As Coisas Nao Acontecem por Acaso
Nunca se superestime achando que se conhece a ponto de saber do que é ou não capaz. Nunca diga: 'Eu nunca faria isso!' Há aspectos da nossa personalidade que só se revelam em determinadas circunstâncias — quando somos provados ao extremo, em meio a tragédias, crises pessoais ou necessidades profundas. Se ainda não passamos por isso, não sabemos como reagiríamos. Por isso, uma das orações mais sábias e necessárias é: 'Livrai-nos da tentação!
Senhor, eu não quero me perder em emoções
porque aprendi que te servir e te adorar
não é só ficar emocionado,
chorar e fazer declarações...
E depois, quando o momento passa,
fica vazio, frio, aéreo
e sem qualquer indício da tua graça...
Vejo por aí muita gente assim,
uns realmente fazem um teatro,
outros acreditam que o que sentem
é a adoração de fato.
Não sabem diferenciar os sentimentos,
a mera emoção,
do poder verdadeiro que emana do céu;
confundem até mesmo a unção.
Porque quando a glória real se manifesta,
as pessoas também choram de alegria,
elas vibram, gritam, mas não é mera euforia.
A glória do Senhor não dura só um momento,
ela flui, quebranta o coração, purifica,
até constrange e também traz alimento.
Não é aquilo que se vê por aí,
o que chamam adoração...
Eu sei que tua glória vai muito além,
quando há real sintonia entre o céu e o coração.
Quando o desejo de ser visto desaparece,
quando das pessoas ao redor a gente até esquece,
quando tudo que importa não é a apresentação,
mas a extrema necessidade de render-lhe adoração.
É a expressão de um coração grato,
é o despertar para a consciência
da grandeza do Senhor de fato.
Ali o exterior apenas reflete
o que está dentro do nosso ser.
A alma se derrama, o coração se inflama,
e queremos declarar com toda força
sua majestade e poder.
Sei que ainda vai além de tudo isso
que pude expressar.
É algo sobrenatural e sei que
só tu, Senhor, podes me ensinar.
O verdadeiro Evangelho não compactua com o pecado, nem defende criminosos ou justifica crimes, mas também não celebra a morte de ímpios e pecadores. O desejo cristão é que todos se arrependam de seus maus caminhos, sejam transformados e encontrem salvação em Cristo Jesus!
Promessas pra quê?
Se ninguém compra, ninguém acredita, ninguém sustenta.
A vida não aceita cheque sem fundo,
ela cobra — e cobra caro.
Com juros, correção, e sem prazo de carência.
Cada palavra dita sem ação vira dívida.
Cada sonho abandonado vira cobrança.
E quando o boleto chega, não adianta fugir:
a vida é credora implacável,
ela não esquece, não perdoa, não atrasa.
Então, que se fale menos e se faça mais.
Porque promessa não paga conta,
mas atitude constrói futuro.
Não me venha com exagerada euforia em suas congratulações, se é, por causa de uma data específica essa sua exagerada gratidão.
Prefiro a calma em nos reconhecermos com sabedoria!
Nos dias em que não sou quem imaginei ser, chego a me esquecer de quem realmente sou. Minhas expectativas são altas, e quando não as alcanço, eu mesmo me deixo de lado.”
Há dias em que a cobrança interna me faz desaparecer de mim.
“Aprendi que não vencemos nossos demônios — apenas os acomodamos no pensamento para que não façam barulho.”
Na Trindade não há vaidade. Há unidade. Vemos que aquilo que o Pai pede o Filho não retruca e o Espírito não murmura
O amor verdadeiro não é estático — ele respira, se expande, se refaz.
Aceitar mudar para melhor é reconhecer que até nas quedas há sementes de transformação.
Quando caímos na poeira, não é apenas o corpo que se marca, mas o chão que guarda nossa história. Cada cicatriz no cenário é um testemunho de que a rotina foi quebrada, que o antigo se desfez para dar espaço ao novo.
O amor, então, é essa força que não teme o impacto da queda. Ele recolhe os fragmentos, reorganiza o caos e constrói beleza onde antes havia ruína.
É no pó que se levanta a esperança, é no chão marcado que floresce a coragem de continuar.
