As Pessoas Sao como Ondas

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⁠Viver como formiga
é não querer saber
o que não somos
ainda capazes de responder.
É viver sem querer entender
o porquê se vive.
É entender que o viver
está no que se vive.
É simplesmente viver por viver.

⁠Ser velho ou novo
é tudo uma questão
de como você se ver
e não de como você
é visto pelos outros.

⁠Como mediar a aprendizagem de algo que não se caracteriza como foco de nossos atos?

⁠Amar é acreditar que pode ser infinito,
é ter o tempo como amigo,
o desejo dividido
e o prazer de estar contigo.

⁠O que para você não tem sentido, pode ser o motivo que o próximo enxerga como a oportunidade de estar feliz.

⁠Quando passamos muito tempo olhando para a vida do próximo, esquecemos de ver como está seguindo a nossa e por isso não conseguimos enxergar que podemos ser injustos em nossos julgamentos.

“Mudar alguém é como destruir e construir a mesma casa.”

"Eu cheguei"


A vida brota bem pequena,
como uma folha a desdobrar.
Cresce serena e crescida,
no tempo certo de chegar.
​Acolhe o pingo da chuva,
busca o abraço do sol,
descansa no colo da noite,
espera a luz do girassol nas manhãs.
​Nas tardes mansas de vento,
na primavera eu floresci.
O verão trouxe o seu calor,
no outono as folhas vi cair.
​No inverno fiz meu abrigo,
calmando os passos da corrida.
Venci cada desafio,
sarando as dores da vida.
​Esqueci velhas feridas,
fiz das cicatrizes paz.
Guardando meus lindos sonhos,
olho a estrada e sei: cheguei.

Rasgou as velhas roupas do passado como quem corta cordas invisíveis. Cada fio que caía era um sopro de liberdade, uma promessa de si mesmo que não se enrolaria mais em nostalgias fáceis. O prazer momentâneo sussurrava em cada canto — o chamado das mesas cheias, dos abraços sem compromisso, dos consolos rápidos — mas ele fechava os ouvidos.

Escolher o melhor para si é coragem que não se veste de glamour. É se colocar inteiro diante do mundo e dizer: “Não mais me contentarei com migalhas, mesmo que doces.” Há uma dor doce nisso, um aperto nos ombros e no coração, porque renunciar é um rito silencioso que só o próprio corpo entende.

Mas há também poesia no sacrifício. Cada passo para longe do que não serve é um avanço rumo à plenitude que ninguém pode roubar. É o gosto de um vinho guardado, saboreado depois de anos, ou o perfume das flores que crescem em solo inesperado, intenso, solto, sem pressa.

Ser gentil consigo mesmo não é indulgência; é firmeza. É reconhecer que você merece o melhor, ainda que seja caro, ainda que seja solitário, ainda que precise atravessar tempestades interiores. É aceitar que a reconstrução dói, que a vida não se repete nem se empresta, e que a cada manhã há um pedaço de você que renasce.

Reviver é isso: um gesto íntimo, visceral e silencioso. É dançar com suas próprias feridas, abraçar a coragem que faz do abandono do velho uma vitória e da escolha consciente, o maior dos prazeres.

Mergulhar é decidir afundar acreditando que o corpo ainda lembra como voltar. Há um segundo em que o ar falta, o peito arde, a cabeça avisa que talvez seja demais. E mesmo assim, fica-se mais um instante. Não por coragem, mas por curiosidade. Depois, o impulso antigo reaparece, o corpo sobe, o ar entra desajeitado, e respirar volta a ser um milagre banal. Toda transformação começa assim: um quase-afogamento seguido de reaprendizado.

Tenho vivido o estado estranho de não ser mais quem fui. Um auto-estranheirismo. Há dias em que me entristece não dar conta do que antes era fácil. Coisas que fazia sem pensar agora exigem pausa, cuidado, negociação interna. É como acordar numa casa que sempre foi sua e precisar de segundos para lembrar onde fica a cozinha. Isso dói, porque a memória do que fui ainda mora em mim.

