Às Vezes

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A verdade é que, como forma muitas vezes / não se harmoniza com a intenção da arte, / porque a matéria é surda a responder.

Nos mortos sempre li alguma coisa nova e nos vivos ouvia repetir mil vezes mil coisas velhas.

Às vezes acontece sentirmo-nos felizes por um minuto. Não se deixem levar pelo pânico: é uma questão de segundos e depois passa.

É, por vezes, mais difícil governar um só homem do que um grande povo.

Cem vezes pensei que Nova York é uma catástrofe; cinqüenta vezes, que é uma bonita catástrofe.

Os homens, para não desagradarem aos maus de quem se temem, abandonam muitas vezes os bons, a quem respeitam.

O mistério em que envolvemos os nossos desígnios revela muitas vezes mais fraqueza do que discrição, e com frequência prejudica-nos mais.

Muitas vezes uma cidade inteira pagou por um homem mau.

Nunca desanime. Às vezes é só um pouco mais além.

Às vezes desperdiçamo-nos: o nosso verdadeiro desejo é deixar de viver exclusivamente para nós próprios.

A memória é muitas vezes a qualidade da estupidez; ela caracteriza geralmente os espíritos pesados, os quais torna ainda mais pesados, mercê da bagagem com que os sobrecarrega.

Há muitas pessoas a quem a vaidade faz falar grego, e, até, por vezes, uma língua que não entendem.

Não há homem, por santo e virtuoso que seja, que não se sinta por vezes cocegado pelos atractivos do pecado.

Duvida de tudo pelo menos uma vez, mesmo que seja da sentença: duas vezes dois são quatro.

Passamos muitas vezes do amor à ambição, mas nunca regressamos da ambição ao amor.

Um grande homem é aquele que morre duas vezes. Primeiro, como homem; e depois, como grande homem.

Ao analisar os fatos históricos, evita ser profundo, pois muitas vezes as causas são bastante superficiais.

Um homem inteligente pensa uma vez antes de falar duas vezes.

Robert Benchley
My Ten Years in a Quandary (2021).

O hábito é que me faz suportar a vida. Às vezes acordo com este grito: - A morte! A morte! - e debalde arredo o estúpido aguilhão. Choro sobre mim mesmo como sobre um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa! Como a vida esplêndida é aborrecida e inútil! Não se passa nada, não se passa nada. Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras. Petrificam-se os hábitos lentamente acumulados. O tempo mói: mói a ambição e o fel e torna as figuras grotescas.

É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.