Em outras palavras: o amor não é só suavidade, é também resistência. Ele aceita mudar porque sabe que a mudança é o único caminho para permanecer vivo.
Eu não estou perdido, nem à deriva, para que tua mudança me desloque ou me afaste da evolução.
Meu amor, somos feitos de transformações súbitas, mas nunca de rupturas radicais.
Somos o sopro da vida que se reinventa, o fogo que aquece sem destruir, a corrente que flui sem aprisionar.
Que a tua mudança não seja muro, mas ponte.
Que ela não seja pausa, mas impulso.
Que cada passo teu edifique não apenas o instante, mas o caminho inteiro das nossas vidas vividas.
Pois amar é aceitar o movimento, é dançar com o inesperado, é reconhecer que a beleza está na construção contínua.
E se somos feitos de mudanças, que sejam elas sementes — germinando futuro, fortalecendo raízes, iluminando o presente.
De que vale a vaidade, se no caixão não há espaço para tantas extravagâncias?
Pra que tanta ambição e avareza, se no caixão não existe cofre nem gaveta para guardar os bens acumulados por toda uma vida?
A arrogância, a ignorância e a brutalidade podem dominar este lado da existência, mas do outro lado reinam o vazio e o silêncio — e eles não vivem em guerra.
Vaidade. Ambição. Luxúria. Orgulho. Ignorância. Fiação frágil que se desfaz por aqui.
A riqueza pode alcançar os cantos mais distantes da terra, mas quando a morte chega, nem a roupa do sepultamento será escolhida por quem partiu.
Tudo é empréstimo por pouco tempo.
O corpo será devolvido ao pó.
O espírito retorna ao Criador.
Porque, no fim, nada nos pertence — tudo é de Deus.
Eu não posso conter teus pensamentos dispersos e levianos,
despidos de afeto, atenção e cuidado.
Assim como não posso partilhar contigo
as escolhas sem rumo que te consomem.
Não me uno a ideias que clamam pela minha ruína.
São teus — pensamentos em decomposição,
não meus.
Antes que me expulsem da tua vida de conflitos,
suplico piedade:
apaga-me da tua memória,
risca-me dos teus devaneios impuros.
Que permaneçam contigo os caminhos extraviados,
sem horizonte,
onde não há respeito,
nem gratidão,
nem atenção.
Sê verdadeira, ao menos em teus delírios
efêmeros, descontrolados, sem raiz.
Não me arrastes para o pântano
onde teus pensamentos jazem adormecidos, enredados no caos.
Imploro:
até em teus pensamentos,
apaga minha existência.
Deus que divida é essa que tu me cobrar tanto?
Eu não sei mas em ti confio só peço que console meu pranto!
O Salmo do Descanso Eterno
Senhor, proteja este corpo que não foi feito para o fardo,
Afasta de mim o despertador e todo trabalho que seja árduo.
Livra-me da entrevista, do currículo e da seleção,
E que eu nunca caia na tentação da tal "prospecção".
Pai, Te peço com fé, num clamor quase mudo:
Que nenhuma porta se abra, que o cadeado segure tudo!
Se uma vaga surgir, que o RH perca o meu contato,
Que o LinkedIn trave e que o Wi-Fi morra no ato.
Se alguém vier falar em "vestir a camisa" e "suar",
Dê-me forças, Senhor, para eu nem do lugar me levantar.
Que a semana transcorra num eterno e doce cochilo,
E que minha única meta seja manter o meu estilo tranquilo.
Barre todo convite que me exija prontidão,
Pois meu corpo é de descanso e minha alma é de folgação.
Que o sustento venha por sorte, por herança ou por acaso,
Pois para o trabalho, Pai, eu sempre estarei cansado.
Que a rede balance e que o sol não me frite,
E que, se o emprego bater, meu santo logo o evite,
Amém.
Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.
Não suporto dramas. Tem gente que não tolera lágrimas. Não tenho problemas com as lágrimas. São sinceras. Desconfio dos sorrisos.
O sorriso seduz e engana.
O drama me irrita. Coisa de gente fraca. Aversão herdada pelas lutas e dificuldades. Quem sobrevive às batalhas cria casca e não perdoa esse tipo de luxo.