Mas há também prazer: descobrir habilidades que não existiam, aprender com o espanto de quem começa do zero. Errar sem arrogância. Esse estranhamento não é ruptura, é transição. Caminho por ele com angústia e curiosidade. Nem sempre sei quem sou hoje, mas começo a desconfiar de quem posso me tornar.

Talvez amadurecer seja suportar a tristeza do que não somos mais sem apressar a alegria do que ainda não sabemos. Permanecer nesse intervalo instável, onde o desconforto ensina e a surpresa salva. Aceitar que não reconhecer a si mesmo também pode ser sinal de que a vida está funcionando.

Há dias em que algo dentro da gente desperta como quem encosta a mão numa ferida antiga e, pela primeira vez, não recua. Vem uma lucidez quieta, dessas que não fazem barulho, mas deslocam tudo por dentro. Uma compreensão branda de que a vida é feita de tentativas — algumas inteiras, outras tortas — e que não há vergonha alguma nesse descompasso.

Fiquei pensando no quanto a gente insiste em sustentar a pose de quem acerta sempre, quando, na verdade, o amor se constrói é na hesitação. No passo em falso. No gesto que sai pela metade, mas ainda assim diz tudo. Amar é caminhar sabendo que o chão cede, que o corpo treme, que o coração desobedece. E, mesmo assim, continuar.

Há algo de profundamente humano em admitir que não damos conta de tudo. Que tropeçamos nos próprios medos, que às vezes derrubamos o que queríamos proteger. Essa honestidade silenciosa — a de reconhecer nossas bordas — abre um espaço onde o outro pode respirar sem performance, sem armadura, sem exigência de perfeição.

No fundo, acho que a beleza está nesse acordo invisível entre dois inacabados: a permissão de ser falho sem ser abandonado. A coragem de mostrar a rachadura e confiar que ela não será usada como arma. O abrigo construído não pelo acerto, mas pela delicadeza de tentar de novo — e de novo — mesmo sabendo que não existe garantia alguma.

E talvez seja isso que mais me atravessa: a percepção de que falhar não nos faz menores. Às vezes, é justamente o que nos torna verdadeiros. Porque só quem aceita o próprio desalinho consegue amar com profundidade — e permanecer, apesar das quedas, com uma força que não se aprende, apenas se vive.

Há um tipo de egoísmo que não é barulhento, mas é cruel. Ele usa o outro como depósito de suas dores não elaboradas. Faz do afeto um campo de batalha e da intimidade um tribunal. E quando o outro reage, a resposta vem rápida: “você não me ouve”, “você me enxerga”, “cala a boca”. Como se calar resolvesse. Como se silenciar o sintoma curasse a causa.

Mandar o outro silenciar é, muitas vezes, uma tentativa desesperada de não ouvir a própria ferida. Porque a fala do outro toca onde ainda dói. E é mais fácil interditar a voz alheia do que sustentar o eco que ela provoca. O incômodo não vem do que foi dito. Vem do que foi despertado.

A projeção é um truque antigo do ego: eu coloco em você aquilo que não suporto reconhecer em mim. Se me sinto pequeno, acuso você de diminuir. Se me sinto culpado, transformo você em réu. Se estou confuso, digo que você é caótico. É uma transferência silenciosa de responsabilidade emocional. Um despejo psíquico feito sem contrato.

Ninguém se cura jogando peso nas costas de quem está por perto. Dor não trabalhada vira arma. Trauma não tratado vira acusação. Gente que não desapega das mágoas, transforma ferida em violência.

Curar-se é parar de usar as pessoas como espelho distorcido. É devolver a cada um o que é seu. É aprender a dizer “isso é meu” com a mesma firmeza com que antes se dizia “a culpa é sua”.

É olhar para o próprio desconforto antes de apontar o dedo. É perguntar “por que isso me atingiu tanto?” antes de decretar que o outro está errado. É suportar reconhecer as próprias sombras sem precisar terceirizá-las.

Quem manda calar a boca quase sempre tem medo de escutar ou só suporta escutar o que convém. Quem aprende a escutar a si mesmo, sem projeções, já não precisa silenciar ninguém.

Agimos como gostaríamos de ser porque, quando há tempo para pensar, escolhemos a versão de nós que queremos apresentar ao mundo. A ação comporta cálculo, linguagem, educação, desejo de reconhecimento.

