Às Vezes
A vida as vezes se parece
com uma viagem de carro.
Você pode ir dirigindo e definir o destino final ou pode ir de carona e ser levado para qualquer lugar.
Escolha bem seus amigos, as vezes a cura pra uma mágoa, está apenas em recostar a cabeça no ombro certo.
Mais uma vez
O ego, às vezes, é direcional. Ele motiva você e a mim a conquistar o que sonhamos.
E eu estava pensando aqui: acho que consegui tudo o que sonhei para a minha vida. Eu já alcancei.
Alguém pode até dizer: “Mas você não tem do jeito que o outro tem.” É que eu não sonhei igual a esse outro.
Com o passar do tempo, fui evoluindo um pouco mais. Comecei a entender que, depois de uma quase-morte, a vida é muito mais do que coisas.
Sim, eu ainda gosto de coisas. Gosto de carros. Gosto de uma casa confortável. Gosto de motos de alta cilindrada — daquelas que meus pés alcançam o chão.
Gosto de perfumes bons. Gosto de roupas legais. De tênis da moda. Gosto de um monte de coisas.
Mas, sim, cheguei no lugar que sonhei. E preciso acreditar — ou talvez colocar dentro de mim — que posso sonhar mais.
Estou feliz assim, e só me falta uma coisa. Mas ela está por vir. Está quase chegando.
Então, não tenho mais sonhos urgentes. Não carrego mais tanta missão.
O resto é só: viva, viva, viva.
Porque viver é isso.
Será que o meu ego está morrendo, ou estou indo junto com ele? Ou será que nasci de novo, mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez?
Nildinha Freitas
Mulher de muitas moradas
Às vezes eu tenho a sensação de que existem várias partes de mim dentro de mim mesma.
Quase ninguém conhece, mas eu conheço.
Eu moro dentro de mim!
Dentro de mim tem aquela que gosta do silêncio, que prefere quando não há barulho algum.
Tem aquela que gosta da solidão, mas também aquela que ama a multidão!
Tem aquela que gosta de ver gente, de sentar na calçada e ter aquela conversa boa, simples, que aquece a alma.
Dentro de mim mora aquela que escreve, aquela que lê.
Tem aquela que cala, mas também aquela que fala!
Existem tantas partes dentro de mim.
Tem aquela que quer reviver o passado, mas que, por algum motivo, apagou da memória.
E dentro de mim existe aquela que segura firme a caneta da própria história!
Nildinha Freitas
Às vezes a gente fica com tanto medo do futuro,
ficamos ansiosos para saber
se isto ou se aquilo vai dar certo
e esquecemos de viver
o presente,
o momento em que estamos,
e tudo passa despercebido
pela nossa mente,
quando vamos acordar,
a viagem já está no fim
e não aproveitamos nada.
perdemos muita coisa hoje
se preocupando com o amanhã!
eu aprendi que devemos viver
um dia de cada vez...
Planejamos o futuro
Sem conhecer o amanhã,
Sonhamos com uma realidade
Muita das vezes ilusória
E seguimos quebrando expectativas
Entre altos e baixos
Sempre desejando o melhor
Em cada passo.
Por diversas vezes me achei grande.
Tão pequeno,
Tropecei nos meus próprios pés
Engasguei com a própria saliva
Acreditando ser o que não era.
Sou homem mortal de carne e osso
Humano, desses que voltam ao pó.
Já desisti incontáveis vezes.
Já recomecei incontáveis vezes.
Recalculei a rota
Levantei para lutar
Cabeça erguida e foco no objetivo
Sem sonhos a vida perde o brilho.
Queria te conhecer em algum lugar.
Viver a vida!
Abraçar a felicidade!
Às vezes te procuro
E em outras, fico esperando chegar.
Vem logo porque a vida
Não tem sentido sem você.
Às vezes dá vontade
De ir embora
Desse mundo
Mas, eu lembro que vou encontrar
O vazio eterno da solidão
E ficando aqui
A vida me preenche
De tantos sentimentos,
Principalmente amor!
Tem vezes que a liberdade
Parece ser uma cela,
Por isto tem muita gente
Correndo com medo dela.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
A gente luta na vida
Para se ter plenitude
E às vezes conta com a sorte
Pra que tudo logo mude
Mas se caso a sorte falte
Tem que sobrar atitude!
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Sem palavras
Silêncio, às vezes, é
O complemento da fala
E pra não ferir alguém
A nossa boca se cala.
Às vezes, ela falando,
Acaba cuspindo bala.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
17/11/2023
Quem Dera
Imagino um dia em que estarei no barro.
Às vezes quente, às vezes lama, entre outros,
No mais alto teor malcheiroso que exalam os mortais.
Quem dera!
Se até mesmo sob tanta terra,
Naquele invólucro imóvel, apertado,
Sem água e escuro, a decompor-me,
Exalasse o perfume de jasmim.
Quem dera!
Pois essa podridão indesejável
É o perfume da humanidade vil
Que o exala sem querer, claro!
Transfigurando-se em seu estado mórbido.
Quem dera!
Se eu fosse,
Apenas fosse,
Sem ter que me ver decompor-me
Com tanta fetidez.
Quem dera!
Se eu apenas fosse numa viagem
sem ter que me ver neste estado humano
devorado por vermes.
Quem dera!
Assim o penso,
Assim é o meu lado material.
Quem dera!
Não fosse.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Interiorem pacem
Às vezes fico em silêncio
Pra minha alma falar
Pois se falo atrapalho,
Por isso o meu calar.
Quando silencio, ouço,
O meu “Eu” se expressar.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Às vezes a gente chora
Para lavar nosso rosto
E tirar as impurezas
Que um dia alguém tenha posto.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
A vulgaridade às vezes
Tem espaço e atenção
E a mediocridade
Tem picos de ascensão.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
26/03/2024
A memória é um novelo
Que às vezes se emaranha
Que para desenrolar
Tem que ter muita artimanha.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
05/04/2024
O que vem do ser humano
Às vezes me dar receio
Mas olhando friamente
O que me vem né alheio.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
13/06/2024
