Às Vezes
Às vezes, a saudade tem prazo de validade; se me esqueces, não me resta alternativa senão aprender a te esquecer também.
"A personalidade que se adapta ao paradigma cultural muitas vezes é uma máscara, e a verdadeira face da pessoa só aparece quando ela desafia essas normas."
Algo a dizer sobre nós
Às vezes, penso em como seria te amar novamente, como seria mais uma vez te beijar, te abraçar, e sentir que, apesar de todos esses anos, o nosso amor ainda ficou guardado. Daí, lembro que escolhemos rumos diferentes para a nossa história.
Olhando para trás, percebo o quanto éramos imaturos. Não conseguíamos enxergar que o amor mora nos detalhes e no respeito. Você me machucou e eu não soube lidar com todo o caos que você deixou… Ok, eu também te machuquei e não imagino o caos que deixei. Hoje, não importa quem machucou mais ou menos. Sinto que é em vão discutir sobre isso.
Estamos vivendo nossas vidas e aparentemente sem mágoas. Já se passaram dois anos e pouco desde a última vez que te abracei, quando tomamos um vinho e demos boas risadas relembrando o passado. Nesse dia, parecia a oportunidade perfeita, mas depois percebi que não dá para colar um vidro quebrado. Foram tantas emoções naquele dia que não saberia descrever… Aliás, sei sim.
Quando vejo você chegar naquela esquina com um sorriso sem graça, meu corpo ferve de nostalgia. Volto anos atrás, quando nada importava, só nós dois. O frio na barriga, a boca seca, os olhos brilhando, as famosas borboletas no estômago. Minhas pernas tremiam, minha mão suava. Meu corpo inteiro entrou em estado de alerta, parecia que o meu grande amor voltaria para meus braços e acalmaria todo esse caos… Não foi assim e até hoje não é.
Foi triste perceber que você estava aqui e, ao mesmo tempo, tão longe. Seria impossível te abraçar e dizer que ainda te amo. Saber que estava na mesma cidade me tirou o ar, o sono e o apetite. Me vi em um lugar solitário e triste por alguém que não estava mais à minha disposição.
Me reorganizei e estou tentando acreditar que o amor pode ser vivido de outras formas e com outras pessoas, de formas diferentes. Porque o amor é isso: o cuidado, os detalhes, a vontade de ficar! O amor não nos completa, pois precisamos ser inteiros sozinhos.
Se bem que, aproveitar a vida ao seu lado foi uma das melhores escolhas que fiz ate hoje! nao passou um só dia sem que eu pensasse em voce
PSaindateamo!
Por que, às vezes, escolher parece mais difícil do que deveria?
Estar diante de escolhas simples, como um sorvete verde ou amarelo, pode parecer trivial, mas é nesse instante que a mente revela suas profundezas mais confusas. A cor, mesmo não alterando o sabor, cria uma ilusão de diferença que nos prende. Não é a escolha em si que nos consome, mas o que ela representa: a busca por algo que, no fundo, não existe. Queremos o azul, o inalcançável, aquilo que não está na mesa. E enquanto nos debatemos entre o verde e o amarelo, o tempo, indiferente às nossas dúvidas, derrete o sorvete, deixando-nos com mãos vazias e a sensação amarga de ter perdido o momento. Talvez, como dizem os psicólogos, isso seja o paradoxo da escolha: quanto mais opções temos, maior o peso de decidir, e no fim, o maior inimigo não é a escolha errada, mas a inércia.
Você reclama da sua vida, mas já parou para pensar no que os outros enfrentam? Muitas vezes, o sofrimento alheio é muito maior, enquanto você quer desistir por coisas que podem parecer pequenas. Você deseja desaparecer sem perceber que, comparada à dor de outras pessoas, a sua pode ser tão pequena quanto um grão de arroz
Não pense que não acredito no retorno da alegria.
Mas quantas vezes ela me acena de longe triste, cansada e indecisa...
"Muitas das vezes, é na dor que encontramos o caminho para o crescimento. A dor é a professora que nos ensina as lições que a felicidade raramente revela."
A irracionalidade do ser humano é tão forte que muitas vezes deixamos de aceitar a verdade, para viver com nossas falsas convicções.
Muitas vezes tenho ficado pasmado diante do fato de pessoas que se vangloriam de professar a religião cristã – a saber, amor, alegria, paz, temperança, e caridade diante de todos os homens – brigarem com uma animosidade tão rancorosa e, diariamente, demonstrarem umas às outras um ódio tão amargo, a ponto de tudo isto, em lugar das virtudes que professam, ser o principal critério de sua fé.
