As Coisas Nao Acontecem por Acaso
Quando você conhece suas raízes,
sabe que a tempestade só leva,
O que não deveria fazer parte do propósito.
A justiça não é mera distribuição externa de vantagens, mas uma determinada ordem entre as partes que compõem a vida coletiva.
A lei geral é necessária precisamente porque o legislador não pode antecipar toda a singularidade da experiência humana.
A liberdade não consiste em fazer tudo aquilo que se deseja, mas em possuir condições racionais para escolher aquilo que merece ser desejado.
A dignidade de uma pessoa não deveria depender da quantidade de bens que consegue acumular nem da quantidade de honrarias que consegue receber.
O amor verdadeiro não é encontrar alguém que nunca nos decepcione, mas alguém com quem a verdade possa existir sem destruir o respeito. É compreender que duas pessoas podem ter falhas, dias difíceis e pensamentos diferentes, sem transformar cada diferença em uma guerra. Amar não é possuir alguém, é escolher cuidar de um vínculo sem aprisionar a liberdade do outro. Porque, no fim, a beleza do amor não está em nunca pensar em partir, mas em ter motivos para ficar sem precisar deixar de ser quem se é.
“Há olhares que já não pertencem ao mundo dos vivos, embora seus corpos ainda caminhem entre nós. São olhos que contemplaram o abismo por tempo demais e, ao regressarem, descobriram que uma parte de si jamais retornou. Perdidos no labirinto silencioso da própria consciência, atravessaram as fronteiras da dor e alcançaram a mais cruel das ausências: a incapacidade de sentir. Ali, onde a anedonia transforma a existência em um deserto sem horizontes, até o sofrimento perde seu significado, pois sofrer ainda pressupõe alguma ligação com a vida. O vazio, entretanto, nada exige, nada promete e nada devolve. E talvez resida nisso a mais terrível das tragédias humanas: descobrir que existe algo mais devastador do que a morte, a permanência de uma consciência que já não consegue reconhecer a própria existência.” - Leonardo Azevedo.
