados com os problemas do dia a dia. Mas nem por isso pensamos em desistir, em desanimar.
Isso acontece porque alegremente podemos afirmar que as alegrias, os momentos bons sempre são, apesar de tudo, mais presentes em nossas vidas.

Podemos quem sabe, chorar no inverno. Porém sempre existirá o outono, a primavera e o verão para nos alegrar.
Far-me-ei presente nas quatros estações da tua vida. Enxugarei o teu rosto suado do calor do verão. Acompanharei o florescer das flores junto a ti na primavera. Apanharei contigo as pétalas das rosas caídas ao chão do outono e te esquentarei do frio gélido do inverno. Não tenho duvidas que não poderei carregar todos os teus problemas, mas se confiares em mim poderemos resolve-los juntos.

“... quero você de janeiro a janeiro...”

Inserida por NATALINO1980

Somos nós os reais responsáveis pelas nossas decisões. Às vezes, acertivas, outrora, negativas. Se corretas, bem; quando erradas, cá para nós, são nocivas à mente, ao coração e o pior de tudo a alma. Nos resta, apenas, lamentar. Torturá-nos até o último suspiro. Até não existir mais perdão humano.

Inserida por NATALINO1980

Sisudo, às vezes, quase sempre. Excesso de seriedade, talvez. Mas sempre nos parâmetros da racionalidade.

Inserida por NATALINO1980

NÃO - advérbio de negação, que se opõe ao sim. Podemos não acreditar, mas, às vezes, somos cobrados a pagar um preço mais alto por conta de não sabermos dizer NÃO. Não que o sim seja mais audível, sonoro ou mais fácil de falar, não por isso. Contudo pelo simples fato de inocentemente lembrarmos de agradar alguém mesmo sabendo que poderemos nos desagradar depois.

Inserida por NATALINO1980