Mas a reação acontece antes da diplomacia do pensamento. Ela atravessa nossas defesas e revela aquilo que ainda não conseguimos elaborar: nossas feridas, medos, ressentimentos, necessidades e modos aprendidos de nos proteger.

Por isso, não somos necessariamente aquilo que fazemos quando estamos no controle. Há algo de nós que aparece quando o controle falha.

É justamente aí que a frase se torna incômoda: nossas reações talvez não revelem quem somos por inteiro, mas revelam quem ainda somos quando não conseguimos escolher quem ser.

E talvez seja nesse intervalo, entre o impulso que nos atravessa e a resposta que aprendemos a construir, que começa o trabalho de transformar-nos.

Depois de tudo que aconteceu hoje, acho que o jogo do bicho ganhou meu voto como a instituição mais séria do Brasil. E olha que a concorrência está fazendo força.

O cliente pode esquecer o que você vendeu, mas dificilmente esquece como foi tratado.

⁠Poema - Amizade Colorida

Peguei as tintas da arte
Passei o pincel
Pintei nossa amizade
Como arco-íris no céu
Deixei toda colorida
Linda igual o paraíso
Frases escritas
Criei esse improviso.

Meu coração a sua segunda casa
Só você tem a chave
O que ninguém sabe, ninguém estraga
Inspiração de novas frases
Você tem tudo que desejo
Amizade verdadeira
Carinho, abraços e beijos
Não é carteira
Mas tem valor
E um lugar seguro
O seu amor
Pra mim vale tudo.

E S P E L H O




Uma avaliação seca, simples, sem contexto revela muito a forma rasa como o educador executa suas atividades em sala de aula.

Não só ela mas todas as mulheres, devem e merecem ser tratadas como jóias valiosas. E tem que se valorizar sempre viu mulherada, se o homem não te valoriza e não te coloca como prioridade mete o pé.
O homem maduro e interessante sabe cuidar, tratar e ter uma mulher do jeito certo.

⁠Você continua linda como sempre, seu sorriso é algo resplandecente, seu olhar selvagem encantador, seu corpo cheio de curvas e de muito amor. Sua vida não é fácil como muitos imaginam , só você sabe a sua correria, só você sabe o que teve que deixar de lado pra viver esse momento que te ilumina. Mas você não desistiu, nem quando a vida tirou de você o seu porto seguro, nem quando ela te derrubou e disse que você era fraca, você não desistiu, continuou olhando pra frente e até hoje não parou. Você é o girassol mais teimoso que já plantei, passando pela chuva, pelo frio, pelo extremo calor você sempre está lá de pé, sempre está lá olhando para frente como se nada tivesse acontecido e sempre com um grande sorriso lindo e uma vontade enorme de vencer.

Para: Íris 🌻

Talvez Apenas Para Sentir


Como eu queria
que você soubesse
tudo o que cabe aqui dentro de mim...
Tudo o que é intenso,
tudo o que me atravessa
e, ainda assim,
me faz continuar.


Queria que entendesse
que talvez
não seja assim
que o destino nos quis.
Que talvez
existam sentimentos
que não nasceram
para ser explicados,
apenas para serem sentidos.


Tenho medo
de perder
tudo o que há de belo
entre nós.


Às vezes me pergunto
se meu impulso
seria capaz
de mudar o caminho
que o destino
escolheu para nós.


Enquanto a resposta
não chega,
guardo o silêncio.


Porque alguns segredos
não pesam por serem escondidos,
mas por serem grandes demais
para caber em palavras.


E talvez
o mais bonito deles
seja justamente este:
sentir,
sem nunca precisar dizer.


Às vezes,
o silêncio também é uma forma de cuidar.


Há sentimentos
que se tornam mais bonitos
quando encontram abrigo
em vez de explicação.


Talvez um dia
o tempo revele
o que hoje escolho guardar.


Ou talvez não.


E tudo bem.


Porque nem todo destino
precisa ser compreendido,
assim como nem todo amor,
nem todo afeto,
nem toda intensidade
precisam de um nome.


Basta que existam.


E, existindo,
já mudam para sempre
quem os carrega no peito.