Às Vezes
Às vezes é preciso deixar, sem ressentimentos, que a vida faça algumas mudanças mais dolorosas em nossos caminhos... E, precisamos entender que isso não significa que tais mudanças serão definitivas, podendo ser elas apenas pelo tempo necessário para que seja viabilizada outra forma de se comportar diante do que no atual momento se tornou ruim, nos entristece e não temos a coragem de aceitar que algo chegou ao fim...
A vida nos mostra e pede às vezes para deixarmos para outros tempos a continuidade de algumas nossas relacões, livres do que hoje nos causa descontentamento e por si só não conseguiremos nos desvencilhar. Ela nos mostra que é apenas um tempo de mudanças, indicando que devemos segui-la por um caminho de distanciamento momentâneo do que nos suga negativamente as energias!
Assim a própria vida se encarrega de nos mostrar por quais caminhos nos levará até que, se possível, um reencontro venha trazer uma nova fase...
E, quiçá, seja de Luz!
Amor ou Vento
Às vezes penso que amei —
mas talvez tenha apenas nomeado
um vazio bonito demais
pra continuar sem nome.
Disseram que amor aquece,
mas o que senti
foi mais como brisa:
toca, some,
me deixa tonto…
mas nunca fica.
Te olhei como quem busca casa,
mas será que era você,
ou só a vontade absurda
de enfim encontrar abrigo?
Me doei como quem aposta alto,
sem saber se o jogo existe,
ou se fui eu quem inventou
as cartas, o prêmio e o risco.
Era amor?
Ou só silêncio com cor?
Um eco daquilo que esperei ouvir?
Você sorria,
mas era por mim
ou só por hábito?
Talvez amar seja isso:
um tropeço constante entre
o que é e o que queríamos que fosse.
E o pior —
talvez nunca se saiba.
Talvez amor verdadeiro
nem faça barulho.
Ou talvez ele nunca tenha vindo.
E eu apenas dancei sozinho
com o vento.
Quantas vezes condicionamos nossa felicidade a algo externo? Ao que ainda falta, ao que esperamos alcançar, ao que precisa melhorar. Mas existe um tipo de felicidade que nasce silenciosamente dentro de nós, sem alarde, sem depender de conquistas, e que simplesmente... é.Essa felicidade sem motivo tem um sabor especial. Ela não exige explicações, não cobra resultados, não se esconde atrás de metas. Ela surge quando nos sentimos em paz com quem somos, quando conseguimos respirar fundo e perceber que, mesmo com imperfeições, há beleza no agora.É a leveza de estar presente, de agradecer sem um porquê específico, de sorrir por sentir o coração calmo. É quando entendemos que a vida, mesmo em sua simplicidade, é suficiente para nos fazer bem.
Coloco minha fé inteira em Deus, não como quem entende, mas como quem sente. E às vezes, só isso me basta. É uma entrega. Porque, no fundo, ainda é Ele quem segura a minha mão quando tudo parece ruir. Quem escuta os barulhos do que cala em mim. Quem enxerga os cacos que disfarço com sorrisos. Tem dias que eu simplesmente me sinto abraçado pelas minhas próprias dúvidas, e digo: "Deus, só cuida." Como se dissesse: não precisa explicar nada, só fica perto. E Ele fica. Nos vazios, nos silêncios, na ausência de respostas. Fica em forma de força. De algum jeito, Ele fica. A fé virou o meu idioma mais sincero, e o meu ato de confiar em Deus virou a minha oração mais bonita. Eu não tenho certeza de quase nada, mas até quando o caminho fica difícil, é essa fé que me faz seguir. A confiança não me protege das dores, mas me ampara dentro delas. E de alguma forma, no meio do improvável, entendo: até no processo silencioso, Deus segue cuidando de tudo. Me protegendo das coisas que nem imagino. Tem um cuidado acontecendo. Tem uma proteção nas coisas que não aconteceram. Um livramento no que pareceu atraso. Deus vai ficando, sabe? Mesmo quando tudo dentro de mim parte. Ele fica. E isso, talvez, seja a única coisa que eu realmente precise saber.
COMPARAÇÃO IDIOTA
Às vezes é muito melhor você conversar um burro (quadrúpede) do que conversar com burras de duas pernas (pessoas), pois os quadrúpedes não lhes entenderão, mas também não lhes estressarão, já os de duas pernas lhes entendem e também lhes estressam. Diante mão, estou pedindo desculpas aos quadrúpedes por imbecil comparação.
Fortaleza/Ce., 30/06/2025.
Em um mundo superestimulado, muitas vezes confundimos paz com tédio.
Cuidado em valorizar apenas os ápices da sua vida pois, acabará perdendo todo o resto.
Muitas vezes, nos encontramos tão absorvidos pelos planos e aspirações para o futuro que esquecemos de viver plenamente o presente. A correria do dia a dia nos faz acreditar que sempre haverá um amanhã para realizar nossos sonhos, corrigir nossos erros e expressar nosso amor. No entanto, é importante lembrar que o presente é tudo o que realmente temos, e hoje pode ser nosso último dia aqui.
Ao olharmos para o futuro com tanta ansiedade, podemos negligenciar as pequenas maravilhas do agora. Será que estamos dedicando tempo suficiente às pessoas que amamos? Será que estamos cultivando a gratidão e aproveitando os momentos simples? Será que estamos fazendo o melhor que podemos hoje?