Às vezes olhamos para as pessoas, mas nem sempre lembramos que elas são (seres humanos...)
Rubenita Simey
Às vezes, mesmo a gente dando bons motivos para que amigos e familiares continue ao nosso lado , não é o suficiente quando ficamos doente. Eles se vão de nossas vidas e não voltam mais. Faça por você hoje, pois lá na frente não terá ninguém para te abraçar. Caso houver alguém, Abrace forte.
A incerteza é uma constante na gestão pública e na vida. Muitas vezes, somos levados a acreditar que só podemos agir quando estivermos completamente preparados, mas a realidade demonstra o contrário: é no próprio processo que adquirimos a experiência e o conhecimento necessários para lidar com desafios. A frase "uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo" ilustra bem essa dinâmica e se alinha diretamente ao conceito de planejamento situacional, desenvolvido por Carlos Matus.
Matus, um dos principais teóricos da administração pública na América Latina, argumentava que o planejamento tradicional, rígido e baseado na previsibilidade, falha diante da complexidade e da constante mudança dos cenários sociais e políticos. Em contrapartida, seu modelo de planejamento situacional propõe uma abordagem flexível, na qual a tomada de decisões ocorre de forma contínua e ajustável, à medida que a realidade se transforma.
Este texto explora como essa perspectiva pode ser aplicada à gestão pública, destacando a importância da aprendizagem em movimento, da adaptação constante e da necessidade de gestores que compreendam que a prontidão não é um estado prévio à ação, mas sim um resultado dela.
Portanto a frase “uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo” reflete uma perspectiva que ressoa profundamente com o planejamento situacional proposto por Carlos Matus, em sua análise da gestão pública, particularmente no contexto da incerteza, da dinamicidade e da complexidade dos processos administrativos e sociais. Essa ideia pode ser entendida como um convite à flexibilidade e à adaptação contínua, elementos centrais no pensamento de Matus e na prática da gestão pública.
Planejamento Situacional de Carlos Matus
Carlos Matus, um dos principais teóricos latino-americanos em gestão pública, argumenta que o planejamento tradicional muitas vezes falha ao tentar ser rígido e previsível, em um ambiente social e político marcado pela incerteza e pela dinamicidade. Ele propõe, portanto, o planejamento situacional, que se caracteriza pela adaptabilidade e pela flexibilidade do planejamento, permitindo que ele seja moldado conforme as circunstâncias e o contexto que vão se desenrolando ao longo do tempo.
O planejamento situacional de Matus coloca em primeiro plano o aprendizado contínuo, a tomada de decisões descentralizada e o reconhecimento de que, enquanto a ação acontece, a realidade vai se alterando, e isso demanda ajustes constantes. A frase citada está intrinsecamente ligada a esse conceito, uma vez que sugere que a "prontidão" não é algo a ser alcançado antes de iniciar a ação, mas, ao contrário, é um processo contínuo de aprendizado e adaptação.
Análise Comparativa com o Planejamento Situacional
Incerteza e Flexibilidade
Planejamento Tradicional: Muitas vezes, o planejamento tradicional parte da ideia de que é possível e necessário prever e controlar todos os fatores possíveis antes de agir. Esse enfoque tende a ser rígido e, portanto, falha em lidar com a imprevisibilidade dos processos sociais e administrativos.
Planejamento Situacional: A frase pode ser vista como uma metáfora para o próprio planejamento situacional, onde a prontidão não é um pré-requisito para começar, mas sim algo que se conquista ao longo do processo, através da interação contínua com a realidade que está sendo gerida. O planejamento se ajusta e evolui com a dinâmica do ambiente, o que reflete uma visão mais aberta e adaptativa da gestão pública.
Descentralização e Processos Iterativos
Planejamento Tradicional: Muitas vezes é centralizado, com decisões tomadas de forma hierárquica e linear, sem espaço para reavaliações contínuas ou ajustes no caminho.
Planejamento Situacional: O conceito de que a pessoa se torna "pronta durante o processo" se alinha com a ideia de que os gestores públicos aprendem e se adaptam ao longo do tempo. Não é preciso esperar um momento de perfeição ou "prontidão", mas sim agir de forma iterativa, ajustando-se conforme novas informações e desafios se apresentam. Este processo de aprendizado constante é fundamental para o planejamento situacional.
Processo de Ação
Planejamento Tradicional: Ação é vista muitas vezes como algo que deve ser conduzido conforme uma estratégia previamente estabelecida, com pouca margem para improvisação ou mudanças durante a execução.