Viver cada dia como se fosse o último nos leva a reconsiderar nossas ações e prioridades. Ao invés de adiar conversas importantes ou deixar para depois as boas ações, devemos agir com amor e compaixão no presente. O perdão torna-se essencial para libertar nosso coração de mágoas e ressentimentos, permitindo que vivamos mais leves e em paz.
Amar intensamente, perdoar sinceramente e agir com bondade são os pilares de uma vida significativa. Quando abraçamos esses valores, transformamos nosso cotidiano em uma série de momentos preciosos e cheios de propósito. Afinal, o verdadeiro legado que deixamos não está em nossos planos futuros, mas nas ações de amor e bondade que realizamos hoje.
“ A vida é muito simples, porém muitas vezes nós que a complicamos.
Querendo as coisas no nosso tempo, colocando nosso ego sempre a frente, e muitas vezes não aceitando o que a natureza nos proporciona.
A grande sacada é ser paciente, resiliente e aceitar com amor o que não podemos mudar”
Nem sempre é um funcionário que parte, às vezes, é o aviso que ninguém soube ler, o talento que cansou de esperar e o reflexo de uma liderança cega ao próprio espelho.
O Coração e a Lua
Às vezes, o coração é como a lua cheia,
Brilhando na escuridão, a luz que não se apeia.
Em cada fase, uma história a contar,
Amores que vêm e vão, como ondas do mar.
No céu estrelado, os desejos flutuam,
Entre suspiros e risos, as almas se anuam.
E sob o manto da noite tão bela e serena,
O amor é a poesia que nunca é pequena.
Às vezes, ser feliz parece uma roupa apertada em mim. Não é que eu não queira — só não me serve do mesmo jeito que serve nos outros.
"Dor que o tempo não levou"
Às vezes meu coração pesa,
sem que ninguém veja o quanto.
É saudade, é pressa
de voltar ao que era um encanto.
Sinto a falta de um gesto, um olhar,
um amor que não ficou.
Sobra arrependimento no ar,
a dor que o tempo não levou.
Mas eu escrevo pra não calar,
pra o silêncio não me vencer.
pra esconder as feridas que o tempo deixou.
T.Lauren
"Falar de saúde mental num país onde milhões acordam sem saber se vão comer é, muitas vezes, um luxo de quem pode pagar pelo silêncio. A verdade é que não existe terapia eficaz onde o sofrimento é coletivo, estrutural e diário. Antes de um divã, o pobre precisa de um prato cheio, de um salário justo, de um lar seguro. O inconsciente não é alheio à desigualdade — ele grita, ele sangra, ele adoece junto com o corpo que a sociedade insiste em explorar. Psicologia que ignora isso não é ciência, é conivência."
"Às vezes, não é o gesto em si..."
Às vezes, não é o gesto em si que fere.
É o que ele carrega nas entrelinhas:
Quem foi lembrado, quem foi ignorado.
Quem recebeu o cuidado, quem recebeu o silêncio.
Às vezes, não é sobre o objeto, a ação, o momento.
É sobre o olhar que passa direto.
A gentileza que escolhe destino.
O respeito que vira privilégio para poucos.
Em ambientes coletivos, o que nos une ou nos separa nem sempre são os grandes conflitos
mas as pequenas escolhas diárias que revelam quem enxergamos e quem invisibilizamos.
Que a gente tenha a coragem de ser gente que inclui, que reconhece, que considera.
Porque o que se constrói com respeito, permanece.
E o que se constrói com descaso, desmorona por dentro e por fora.
Minha vida é um filme
Às vezes eu vivo minha vida
Como se fosse um filme
Às vezes é ação
Às vezes comédia
Às vezes suspense
Cada dia é um filme diferente
Quando eu era mais nova
Eu vivia um filme de conto de fadas
Com príncipes
Castelos
Felicidades de “verdade”
E muitas coisas do tipo
Mas aí eu fui crescendo
E vendo que os contos de fadas
Não se encaixavam mais
No meu dia a dia
E acho que agora era mais
Filmes baseados
Em fatos reais
Com tragédias
Perdas, falsidades
E muitas coisas do tipo
E às vezes me pego pensando
Será que esse meu filme
Que tem muitos gêneros diferentes
Ainda vai ter aquelas reviravoltas
Igual aos filmes de verdade
E eu vou ser superfeliz no final?
Às vezes o voo se desvia do plano traçado, mas o destino é moldado por quem tem voado. Não se deixe aprisionar por dúvidas ou medos, mantenha a fé, esperança, no coração, segredos.
Livro: O respiro da inspiração
Às vezes, não sei se o que penso é real.
Minhas ideias parecem simples devaneios — ao mesmo tempo me perturbam e me libertam dos meus medos.
Para quem observa meus textos, talvez pareça loucura. E tudo bem.
Me identifico com Raul Seixas:
“Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”
O que eu era há um segundo já não me representa mais.
Esse “eu” que você viu passou.
Você conheceu o Tarin que morreu há instantes.
Se quiser me entender, tente conhecer o Tarin que está aqui agora.
Só assim suas conclusões farão algum sentido.