Planejamento Situacional: Em contraste, no planejamento situacional, a ação e o planejamento se misturam. O planejamento é simultâneo ao fazer, e as decisões não são rigidamente preestabelecidas. Em vez de uma visão linear, a realidade vai sendo adaptada à medida que a ação acontece. A frase exemplifica essa visão, pois sugere que a pessoa adquire o conhecimento necessário para estar "pronta" ao agir e aprender no caminho.
Gestão Pública
Planejamento Tradicional: Em muitas administrações públicas tradicionais, a ênfase é colocada em estabelecer metas e controle rigidamente definido, com um foco na previsibilidade e no cumprimento de prazos de forma rígida. A gestão pública tradicionalmente busca criar um sistema em que os gestores sejam “prontos” antes de começar, com planos bem definidos e objetivos específicos.
Planejamento Situacional em Gestão Pública: Matus, por outro lado, advoga que o processo de gestão pública deve ser mais flexível e dinâmico. A frase citada reflete a natureza interativa e evolutiva da gestão pública no modelo de Matus, onde os gestores não estão “prontos” antes de agir, mas se tornam prontos ao enfrentar os desafios e aprender com eles ao longo do processo. Isso se aplica diretamente à gestão pública em contextos onde as condições sociais, políticas e econômicas são imprevisíveis e em constante mudança. Matus argumenta que um bom gestor público deve estar sempre aberto ao aprendizado, ajustando suas estratégias conforme o processo avança.
Sistemas Adaptativos
Planejamento Tradicional: A visão tradicional tende a adotar uma abordagem rígida e fixa, com etapas de planejamento seguidas de execução de forma linear e sequencial.
Planejamento Situacional: Matus vê o processo de gestão pública como um sistema adaptativo, no qual as decisões se ajustam às situações emergentes. A frase se encaixa aqui, pois sugere que a pessoa se torna “pronta” enquanto faz, ou seja, o processo de gestão pública deve ser um processo de adaptação contínua, onde a compreensão das realidades administrativas vai se aprofundando à medida que o trabalho é realizado.
Conclusão
Em suma, a frase "uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo" serve como uma excelente metáfora para o planejamento situacional de Carlos Matus na gestão pública. A ideia de que a prontidão não é algo que se alcança antes de iniciar, mas sim um produto do próprio processo, é uma chamada para a adaptação contínua e o aprendizado constante no contexto da administração pública. Em vez de buscar um planejamento rígido e inflexível, o planejamento situacional defende que a gestão pública deve ser conduzida de forma dinâmica, com ajustes constantes, à medida que o contexto e os desafios se desenrolam.
Esse modelo contrasta com o planejamento tradicional, que muitas vezes busca um estado de “prontidão” ou controle absoluto antes de qualquer ação, algo que, no contexto da complexidade e da incerteza da gestão pública, pode ser irrealista e contraproducente. A gestão pública, portanto, deve ser vista não como um processo de aplicação de um plano pré-existente, mas como uma experiência contínua de aprendizado e adaptação às necessidades e desafios emergentes.
As vezes precisamos dizer adeus
Para que possamos ser nós mesmos!
As vezes precisamos dizer adeus!
Para termos um novo recomeço!
E neste recomeço, aprender a dar valor ao que realmente importa!
Quantas vezes você se doou?
Quantas vezes você se machucou por alguém que disse te amar?
As vezes precisamos dizer adeus!
Vai doer, parecerá insuportável,
Uma dor inenarrável..
Mas somente as vezes..
Precisamos dizer adeus
Para que um dia possamos novamente sorrir..
Pois! Para dias tempestivos de bravio mar,
Dias de bonança ão de raiar!
Quando pensamos no passado muitas das vezes olhamos somente para nossos erros, única e simplesmente para não repetí-los,
Temos medo de novamente sofrer, de novamente errar, de novamente amar!
Temos o receio de que tudo voltará à tona..
Quando pensamos no passado, nós nos bloqueamos, e fazendo isso
Deixamos de lembrar com carinho do que já se passou,
Um toque
Um olhar
Um aroma, aquele que nos fica impregnado!
Se olhamos nosso passado com o receio de repetir os erros, jamais teremos a felicidade da boa lembrança,
Lembrança daqueles dias únicos..
Dias em que nos amávamos
Pelo simples fato de existirmos
Viver é um caminho cheio de altos e baixos. Às vezes tropeçamos, outras vezes nos reerguemos mais fortes. Nenhum passo é em vão, nenhuma dor dura para sempre. Cada recomeço nos ensina, cada desafio nos transforma. A vida é agora, e seguir em frente é a única opção.
Moabe Teles
